Mato Grosso

90% das mortes em Sorriso são de criminosos ligados a facções, conforme dados do Observatório da Segurança Pública

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Dados do Observatório da Secretaria de Estado de Segurança Pública apontam que 90% dos casos de homicídio no ano passado, em Sorriso, envolveram pessoas ligadas às organizações criminosas, ou seja, de um total de 81 casos, em 2023, 73 foram de pessoas com passagens criminais.

Desses 73 homicídios, 58 foram de faccionados contra faccionados. As outras 15 mortes ocorreram porque os criminosos confrontaram as forças de segurança.

Ainda de acordo com o Observatório, 8 vítimas de homicídio não possuíam nenhuma passagem criminal.

Tolerância zero

O Governo de Mato Grosso adota a política de tolerância zero às facções e organizações criminosas, e tem intensificado a atuação das forças de segurança nos municípios do Estado.

Somente em 2023 foram realizadas 18 operações policiais em Sorriso, com objetivo de combater as facções e reduzir a violência na cidade.

Uma das ações foi a Operação Recovery, deflagrada pela Polícia Civil contra uma facção criminosa envolvida em homicídios, associação para o tráfico, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, na região Norte do Estado. A operação teve três fases ao longo de 2023 e cumpriu cerca de 300 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens.

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A Polícia Militar também atua de forma permanente no município, desde janeiro de 2023, com a Operação Vitae, intensificando o policiamento no município.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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