O programa Vigia Mais MT, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), já entregou 18,8 mil câmeras de videomonitoramento para reforçar a segurança pública em Mato Grosso. Até o momento, 128 municípios aderiram à iniciativa, o que representa mais de 90% das cidades do estado. Desses, 72 já concluíram totalmente a instalação dos equipamentos.
Do total entregue, 15.092 câmeras já estão integradas ao sistema de monitoramento. O programa dispõe de câmeras fixas, speed dome e OCRs, capazes de identificar placas de veículos em um raio de até 2,5 quilômetros. As imagens captadas podem ser acompanhadas em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), gestores municipais e forças policiais, cada um dentro de sua área de atuação.
Além dos municípios, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) firmou termos de cooperação com 122 associações e sindicatos, cinco secretarias estaduais e uma autarquia, ampliando a rede de monitoramento em ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos.
Lançado em março de 2023 pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, o programa teve início com a adesão dos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade e Lucas do Rio Verde.
Inicialmente, a previsão era de entregar 15 mil câmeras, mas o número foi ampliado para mais de 20 mil após a inclusão de 485 escolas estaduais no programa. A Secretaria de Educação (Seduc) adquiriu 5,5 mil câmeras destinadas às unidades de ensino, reforçando a segurança de toda comunidade escolar.
No ano passado, o programa foi reforçado com a tecnologia de reconhecimento facial em grandes eventos no Estado e em pontos estratégicos de Cuiabá. A ferramenta já resultou na prisão de 70 foragidos da Justiça, com mandados em aberto por diversos crimes.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, ressalta que o programa é um importante aliado dos policiais civis e militares que atuam diariamente no combate à criminalidade. Ele destaca que o investimento de cerca de R$ 30 milhões realizado pelo Governo do Estado tem como objetivo proporcionar mais segurança à população mato-grossense e já apresenta resultados significativos.
“As câmeras são grandes aliadas das nossas forças de segurança, pois, além de atuarem na prevenção e repressão, contribuem para a elucidação de crimes e servem como provas em inquéritos policiais. Não podemos deixar de mencionar a relevância do reconhecimento facial dentro do programa, que vem retirando foragidos da Justiça das ruas e trazendo mais tranquilidade para a população”, afirmou.
A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 78% o número de apreensões de armas de fogo, nos primeiros meses de 2026. Entre o mês de janeiro e os primeiros dias de abril deste ano, a PM apreendeu 565 armas de fogo, número maior que as 316 armas retiradas de circulação no mesmo período do ano passado.
Os números foram divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-PMMT) e refletem as ocorrências registradas em todos os municípios, dos 15 Comandos Regionais do Estado.
No período, foram apreendidas 198 espingardas, 179 revólveres, 134 pistolas e cinco fuzis. Também foram retiradas de circulação 34 armas de fogo de fabricação artesanal e 48 simulacros de arma.
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, enfatiza o trabalho de combate às facções criminosas como o principal fator para o crescimento da apreensão de armas de fogo. O coronel também pontua o trabalho de abordagens e patrulhamento para a detenção de produtos ilícitos.
“Grande parte dessas armas recolhidas pela PM são de facções criminosas que estão cometendo crimes nas cidades do nosso Estado. Desse número também podemos destacar ocorrências de ameaça e violência doméstica, onde além da prisão dos suspeitos, também retiramos instrumentos que poderiam tirar a vida dessas vítimas. Tudo isso é fruto de um intenso trabalho que estamos realizando, dando suporte aos nossos policiais e protegendo os nossos cidadãos mato-grossenses, com tolerância zero ao crime”, avalia o coronel Fernando.
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