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Gestão por OKRs adotada pelo PJMT ganha Premiação Agilidade Brasil 2024

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O Poder Judiciário de Mato Grosso foi destaque na Premiação Agilidade Brasil 2024, categoria Órgãos Estaduais, honraria concedida durante Agile Trends Gov 2024, na noite desta terça-feira (20 de agosto), em Brasília (DF). A Gestão por OKR adotada pelo Judiciário mato-grossense ganhou o terceiro lugar e passa a ter selo digital “Cases mais ágeis do Brasil”. 
 
O prêmio foi recebido pela juíza Viviane de Brito Rebello, que atua como juíza-auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e é coordenadora do Laboratório de Inovação do TJMT (Inovajus/TJMT) e, pelo coordenador de Planejamento, Afonso Maciel, e servidores da Coplan. 
 
“Esse prêmio é um reconhecimento de que a inovação acontece o tempo todo no Tribunal de Justiça, e que procuramos constantemente melhorias às rotinas do tribunal. O TJMT está sempre em busca de ferramentas e meios de trabalhar de maneira cada vez mais eficiente e eficaz para atender a sociedade mato-grossense”, enalteceu a magistrada. 
 
A Premiação Agilidade Brasil é considerada o principal reconhecimento aos órgãos que praticam agilidade e as melhores práticas de gestão, valorizando instituições e profissionais que contribuem ao desenvolvimento do setor público e da sociedade brasileira. A edição 2024 visa premiar iniciativas de gestão inovadora e boas práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). 
 
Realizada em Brasília (DF), a Agile Trends Gov 2024 teve como tema central “Agilidade, Inovação e Inteligência Artificial (IA) para o Setor Público” e é considerada a principal conferência que reúne cases repletos de resultados e permite o compartilhamento de aprendizados por gestores e especialistas de instituições de todo Brasil. Nesta edição, o evento reuniu cerca de 2.000 pessoas, representando aproximadamente 300 instituições que expuseram 200 cases de agilidade exitosos. 
 
O evento abordou as tendências em gestão e soluções baseadas em IA, mostrando inovações transformadoras que estão impulsionando mais dinamismo à administração pública, causando impactos positivos na sociedade. Tudo isso por meio de dezenas de palestras, workshops e debates que proporcionaram oportunidades para trocas de experiências entre “agilistas”, técnicos e gestores que vivenciam metodologias ágeis nas rotinas funcionais. 
 
O TJMT, inclusive, integrou a extensa programação do evento por meio da palestra “Gestão por OKR no Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso”, oportunidade em que o coordenador de Planejamento do TJMT (Coplan/TJMT), Afonso Maciel, apresentou do conceito à implementação prática da gestão por OKR no TJ, mostrando como essa ferramenta é utilizada para gerir e planejar estrategicamente os processos de negócios do Poder Judiciário, possibilitando criar e acompanhar as metas estabelecidas, definir objetivos específicos e mensurar resultados de forma flexível, eficiente e objetiva. 
 
“A gestão por OKRs é uma metodologia que permite alinhar as atividades e esforços de todas as áreas da organização em direção a objetivos estratégicos comuns. Isso é fundamental para garantir que todos os colaboradores estejam direcionados para as mesmas metas, evitando esforços duplicados e aumentando a produtividade”, explicou. “A metodologia de OKRs estimula as equipes a serem mais ambiciosas e desafiadoras, sempre buscando superar suas próprias expectativas e resultados anteriores. Isso não só eleva o desempenho individual e coletivo, como também reforça o compromisso com a excelência no serviço público. No TJMT, representa um avanço significativo na gestão estratégica do tribunal, promovendo maior eficiência, foco, engajamento e inovação, com impactos diretos na qualidade do serviço prestado à sociedade”, completou. 
 
Também participaram desse importante evento, os servidores da Coplan/TJMT, Marcelo Miranda, Anderson Cristiano Neisse, Rúbia Daniela Francisca da Costa e Claudete Silva de Oliveira. 
 
Critérios de Avaliação – Os cases foram avaliados por especialistas, gestores, servidores e formadores de opinião do setor, todos com extensa experiência em agilidade, gestão pública e tecnologia, análise baseada em quatro critérios: resultados e impactos: (conforme evidências apresentadas), grau de desafio (relevância e complexidade), inovação em práticas de agilidade e gestão (quão inovadoras as iniciativas são em relação às práticas já utilizadas e difundidas no mercado) e aprendizado gerado (potencial das ideias e soluções serem reaproveitadas total ou parcialmente em outros contextos). 
 
Programação – A programação do Agile Trends Gov 2024 foi dividida em duas grandes trilhas: Agile Trends Teams e Agile Trends Management, cada uma com um enfoque específico, visando atender as diferentes necessidades dos profissionais e gestores públicos. 
 
A trilha Agile Trends Teams focou em compartilhar cases e aprendizados no setor público, além de explorar a gestão de projetos, produtos e portfólio, práticas ágeis, e o desenvolvimento de pessoas e da cultura ágil. O evento também promoveu debates entre gestores e especialistas e a aplicação da inteligência artificial para ampliar resultados, fechando com temas de comunicação, UX e relacionamento com o cidadão, além de métricas e indicadores. 
 
Já a trilha Agile Trends Management abordou liderança, gestão de pessoas, estratégias de gestão e governança sustentável. Foram discutidas as tendências de contratação, automação em projetos, transformação digital e a importância dos laboratórios de inovação e parcerias com startups. 
 
Além das palestras e painéis, o evento ofereceu uma vasta agenda de workshops e espaços dedicados ao networking, oferecendo aos participantes a oportunidade de expandir conhecimentos e trocar experiências. 
 
OKR significa “Objectives and Key Results” (Objetivos e Resultados-Chave). É uma metodologia de gestão que ajuda empresas e equipes na definição e acompanhamento de metas. Dessa forma, são definidos os objetivos por meio de metas qualitativas que a instituição queira alcançar assim como os chamados resultados-chave, estabelecendo métricas quantitativas que indicam se o objetivo está sendo alcançando. Os OKRs são revisados regularmente para avaliar o progresso e fazer ajustes conforme necessário. 
 
Talita Ormond 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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