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Vereador Anderson Bananeiro de Rondonópolis é confrontado por colegas após críticas à secretária-adjunta de Agricultura

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A recente sessão ordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis, realizada no dia 2, foi marcada por intensos debates sobre a atuação da secretária-adjunta de Agricultura, Katiane Salomão. Durante a discussão, a gestora enfrentou críticas e também recebeu apoio de alguns vereadores.

O vereador Anderson Bananeiro (PRD) foi uma das vozes mais críticas, argumentando que Katiane não tem atendido adequadamente às demandas apresentadas pelos parlamentares, principalmente no que diz respeito às necessidades da zona rural. Ele mencionou um suposto favorecimento a certos grupos e relatou que, para resolver questões, tem recorrido diretamente ao secretário de Meio Ambiente, Álvaro Fachin, “pulando” a adjunta.

Em contrapartida, o vereador Adilson do Naboreiro (MDB) defendeu Katiane, ressaltando que ela assumiu a pasta em um cenário de dificuldades e falta de recursos, e que tem se esforçado para realizar seu trabalho. Naboreiro também destacou que, ao contrário do que Bananeiro afirmou, Katiane tem se mostrado disponível para atender a todas as solicitações. Ele ainda mencionou que um dos assessores de Bananeiro havia estado na secretaria, mas não contribuiu para melhorias significativas na zona rural durante seu tempo na pasta.

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O vereador Wesley Cláudio (Novo) juntou-se à defesa de Katiane, elogiando sua capacidade de conduzir as ações da secretaria. Cláudio questionou a postura de Bananeiro, sugerindo que ele poderia estar buscando soluções imediatas para todas as demandas e insinuando que poderia haver questões pessoais entre os dois.Esse embate evidencia as tensões políticas e as diferentes perspectivas sobre a gestão da agricultura no município, refletindo as complexidades que envolvem o trabalho legislativo e a administração pública.

Fonte: Política

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Política MT

Duas mulheres são eleitas para a ALMT após quatro legislaturas

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Samantha do Abilio (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos) estão entre os 24 deputados estaduais eleitos neste domingo (4) para a 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Com 100% das urnas apuradas, Samantha recebeu 57.900 votos e Alessandra, 50.802. O resultado faz com que a ALMT volte a ter duas mulheres eleitas diretamente para exercer mandatos titulares simultaneamente.

A última vez que isso ocorreu foi nas eleições de 2010, quando Luciane Bezerra e Teté Bezerra conquistaram cadeiras para a 17ª Legislatura (2011–2015). Nas três eleições seguintes (2014, 2018 e 2022), apenas uma mulher, Janaina Riva (MDB), foi eleita deputada estadual em cada pleito.

Na atual legislatura, outras mulheres também exerceram temporariamente o mandato como suplentes. Em julho de 2025, a ALMT registrou, pela primeira vez, três mulheres em exercício simultaneamente: Janaina Riva, titular, e as suplentes Professora Graciele e Valdeniria Dutra. Também assumiram como suplentes ao longo da 20ª Legislatura Sheila Klener, Sandy de Paula, Priscila Dourado e Marildes Ferreira.

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Nas eleições de 2026, as mulheres representaram 34% do total de candidaturas registradas em Mato Grosso, mesmo percentual verificado no estado nas eleições gerais de 2022. Apesar de serem maioria entre o eleitorado, a participação feminina entre os candidatos permaneceu em cerca de um terço.

Eleitas, Samantha e Alessandra representarão 8,3% da composição da Casa na próxima legislatura. Samantha do Abilio, de 42 anos, é designer de interiores e vereadora de Cuiabá. Eleita para a Câmara Municipal em 2024, chega à Assembleia para o primeiro mandato como deputada estadual. Já Alessandra Ferreira, de 36 anos, é cirurgiã-dentista e empresária. Foi secretária municipal de Promoção e Assistência Social de Rondonópolis entre 2025 e 2026 e disputou neste ano sua primeira eleição para um cargo eletivo.

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a diferença entre o número de mulheres no eleitorado e a presença delas nos cargos eletivos. “A gente tem 51% dos eleitores que são mulheres. E por que elas não podem ter uma representatividade? Então a gente tem que melhorar essa cultura, conversar mais, trocar nossas experiências e fazer com que esse número comece a crescer também”, afirmou.

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Para a cientista política Christiany Fonseca, a participação feminina nas eleições não se converte automaticamente em representação parlamentar. Segundo ela, o processo envolve acesso às estruturas partidárias, recursos de campanha, redes políticas e condições para que as candidaturas sejam competitivas. “É preciso conseguir entrar, competir, vencer e depois permanecer na política”, resumiu Christiany.

A eleição de Samantha e Alessandra ocorre 16 anos depois do pleito que levou duas mulheres simultaneamente à Assembleia. Elas assumem os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.

Fonte: ALMT – MT

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