Você conhece todos os tipos de praias que existem no Brasil?
Nenhuma praia é igual à outra, e isso não se refere apenas ao que você pode encontrar quando viaja a um destino em busca do banho de mar: a própria natureza varia, o que influencia no tipo de areia que você encontra, na intensidade das ondas e na tranquilidade de um mergulho.
Mas, mesmo que cada lugar tenha suas próprias características, é possível diferenciar as praias em alguns “tipos” principais, com aspectos que ajudam a entender melhor o que esperar de cada uma.
A classificação normalmente é utilizada para guiar banhistas (e pescadores) sobre a faixa à beira d’água, as correntes e as ondas – assim como os eventuais perigos envolvidos naquele determinado local.
Conheça mais sobre as diferenças.
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Praia de tombo
Talvez seja aquela que exija mais cuidado para mergulhar. Como o nome sugere, a característica marcante é a “queda”, no caso, do nível da areia: a faixa litorânea tem uma inclinação maior na direção do mar. Como consequência, a profundidade da água aumenta rapidamente, em poucos passos, exigindo atenção redobrada – ainda mais se você estiver com crianças ou não souber nadar.
A Praia do Tombo, em Guarujá, tem um nome autodescritivo Rogerio Cassimiro/MTur/Flickr
Outra característica de praias desse tipo costuma ser a areia mais grossa e ondas mais fortes já à beira d’água. Um exemplo é a praia Mole, em Florianópolis.
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Praia rasa
É considerado o tipo de praia mais frequente no litoral brasileiro, ao menos em áreas procuradas por banhistas. A inclinação é bem menos acentuada, permitindo que a pessoa se afaste bastante da faixa litorânea sem sofrer com a profundidade.
Praia Rasa, em Búzios, é outra cujo nome faz menção às características do local Fulviusbsas/Wikimedia Commons
Em geral, a areia é fina e as ondas quebram bem longe da praia. Mas vale a dica: evite ir para áreas em que a água fica acima da sua cintura, já que pode haver diferenças de profundidade imperceptíveis entre uma parte e outra da arrebentação.
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Praia intermediária ou mista
Como a denominação sugere, essa praia mescla características daquelas de tombo e das rasas. A conformação mais comum é uma areia com declive aparentemente mais acentuado na faixa litorânea, mas, já dentro da água, uma faixa em que a profundidade não aumenta de forma tão abrupta – o que torna as ondas menos violentas do que nas praias de tombo.
Jurerê, em Florianópolis, é enquadrada como uma praia de características intermediárias Rafael Bernardino Mattei/Wikimedia Commons
Mas, como essa mistura de características pode ocorrer de várias formas, é bom manter o cuidado ao entrar na água, já que em alguns pontos a inclinação da areia pode acabar sendo maior, levando a uma varrida mais intensa das ondas perto da praia.
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Enseadas
Uma enseada ocorre quando a faixa litorânea forma um grande arco, fazendo com que as águas que chegam até ali não mantenham as características típicas do mar aberto: são mais tranquilas, sem correntezas e, muitas vezes, não há ondas significativas na área balneável.
Enseada de Araçatiba, na Ilha Grande, em Angra dos Reis Enseada de Araçatiba – Ilha Grande/Facebook/Divulgação
A profundidade também costuma não ter muitas surpresas, aumentando de forma gradual e previsível, conforme a pessoa se afasta da faixa de areia. Em função dessas características, enseadas costumam ser uma boa pedida para passeios familiares, com crianças e idosos.
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Praias abrigadas
Quase sempre, as praias abrigadas costumam ter águas com características que lembram as enseadas – mais tranquilas, sem ondas ou correnteza. No entanto, em alguns lugares, dependendo da “abertura” para o mar, isso pode variar. A profundidade também pode ter mais variações.
Praia do Cedro, em Ubatuba, é exemplo de uma praia abrigada Anderson Martins/CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons
A faixa de areia costuma ser mais estreita, e a grande diferença para uma enseada diz respeito às características do próprio litoral: uma praia “abrigada”, como indica o nome, é protegida por algum obstáculo na praia ou mar adentro, como morros, pedras ou recifes.
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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).
Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.
Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.
“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.
“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.
A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).
Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.
No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.
A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.
ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.
Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.
A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.
A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.
ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.
O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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