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Tribunal de Justiça de Mato Grosso ganha prêmio nacional de memória

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebeu o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário. A cerimônia de entrega da premiação foi realizada na sexta-feira (10 de maio), durante o Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário (IV Enam), na sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
 
O Tribunal foi vencedor na Categoria Patrimônio Cultural Museológico. A exposição virtual: “150 anos: 7 Tribunais”, realizada conjuntamente com os Tribunais de Justiça do Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo, homenageia 6 de agosto de 1873, data em que, há 150 anos, um decreto imperial criou essas sete novas cortes.
 
Representaram o TJMT no evento as servidoras Bruna Penachioni e Rejane Pinheiro Andrade, integrantes da Comissão de Gestão da Memória do Tribunal, e coordenadora e gestora da Coordenadoria Administrativa.
 
A mostra começa com informações sobre o contexto histórico e segue com a oferta de conteúdo que apresenta documentos relevantes sobre esse período, dos primeiros tempos de funcionamento de cada um dos tribunais. Textos, documentos e imagens compõem a exposição vencedora.
 
“A premiação decorre de um projeto coletivo de uma exposição virtual em comemoração ao sesquicentenário do Tribunal de Justiça. Foi realizada uma exposição virtual coletiva com a participação de outros seis tribunais contando a história da formação dos serviços judiciários até a criação do Tribunal da Relação”, explica Bruna.
 
Foi feito o levantamento de informações históricas que contaram todo o contexto socioeconômico da criação do tribunal da Província de Mato Grosso, além da seleção de imagens pelo comitê organizador do projeto, de forma que aproveitasse as imagens na plataforma para que a exposição virtual pudesse ser concebida.
 
“Nós acreditamos que um dos requisitos que deve ter pontuado muito para que esse prêmio chegasse até nós foi justamente o critério da inovação tecnológica, que permitiu a disponibilização dessas informações para todos, hospedando a exposição virtual no site de cada tribunal e permitindo esse congraçamento da experiência histórica e social do mundo judiciário da época em províncias tão distantes no Brasil”, completa Rejane.
 
A exposição virtual está disponível no Portal da Memória, no hotsite dos 150 anos, que pode ser acessado por meio deste link.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: arte digital colorida da exposição virtual. Em tonalidade de papel envelhecido, branco e amarelo, com manchas, ao centro está escrito 150 anos em marrom, logo abaixo 7 tribunais em vermelho e as fotos em sete quadrantes em preto e branco das fachadas dos primeiros tribunais que completam 150, em ordem: Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo. Imagem 2: as servidoras Rejane e Bruna seguram o prêmio, que é uma placa dourada com veludo azul escuro, onde se lê Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário e Patrimônio Cultural Museológico Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Elas estão em pé, seguram o objeto com as duas mãos, sorriem para a foto, de frente. Ao fundo a solenidade de entrega do prêmio em São Paulo.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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