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“Vozes da Pecuária”: evento inédito em Brasília coloca pecuaristas no centro do debate sobre sustentabilidade

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No dia 24 de setembro, Brasília (DF) recebe o evento “Vozes da Pecuária”, iniciativa inédita que coloca os pecuaristas como protagonistas ao compartilhar histórias reais, desafios e perspectivas de futuro. O encontro reforça a importância da pecuária tropical brasileira como atividade diversa, resiliente e essencial para a solução climática.

Produção agropecuária com rosto e história

O diferencial do evento está no protagonismo dos próprios produtores, que representarão os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Cada apresentação trará relatos sobre a realidade da produção, evidenciando que por trás da pecuária há pessoas com nome, história e visão, comprometidas com a sustentabilidade e o legado do campo.

Pecuária Tropical pelo Clima: uma iniciativa transformadora

Organizado pela iniciativa Pecuária Tropical pelo Clima, o evento reúne produtores engajados em soluções para implementar uma pecuária sustentável em grande escala. A mobilização nasceu a partir da união de pecuaristas desses biomas, que destacam conquistas e assumem os desafios de produzir com responsabilidade ambiental e social.

Programação inclui entregas especiais e debates participativos

O “Vozes da Pecuária” contará com apresentações especiais, como:

  • Carta Aberta;
  • Chamado à Ação;
  • Primeiro Acervo Digital da Pecuária Tropical pelo Clima.
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Além disso, rodas de conversa permitirão a troca de experiências entre pecuaristas e sociedade civil. O formato participativo visa debater soluções práticas e coletivas para os desafios do setor, reforçando a posição da pecuária como parte da solução para questões ambientais e climáticas.

Apoio de organizações nacionais e internacionais

O evento conta com o apoio da Morada Comum e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), fortalecendo o diálogo entre produtores e sociedade e promovendo a valorização do legado do campo.

Mais informações

Para conhecer a iniciativa e acompanhar o evento, acesse: www.pecuariapeloclima.org

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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