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VBP da agropecuária de Mato Grosso atinge R$ 208,3 bilhões e soja lidera com 44% do total

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VBP da agropecuária em Mato Grosso alcança R$ 208,3 bilhões

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária de Mato Grosso foi estimado em R$ 208,32 bilhões, conforme análise semanal divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O resultado representa o segundo maior já registrado na série histórica do instituto. Apesar do desempenho expressivo, o montante está 2,18% abaixo da sexta estimativa para 2025, indicando um ajuste após um ciclo de forte produção.

Soja lidera o VBP e representa 44% do total

No segmento agrícola, a soja mantém a liderança absoluta na composição do VBP estadual, respondendo por 44,51% do total, o equivalente a R$ 92,74 bilhões.

Mesmo com o protagonismo, houve retração de 1,26% em relação à estimativa anterior. A redução está associada à queda no preço médio da commodity frente à safra passada.

De acordo com o Imea, com a produção já consolidada, os preços devem continuar sendo o principal fator de impacto nas próximas revisões, sobretudo diante do volume ainda disponível para comercialização.

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Colheita da soja chega à reta final no estado

O levantamento também aponta que a colheita da soja está praticamente concluída em Mato Grosso. Restam apenas áreas pontuais nas regiões sudeste e centro-sul.

O avanço semanal foi de 0,25 ponto percentual, elevando o progresso da safra para 99,99% da área total cultivada, consolidando o encerramento do ciclo produtivo.

Mercado: indicador recua, mas preços sobem em Mato Grosso

No mercado nacional, o indicador da soja calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) registrou queda semanal de 0,86%, com a cotação média em R$ 128,81 por saca.

Em Mato Grosso, no entanto, o movimento foi de leve valorização. O preço da oleaginosa avançou 0,28% na comparação semanal, refletindo a alta observada no mercado internacional.

Perspectivas: preços devem ditar o ritmo do VBP

Com a safra praticamente finalizada, a tendência é que os preços se consolidem como o principal fator de influência sobre o VBP nos próximos meses.

O ritmo de comercialização da produção e o comportamento do mercado externo serão determinantes para possíveis revisões nas estimativas ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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