A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Estado de Mato Grosso, emitiu uma comunicação de risco para contaminações por metanol.
Após o início das investigações relacionadas ao caso suspeito de intoxicação no município de Água Boa, as evidências apontam associação ao consumo de whisky da marca Ballantine’s Finest.
Por essa razão, a Vigilância informa os lotes que foram identificados pela autoridade policial como suspeitos de adulteração:
Produto
Marca
Lote
Validade
Tipo de bebida
Whisky (1L – 40% vol.)
Ballantine’s Finest
LKVV0636
14/02/2024
Whisky
Whisky (1L – 40% vol.)
Ballantine’s Finest
LKVV5373
18/09/2024
Whisky
Whisky (1L – 40% vol.)
Ballantine’s Finest
LKVV0027
07/01/2025
Whisky
Whisky (1L – 40% vol.)
Ballantine’s Finest
LKVV1413
25/03/2025
Whisky
Neste momento, é importante que a população siga as seguintes recomendações:
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas dos lotes listados acima, ou de procedência desconhecida;
Conferir cuidadosamente a marca, o lote e a validade antes de consumir bebidas alcoólicas;
Em caso de sintomas como visão borrada, dor de cabeça intensa, náusea, vômitos ou tontura, procurar imediatamente um serviço de saúde;
Denunciar estabelecimentos que comercializem produtos suspeitos pelos canais oficiais, como o Fale Cidadão – Ouvidoria do Estado de Mato Grosso https://ouvidoria.cge.mt.gov.br/falecidadao/.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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