Ministério Público MT

Vida Plena inicia capacitação voltada à promoção da saúde mental

Publicado

O Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) – Vida Plena promoveu, nesta sexta-feira (15), a primeira etapa de capacitação do “Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar”, iniciativa voltada à promoção e à prevenção da saúde mental no ambiente de trabalho. A formação ocorreu no Auditório Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em Cuiabá, e terá continuidade em formato virtual nos dias 21 e 28 de maio, e 11 e 18 de junho, por meio de oficinas realizadas na plataforma Microsoft Teams.Nesta fase inicial, participaram 25 facilitadores previamente selecionados, entre servidores do Departamento de Planejamento e Gestão (Deplan), Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), Subprocuradoria-Geral de Justiça de Planejamento e Gestão (Subplan), Corregedoria-Geral e do Vida Plena. Esses profissionais atuarão como multiplicadores da iniciativa, conduzindo oficinas e fomentando espaços de diálogo sobre saúde mental e riscos psicossociais no âmbito institucional.A promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, coordenadora do programa Vida Plena, destacou o caráter preventivo do Projeto Âmbar, ressaltando que a proposta parte do entendimento de que o cuidado com a saúde mental deve anteceder o agravamento do sofrimento. “O Projeto Âmbar nasce da compreensão de que cuidar da saúde mental é agir antes que o sofrimento se instale. Ao formarmos facilitadores, estamos fortalecendo uma rede interna de cuidado, capaz de identificar riscos psicossociais, promover o diálogo e contribuir para um ambiente de trabalho mais saudável e sustentável”, afirmou.Segundo a promotora, a iniciativa também busca humanizar o ambiente institucional e ampliar o olhar sobre o bem-estar de servidores e membros. “O Projeto Âmbar tem o objetivo de promover a prevenção ao adoecimento mental e fomentar um ambiente de trabalho mais humanizado. Hoje realizamos a capacitação dos servidores e membros que vão atuar como facilitadores na execução dessa iniciativa. Trata-se de uma oficina de trabalho, pensada como um espaço de troca de experiências e de muito aprendizado”, completou.O Projeto Âmbar está alinhado à Política Nacional de Atenção à Saúde Mental dos integrantes do Ministério Público, instituída pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que incentiva a criação e o fortalecimento de ações permanentes de promoção e prevenção à saúde mental. No MPMT, a iniciativa integra a governança institucional e dialoga com as diretrizes do Planejamento Estratégico.A promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, auxiliar da Corregedoria-Geral do Ministério Público (Coger), destacou que a atuação do órgão é pautada na prevenção, orientação e apoio aos membros. “O papel da Corregedoria é basicamente de prevenção, orientação e também de apoio à execução das atividades pelos seus membros. E, sob esse aspecto, podemos dizer que trilharemos um caminho de auxiliar o promotor de justiça a identificar os riscos na sua equipe de trabalho relacionados à sua saúde mental, bem como de todos os que estão sob a sua supervisão e, depois de identificados esses riscos, como proceder”, afirmou.A psicóloga Thaísa Soares, facilitadora da capacitação, explicou que a formação representa a etapa inicial de um processo contínuo. “Essa tarde estamos trabalhando na capacitação com facilitadores que, após essa primeira etapa, a gente também vai dar uma continuidade acompanhando o projeto em que vão mobilizar grupos em torno dos temas em saúde mental, saúde mental dos trabalhadores e riscos psicossociais”, disse.Segundo ela, inclui metodologias voltadas à sensibilização dos participantes. “Então, nós vamos também abordar metodologias para que esse trabalho possa sensibilizar através de recursos como oficinas socioafetivas ou outras que se aproximem mais dos trabalhadores e essa sensibilização em relação à saúde mental no contexto do trabalho”, completou.Saiba mais – O nome Âmbar faz referência à resina produzida pelas árvores como mecanismo de autoproteção diante de lesões, simbolizando cuidado, cura e prevenção. A proposta do projeto segue essa lógica, ao incentivar a identificação de fissuras no cotidiano de trabalho e o fortalecimento de práticas institucionais capazes de proteger as pessoas antes que o adoecimento se manifeste.De acordo com a gerente do Projeto Âmbar, Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, a segunda etapa da capacitação será direcionada às lideranças da instituição, mediante inscrição prévia. A iniciativa busca ampliar a compreensão sobre saúde mental no trabalho, prevenção de riscos psicossociais e fortalecimento da gestão de equipes, contribuindo para a construção de uma cultura organizacional mais humanizada no MPMT.

