Tribunal de Justiça de MT
Oficinas dinamizam aprendizado sobre diversos aspectos da Justiça Restaurativa durante Seminário
Publicado
2 de julho de 2024, 18:30
Além das palestras, os participantes do Seminário “Justiça Restaurativa em Ação – transformando sistemas e unindo regiões” também puderam aprender mais sobre os diversos aspectos da metodologia por meio de oito oficinas que foram realizadas simultaneamente, na manhã desta terça-feira (2 de julho), na sede do Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento é uma realização do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
“Juntos Planejamos: Círculos para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica” – A oficina foi ministrada pela facilitadora e instrutora de Justiça Restaurativa, Daniela Fusaro, que desde o ano passado realiza círculos de construção de paz com mulheres vítimas e homens autores de violência doméstica e familiar na Comarca de Rio das Ostras (RJ). Daniela também tem formação em Terapia somática e aplica esse conhecimento também em seu trabalho no Poder Judiciário.
“Gestão de Programas Restaurativos em Unidades Judiciárias de Competência Criminal” – Nessa oficina, facilitada pelo juiz Decildo Ferreira Lopes, responsável pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça de Goiás (NugJur-TJGO), a proposta foi mostrar como a Justiça Restaurativa pode ser implementada em varas criminais, trabalho que o magistrado realiza desde 2014.
“Círculos de Diálogo : Desenvolvendo o Planejamento de Forma Prática e Criativa” – O juiz e coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Chapada dos Guimarães, Leonísio Salles e Maxuel Dias propuseram aos participantes elaborar projetos tomando como base o projeto “Círculos Coloridos na Saúde”, que é realizado mensalmente naquela comarca, cada edição com um tema voltado à saúde.
“Múltiplas Lentes: Justiça Restaurativa pelo olhar de um rapper, de um ex-presidiário e de um oficial de justiça” – Nessa oficina, conduzida por Chiquinho Divilas, Amarildo Rubinei Moreira e Louredir Benevides, os participantes foram convidados a imergiram num temporal de ideias para criar algo criativo, num ambiente de círculo de construção de paz. “Trabalhamos a literatura para construção de uma letra de rap. Então é uma tempestade de ideias a partir da história e trajetória dos oficineiros e a gente tenta compilar tudo isso multiplicando essas palavras-chave, que fecham com uma composição, com conteúdo musical. É uma base daquilo que a gente faz na socioeducação no Rio Grande do Sul, que é para que eles possam também reescrever novas histórias, novas possibilidades, mostrar que isso é um jogo e, de certa forma, um quebra-cabeça pra finalizar com um grande conteúdo”, explica o rapper Chiquinho Divilas.
“A Arte de Conectar : estruturando cerimônias de abertura e encerramento nos círculos de paz” – Do Rio de Janeiro, a facilitadora Hellen Faria trouxe na bagagem máquina fotográfica, barbantes coloridos e outros instrumentos lúdicos para apresentar ao público da oficina uma maneira criativa e inovadora de realizar círculos de paz. “A gente trabalha com dinâmicas corporais, lúdicas, terapêuticas, inspirados em artistas plásticos, trabalhando com muita arte, muito movimento, muita ludicidade”.
“Justiça Restaurativa e a Política Judiciária na Primeira Infância” – Ministrada pelo juiz do Tribunal de Justiça da Paraíba, Hugo Zaher, essa oficina tratou sobre os pontos de convergência entre a Política Judiciária da Primeira Infância, estabelecida pela Resolução nº 470/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a Justiça Restaurativa.
Tribunal de Justiça de MT
Juiz Agamenon Alcântara é o entrevistado da 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”
Publicado
10 de junho de 2026, 20:00
Na próxima sexta-feira (12), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) exibirá a 48ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”. Realizada em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Poder Judiciário estadual, a edição traz uma entrevista exclusiva com o secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, que abordará ações relacionadas à gestão institucional e o panorama da carreira jurídica.
Natural de Cuiabá, onde morou no bairro do Porto, o entrevistado possui uma sólida trajetória na área jurídica. Graduado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1992, atuou como advogado, técnico judiciário e assessor jurídico antes de ingressar na magistratura em Roraima, onde exerceu a função de 1996 a 1999. Em fevereiro de 1999, após aprovação em concurso público, tomou posse como juiz substituto em Mato Grosso, dando início a uma longa carreira em seu estado natal.
Ao longo de mais de duas décadas de atuação em Mato Grosso, o magistrado acumulou expressiva experiência na área administrativa do Tribunal de Justiça e na Justiça Eleitoral. Titular da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, ele alia a prática diária à dedicação acadêmica: é doutorando pela Fadisp, mestre pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, além de especialista em Direito Público, Administrativo, Penal e Processo Penal.
Durante a entrevista, o secretário-geral analisa a transição do papel do juiz na era digital e defende uma atuação proativa, focada no diálogo com a comunidade e na conciliação para evitar a judicialização excessiva. “O juiz precisa interagir e até antecipar à judicialização, […] conseguindo, na sua atuação, fazer acordos ou resolver questões pré-processuais. Eu adoro a questão pré-processual”.
Assista neste link à chamada do programa.
https://www.youtube.com/watch?v=3S98epEohpY
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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