Cuiabá

Vereador cobra providências sobre obras paralisadas nos bairros Serra Dourada e 8 de Abril

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Andressa Sales – Assessoria Vereador Demilson Nogueira 

O vereador Demilson Nogueira (PP) utilizou seu expediente, em sessão plenária na Câmara de Cuiabá, para relatar a situação preocupante sobre as obras de pavimentação asfálticas e drenagem no bairro Serra Dourada, onde uma empresa contratada pelo montante de R$ 12 milhões já recebeu parte do valor — aproximadamente R$ 2 milhões — mas não apresentou avanço significativo nos serviços. Segundo o parlamentar, a região enfrenta grande acúmulo de lama, dificultando inclusive, o trânsito de pedestres.
Demilson afirmou que encaminhou ao secretário municipal de Obras, Reginaldo Teixeira, a solicitação de medidas imediatas, incluindo a possibilidade de rescisão contratual caso a empresa não tenha condições de dar continuidade às obras.
 “Se ela não tem condições de tocar a obra, que faça a rescisão e coloque alguém com capacidade de executar. Não podemos permitir que a população pague o preço da ineficiência”, afirmou.
O vereador também estendeu o alerta à situação no bairro 8 de Abril, que enfrenta cenário semelhante. De acordo com ele, empreiteiras têm assumido contratos sem estrutura para cumprir o planejamento, resultando em paralisações que prejudicam diretamente a comunidade.
 “O município precisa garantir que os recursos públicos sejam aplicados corretamente e que as obras avancem. A população não pode continuar sofrendo com atrasos e abandono”, concluiu.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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