Leia mais:  Luta contra racismo será tema de palestra na próxima semana

Fonte: Ministério Público MT – MT

publicidade

Ministério Público MT

MPMT visita escolas vencedoras da Mostra Estudantil de Arte

Publicado

A promotora de Justiça Luciana Rocha Abrão David, titular da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Barra do Garças (a 500 km de Cuiabá), visitou na manhã desta segunda-feira (28) as escolas vencedoras da Mostra Estudantil de Arte 2026, promovida pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher de Barra do Garças e Pontal do Araguaia. Com o tema “Cores que Gritam: Dignidade, Respeito e Voz”, a iniciativa mobilizou 21 unidades de ensino, estimulou a produção de 217 obras artísticas e transformou estudantes em protagonistas do debate sobre prevenção da violência de gênero e promoção dos direitos das mulheres.A integrante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) esteve na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barra do Garças, no Instituto Madre Marta Cerutti e no Centro Municipal de Educação Básica (CMEB) Helena Esteves. Além de conhecer de perto os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, a promotora de Justiça dialogou com alunos, professores e gestores sobre o papel da educação na construção de uma cultura de respeito, igualdade e enfrentamento à violência contra a mulher.A mostra, coordenada pelo MPMT, integra o eixo de prevenção e sensibilização social da Rede de Enfrentamento. Nesta edição, a iniciativa foi viabilizada com recursos do Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre) do Ministério Público, provenientes de acordos de não persecução penal e cível. Para Luciana Rocha Abrão David, a atuação dentro das escolas é uma das formas mais eficazes de promover mudanças duradouras na sociedade. “O nosso maior desafio é romper o silêncio. Ações como essa estão motivando e empoderando mulheres para que se libertem desse ciclo. Por isso, trabalhamos com os jovens para que sejam multiplicadores dessa transformação social e contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada”, destacou.O primeiro local visitado foi a Apae de Barra do Garças, instituição que atende cerca de 90 assistidos a partir dos oito anos de idade. A obra vencedora da categoria especial foi produzida por oito alunos. A professora Sidneia Machado Barros Rodello celebrou o resultado alcançado e o envolvimento dos participantes. “Eles trabalharam muito, se dedicaram e se empenharam para chegar ao resultado final. O mais importante foi ver todos envolvidos e contribuindo para a construção da obra”, afirmou.Assistido pela instituição, Cristiano Silva de Andrade destacou a importância da arte como forma de expressão. “Ver os alunos fazendo essa arte maravilhosa é muito bom. Eles estão expressando os sentimentos por meio da arte, mostrando sua luta e sua superação”, ressaltou.Na sequência, a promotora de Justiça esteve no Instituto Madre Marta Cerutti, que possui 830 alunos e conquistou o título de grande campeão da mostra. A obra “Peso do Amor”, desenvolvida pela turma do 2º Ano A, recebeu a maior nota técnica da competição e foi transformada em um mural externo na escola. O trabalho chamou a atenção por retratar a violência doméstica de forma simbólica, transmitindo a mensagem de que o amor não deve aprisionar.A estudante Yasmin Marques Munaretto contou que a construção da obra foi resultado de um processo coletivo. “A ideia era representar a violência sem mostrar a agressão de forma explícita. Queríamos retratar o peso de um amor sufocado, a dificuldade de sair de uma situação que aprisiona. Toda a turma participou das discussões e das decisões sobre a obra”, explicou.Entre os alunos, o consenso foi de que o projeto ampliou a reflexão sobre um problema que afeta milhares de mulheres. Júlia Queiroz Gonzales destacou a importância de debater o feminicídio para promover conscientização. Já Samuel Morato ressaltou