Nacional

Workshop de encerramento da Amas 2025 reuniu as forças de segurança para consolidar os resultados do evento

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Brasília, 11/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promoveu, nos dias 9 e 10 deste mês, o Workshop de encerramento da Operação Protetor dos Biomas – Amas 2025. A iniciativa reuniu cerca de 80 profissionais das forças de segurança e de órgãos ambientais dos nove estados da Amazônia Legal, com o objetivo de revisar os resultados alcançados ao longo do ano, aperfeiçoar as estratégias de atuação integrada e definir as bases operacionais para o próximo ciclo.

O projeto, integrante do Programa de Proteção de Divisas, Fronteiras e Biomas (Protetor), reforçou a cooperação federativa voltada ao enfrentamento de crimes como desmatamento ilegal, queimadas, garimpo clandestino, grilagem de terras, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Cada estado participante enviou representantes do Comitê Estratégico Estadual do Amas, das Polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros Militar, garantindo diversidade técnica e capilaridade no diagnóstico das ações realizadas em 2025.

Durante o evento, o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Rodney da Silva, enfatizou a importância da articulação entre os entes federativos para fortalecer a proteção dos biomas brasileiros.
“Com a convergência de esforços e a obtenção de resultados consistentes, poderemos progredir significativamente na segurança pública, especialmente no que tange à proteção dos biomas, tema central deste debate. Essa integração objetiva a articulação dos biomas, incluindo aspectos de governança e proteção ambiental”, afirmou.

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A Operação Protetor dos Biomas tem se consolidado como uma das principais frentes nacionais de combate aos ilícitos ambientais. No ciclo Amas 2024, os trabalhos coordenados pelo MJSP resultaram em impacto financeiro estimado em R$ 636,5 milhões contra organizações criminosas, além de investimento de R$ 52 milhões em diárias operacionais — números que reforçam a eficácia da estratégia de descapitalização de grupos que atuam na região. As iniciativas também apoiam metas dos Planos Estaduais de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQs) e do Plano Amazônia: Segurança e Soberania.

Avaliação técnica do ciclo 2025

O workshop integrou as etapas de avaliação e consolidação do Processo de Atuação Integrada (PAI), metodologia que organiza o trabalho em fases de planejamento, execução, análise e ajustes. Durante as discussões, as equipes identificaram gargalos operacionais, revisaram procedimentos e reuniram insumos para aprimorar a atuação futura.

Os principais pontos abordados incluíram desafios logísticos enfrentados nos estados, riscos operacionais em áreas de difícil acesso, sobreposição de atividades entre agências, fluxos de governança e a necessidade de maior especialização técnica para ações específicas em biomas sensíveis.

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Os debates também reforçaram a cooperação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Forças Armadas, Ibama, ICMBio, Funai e forças estaduais. Outro eixo estratégico foi o uso de tecnologias avançadas — inteligência artificial, imagens de alta resolução, sensoriamento remoto e sistemas de monitoramento contínuo — para ampliar a capacidade de resposta rápida, qualificar análises e apoiar a elaboração dos Planos Táticos Integrados (PTIs) e dos Planos Operacionais do ciclo 2026.

Integração para proteção

O encontro consolidou um modelo de cooperação capaz de unir capacidades estaduais e federais, ampliando a presença do Estado em áreas vulneráveis da Amazônia Legal. A expectativa é de que as discussões resultem em padronização de procedimentos, maior eficiência no emprego de recursos e fortalecimento da resposta aos crimes ambientais que ameaçam a região e impactam populações tradicionais, biodiversidade e cadeias produtivas locais.

Ao final do workshop, os participantes consolidaram recomendações técnicas e operacionais que devem orientar o planejamento do próximo ciclo. O esforço coletivo visa fortalecer a proteção dos biomas brasileiros e contribuir para o compromisso nacional de alcançar desmatamento zero até 2030.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

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Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

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Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

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Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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