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Visão Fontana

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O mundo se compõe também pelo amontoado das nossas admirações. Vemos crescer montanhas aos nossos olhos. Fogueirinhas, que cavucam as cinzas. É que um pequeno braseiro enquadra um universo.
Ouvi que toda coisa nova abre um novo órgão dentro da gente. É como se, ao absorvermos algo novo, nos tornássemos mais cheios, mais inteiros por dentro. Uma nova capacidade interna.
É impressionante como as imagens têm uma raiz e seguindo-as grudamos no mundo, enraizamo-nos nele e crescemos dentro, como se o mundo fosse nós também – e é, Amiga Leitora!
Mas ver é muito complicado. O que é estranho, pois dos sentidos ele perece o mais claro. A física explica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Ocorre que muito do olhar não pertence à física. Acho que o ato de ver não é coisa tão natural. E muitas vezes o dentro reflete fora também.
É que se víssemos só o que víssemos seria pouco. Uma imagem estável e acabada corta as asas da imaginação. Não podemos nos aprisionar no reflexo do de fora dentro. Admirar é erguer com os olhos, é dar altura ao que toca o coração.
Pelo olhar vivo abandonamos o curso ordinário das coisas. Damos esperança a um sentimento, conferimos um vigor especial a nossa vontade de ser pessoa. Dá coragem de seguir em frente e continuar colocando o sangue nessa terra.
Só o olhar sensível pode ver os matizes, ele os apreende na virada de uma coisa a outra. Cada coisa contemplada ou cada mirada realizada carrega muitas cidades, muitas pessoas e coisas. Na presença do olhar toda imanência se junta uma transcendência. O ver é uma profecia. É uma das formas da audácia humana.
Na Canção do Ver Manoel de Barros fala da visão fontana, uma visão que pode inaugurar, nominar. Diz ele: “Por viver muitos anos dentro do mato moda ave O menino pegou um olhar de pássaro”. Ora! Amigo Leitor, eu quero esse olhar de pássaro, quero é “tarefa de aumentar o que não acontecia”.*Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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CAO Violência Doméstica participa de reunião com lideranças indígenas

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No dia 06 de agosto de 2026, o Centro de Apoio Operacional Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAO VD) participou de uma reunião institucional promovida pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), por meio seu Departamento de Mulheres Indígenas e em parceria com o Instituto Raoni, por intermédio do seu Departamento de Mulheres. O encontro foi realizado na sede do Instituto Raoni, no município de Peixoto de Azevedo.A agenda foi organizada a partir de demanda apresentada pelas lideranças do Território Indígena Capoto/Jarina e teve por objetivo promover a escuta das demandas das mulheres indígenas, fortalecer o diálogo interinstitucional e construir encaminhamentos conjuntos voltados ao aprimoramento das políticas públicas destinadas às mulheres indígenas da Região Norte do Estado.A atividade reuniu representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena Kayapó de Colíder (DSEI), do Instituto Raoni, da Federação Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Casa da Saúde Indígena (CASAI) de Peixoto de Azevedo e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por intermédio do CAO VD.Durante a reunião, lideranças e profissionais das instituições participantes compartilharam reflexões sobre a realidade vivenciada pelos povos indígenas na região, especialmente pelo povo Kayapó, destacando desafios relacionados ao acesso a direitos, à proteção das mulheres e meninas indígenas e ao fortalecimento das redes de atendimento. Como resultado do diálogo, foram definidos encaminhamentos voltados ao fortalecimento de políticas direcionadas aos povos indígenas. Entre os principais encaminhamentos destaca-se a realização de ações no território indígena voltada à escuta, orientação e sensibilização sobre violência contra as meninas e mulheres indígenas, bem como o fortalecimento da articulação entre órgãos e instituições para ampliar a proteção, a prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência, assegurando a promoção dos direitos dos povos indígenas. A iniciativa reafirma o compromisso das instituições participantes com a construção de estratégias integradas e culturalmente adequadas para o fortalecimento das políticas públicas direcionadas às mulheres indígenas e à garantia de seus direitos.Estiveram presentes na reunião institucional: Maria Anarrory YudjaDepartamento FEPOIMT Mulher; Eliel Jorge Rondon – FEPOIMT; Soilo Urupe Chue – FEPOIMT; Edivander Luis dos Santos Bessa – DESEI; Jucenira Rondon – CASAI Peixoto de Azevedo; Reginaldo Ramires de Moraes – CASAI Peixoto de Azevedo; Nhakapru Metukitre– CASAI Peixoto de Azevedo; Osmarina Morimã – Instituto Raoni; Carolina Sobreiro – Instituto Raoni; Yakarewa Juruna – Iinstituto Raoni; Geovana Vianna Dalabarba – Instituto Raoni; Elisamara Sigles Vodonós Portela – MPE/MT; Renata de Paula Teixeira – MPE/MT.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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