que o enfrentamento à violência deve envolver toda a sociedade. “Como homem, reconheço que esse é um tema sensível e que precisa ser discutido em vários espaços. A arte foi uma forma de demonstrarmos que a escola reconhece essa realidade e entende sua importância”, afirmou.A diretora do instituto, Carmen Beatriz Capitão Leal e Silva Dadalto, observou que as discussões promovidas pela mostra ultrapassaram os limites da sala de aula e estimularam reflexões sobre comportamentos cotidianos. “Foi emocionante acompanhar cada etapa. O tema fez os alunos pensarem sobre suas atitudes e sobre a forma como se relacionam com os colegas, especialmente no respeito às meninas”, destacou.Durante a visita, Luciana Rocha Abrão David lembrou que a prevenção é considerada uma das principais frentes de atuação da Rede de Enfrentamento. Segundo ela, as escolas se consolidaram como espaços privilegiados para o diálogo e a formação de cidadãos conscientes. “Esse tema já foi um tabu. Hoje, vocês estão abrindo portas para o debate. Precisamos de vocês para discutir, divulgar essa temática e ampliar a conscientização”, pontuou.A promotora de Justiça também destacou que o trabalho desenvolvido nas unidades de ensino é fruto de uma construção coletiva iniciada há mais de uma década. “Entre os eixos da Rede de Enfrentamento, a prevenção e sensibilização social é a nossa menina dos olhos. É dentro das escolas que encontramos a oportunidade de dialogar com os jovens e transformá-los em agentes de mudança. As cores desta mostra gritam exatamente isso: dignidade, respeito e voz para construir uma sociedade melhor”, afirmou.Encerrando a programação, a representante do MPMT esteve no CMEB Helena Esteves, que atende aproximadamente 800 estudantes. No local, os alunos relataram como a participação na mostra contribuiu para compreender diferentes formas de violência e a importância da denúncia e do acolhimento às vítimas.A estudante Isabelly Ferreira explicou que sua obra buscou dar visibilidade às mulheres autistas que enfrentam situações de violência e, muitas vezes, encontram dificuldades para pedir ajuda. Já Laura Lopes ressaltou que a experiência permitiu unir arte e conscientização. “Foi muito divertido participar e pintar a tela. Discutir esse tema é importante porque aprendemos mais e podemos ajudar a combater a violência”, disse.Para a professora Sara Vaz de Souza, o projeto fortaleceu a conscientização entre crianças e adolescentes. “Foi gratificante trabalhar esse tema pela relevância que ele tem. Os alunos se envolveram intensamente, assim como toda a comunidade escolar, e o resultado foi muito positivo”, avaliou.O 2º sargento da Polícia Militar Negrão também destacou a mobilização da comunidade durante a votação popular. Segundo ele, estudantes e educadores se empenharam na divulgação do projeto junto aos moradores e comerciantes da cidade. “Todo mundo participou. As pessoas foram receptivas, conheceram as obras e se engajaram na votação. Foi uma experiência muito positiva”, relatou.No fim das visitas, Luciana Rocha Abrão David reforçou que a Mostra Estudantil representa um trabalho permanente da Rede de Enfrentamento junto à comunidade escolar desde 2014. “A educação é o nosso principal campo de transformação social. É dentro das escolas que construímos consciência, fortalecemos o respeito às diferenças e plantamos as bases para uma sociedade que rejeite qualquer forma de violência”, concluiu.A Mostra Estudantil de Arte 2026 registrou ampla participação popular, com 9.205 votos pela plataforma digital do projeto. As 217 obras inscritas serão expostas no Centro Cultural da cidade ao longo desta semana, ampliando o alcance das mensagens produzidas pelos estudantes em defesa dos direitos das mulheres e do enfrentamento à violência de gênero.

Leia mais:  MPMT viabiliza internação voluntária de 15 dependentes químicos

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

Mais Lidas da Semana