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Viaduto Papa Francisco, inaugurado por Renan Filho, beneficiará moradores e milhões de romeiros que visitam Aparecida (SP)

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Os cerca de 10 milhões de romeiros que se deslocam de todas as partes do Brasil anualmente para visitar o Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, passam a circular com mais segurança nos arredores do local.

Isso porque foi inaugurado nesta sexta-feira (19), pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, o viaduto Papa Francisco. Construída sobre a linha férrea que corta a cidade, a estrutura recebeu investimento de R$79 milhões da MRS Logística, concessionária que administra a malha ferroviária na região. Os trens que utilizam a linha diariamente transportam granéis, siderúrgicos e contêineres.

“Essa obra ordena o trânsito de ônibus, de veículos pequenos, segrega do trem, porque o cruzamento com o trem, de 2004 para cá, gerou 30 acidentes. E nunca houve investimentos para solucionar o conflito trem-veículos, como está acontecendo agora, com a concessão ferroviária da MRS. A gente vai continuar fazendo mais para permitir o desenvolvimento da região e trazer mais segurança para as pessoas”, declarou Renan Filho.

O viaduto, que foi liberado após uma fase de testes operacionais que durou dois meses, representa um avanço à segurança viária e à mobilidade urbana. Agora, enquanto pedestres, romeiros e turistas fazem a travessia por uma passarela já existente no local, os veículos transitam pelo recém-batizado Viaduto Papa Francisco. A lei que dá esse nome à estrutura foi sancionada nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Essa obra foi entregue em sete meses, com 180 colaboradores diretamente envolvidos. Isso é muito importante pra gente evitar acidentes, atropelamentos. Então a gente fica muito orgulhoso de melhorar a vida dos milhões de romeiros”, disse Guilherme Segalla de Mello, presidente da MRS Logística.

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A entrega acontece em um momento importante, a menos de um mês da celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, que acontece em 12 de outubro. Nessa data, há uma média histórica de 150 mil peregrinos visitando o Santuário Nacional.

“Este viaduto hoje inaugurado é muito bem-vindo e irá contribuir significativamente com o deslocamento destes visitantes e dos moradores da cidade, ajudando a evitar os recorrentes acidentes ferroviários, sobretudo com o envolvimento de pedestres”, afirmou, durante a cerimônia, o administrador do Santuário Nacional, Padre Fábio Evaristo.

Aparecida, onde está localizado o Santuário Nacional, fica no Vale do Paraíba, a cerca de 170 quilômetros da capital paulista. Com uma população de 33 mil habitantes, aproximadamente, a cidade tem o turismo religioso como a base de sua economia, com impacto direto no comércio local, hotelaria e serviços. Uma infraestrutura de transportes de qualidade é fundamental para estimular ainda mais o desenvolvimento socioeconômico da região.

“Nossa cidade melhorou muito em hotéis, comércio, e agora essa obra vai beneficiar toda a região, vai melhorar o escoamento para a Dutra e também a entrada ao Santuário. Então é uma obra que não é só dos aparecidenses, é uma obra para o Brasil, já que recebemos visitantes de todo o país”, comemorou José Luiz Rodrigues, prefeito de Aparecida.

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Dutra segura

Atenta ao período que se aproxima, com aumento expressivo no número de romeiros e de veículos circulando por esse trecho da Via Dutra, principal acesso ao santuário, a RioSP, concessionária que administra a rodovia, implantou o projeto Romaria Segura 2025.

Entre as ações do programa destacam-se a montagem de tendas de apoio em pontos estratégicos da rodovia, com equipes treinadas para orientar os romeiros sobre o trajeto mais seguro, distribuição de coletes e faixas refletivas, garantindo maior visibilidade dos pedestres, especialmente à noite e ações de conscientização com motoristas e caminhoneiros em postos de serviços, praças de pedágio e Pontos de Parada e Descanso (PPDs), entre outras medidas de segurança.

Além desse programa, a concessionária trabalha em inúmeras outras obras ao longo da Dutra, como, por exemplo, de ampliação da capacidade de tráfego. Cerca de 120 mil veículos tragefam diariamente somente pelo trecho da rodovia que corta o Vale do Paraíba.

“Eu acabei de vir de São José dos Campos, onde estamos com o maior volume de investimentos na Dutra da história. São R$7,5 bilhões que serão investidos para modernizar a rodovia, somente no estado de São Paulo. São obras que viviam no papel, mas que não eram resolvidas, e que agora, no governo do presidente Lula, se transformaram em realidade”, concluiu o ministro dos Transportes.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Alexandre Silveira anuncia publicação da portaria do primeiro leilão de baterias do país

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira (22/5), durante participação no Fórum Esfera Nacional, no Guarujá (SP), que o Governo do Brasil publicará nos próximos dias a portaria do primeiro leilão de baterias do Brasil. A medida, considerada estratégica pelo Ministério de Minas e Energia (MME), integra o processo de modernização do setor elétrico e busca ampliar a segurança energética do país diante do avanço acelerado das fontes renováveis.

Durante painel sobre matriz energética, Silveira destacou que o leilão representa um marco para a transição energética brasileira ao combinar inovação tecnológica, estabilidade operacional e fortalecimento da indústria nacional. O certame deve ocorrer ainda no segundo semestre de 2026 e prevê a contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias para atuação no Sistema Interligado Nacional (SIN).

“O armazenamento de energia será peça central para integrar renováveis, reduzir perdas e modernizar o sistema elétrico brasileiro”, afirmou o ministro ao defender a necessidade de ampliar a flexibilidade do sistema diante da expansão das fontes solar, eólica e biomassa.

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Silveira ressaltou que o governo realizou uma ampla rodada de debates técnicos internacionais antes da definição do modelo brasileiro. Segundo ele, a experiência internacional demonstrou que projetos de armazenamento geralmente dependem de forte subsídio estatal, cenário diferente do adotado pelo Brasil. “Precisou ser um debate muito profundo para que a gente possa agora, com segurança, lançar o leilão”, afirmou.

O ministro também afirmou que o governo discute mecanismos progressivos de conteúdo local para estimular a cadeia produtiva nacional ligada ao setor de baterias e sistemas de armazenamento. “Nós precisamos fortalecer a indústria nacional”, destacou.

Além do leilão de baterias, o painel abordou temas ligados à segurança energética, minerais críticos, combustíveis, gás natural, biocombustíveis e exploração da Margem Equatorial. Ao comentar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o setor energético global, Silveira afirmou que o Brasil está entre os países menos afetados pela alta internacional dos combustíveis graças às medidas adotadas pelo governo federal, como ampliação da capacidade de refino, monitoramento do abastecimento e ações de desoneração.

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Sobre a Margem Equatorial, o ministro defendeu que o Brasil possui capacidade técnica para conciliar desenvolvimento econômico, soberania energética e responsabilidade ambiental. “O Brasil sabe onde quer chegar e quer chegar num país desenvolvido, inclusivo, sustentável e para todos”, afirmou.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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