Educação

Webinário debate equidade e modalidades educacionais

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Para apresentar e debater o arcabouço legal, as políticas e as iniciativas do Ministério da Educação (MEC) relacionadas à equidade e às modalidades educacionais, a Secretaria de Educação Básica (SEB) realizou nesta segunda-feira, 25 de agosto, o webinário “Equidade e modalidades educacionais na educação integral em tempo integral”. A iniciativa faz parte da Formação Continuada do Programa Escola em Tempo Integral e contou com a participação de cursistas, gestores e equipes técnicas das secretarias estaduais e municipais de Educação, além de conselheiros de educação. O evento foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube.  

O tema foi debatido considerando os desafios e possibilidades de sua articulação com a implementação da educação integral em tempo integral nos sistemas de ensino e contou com a participação de 1.379 cursistas. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC e com a Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Na abertura, a coordenadora-geral de Educação Integral e Tempo Integral da SEB, Raquel Franzim, afirmou que a Secadi é parceira não só da formulação do Programa Escola em Tempo Integral como na criação de ações para garantir equidade na distribuição das vagas. “A Secadi provoca a Secretaria de Educação Básica a melhorar os mecanismos de indução da criação da matrícula de tempo integral com equidade e mais inclusão a diferentes grupos sociais, historicamente vulnerabilizados, assegurando na implementação desta política que eles estejam plenamente incluídos, mas não só isso, que eles também possam se beneficiar dos efeitos da expansão da jornada escolar de tempo integral”, informou. 

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Na ocasião, Franzim citou o professor Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais, que costuma dizer que o acesso à escola é super importante, mas o acesso não assegura o alcance total de nenhum propósito educacional”. Nesse sentido, disse ela, não basta apenas que crianças, adolescentes e jovens estejam na escola de tempo integral, é preciso assegurar os direitos de aprendizagem, de desenvolvimento pleno, de formação para cidadania”. Para isso, concluiu a coordenadora, é preciso que esses grupos sejam respeitados em suas singularidades, características, em seus modos de ser e de aprender. “É isso que a gente vai debater aqui”, afirmou. 

Também participaram do webinário a coordenadorageral de Atendimento Especializado do MEC, Bianca Ribeiro Pontin; o coordenador-geral de Equidade Educacional, Caio Callegari; a coordenadora-geral de Estruturação do Sistema Educacional Inclusivo, Liliane Garcez; e a coordenadora de Projetos na Coordenação-Geral de Educação Escolar Quilombola, Solange Nascimento.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB 

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Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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