Turismo
Minas Gerais: 6 atrações imperdíveis em São João del Rei
Publicado
13 de setembro de 2024, 20:30

Entre as Cidades Históricas Mineiras , São João del Rei é uma das que mais se desenvolveu economicamente, com comércio movimentado e trânsito nas ruas, mas conserva uma bela parte de seu patrimônio e costuma ser visitada em passeios de bate e volta a partir da vizinha Tiradentes , que fica a menos de 30 minutos de carro e a 40 minutos de trem Maria Fumaça (saiba mais a seguir). Veja seis atrações para conhecer em São João del Rei :
1. Maria Fumaça
O passeio de maria-fumaça leva os visitantes de São João del Rei a Tiradentes em uma viagem de cerca de 40 minutos por uma estrada de ferro, inaugurada em 1881 com a presença de Dom Pedro II. De dentro do vagão, os passageiros veem um pouco da região e acompanham as explicações do guia sobre a formação de Minas Gerais . O Museu Ferroviário , anexo à estação de São João del Rei , conta a história da estrada de ferro e da locomotiva. A passagem de ida e volta custa R$ 172 e as viagens ocorrem às sextas-feiras, sábados e domingos. É recomendado comprar o bilhete antecipadamente pelo site . Saiba mais sobre o passeio de maria-fumaça aqui. Rua Quintino Bocaiúva, 22

2. Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar
A Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar foi construída em 1721 para substituir a capela da vila, que havia sido destruída durante um incêndio. Homenageando a santa padroeira da cidade, a igreja recebeu materiais e quadros da Corte de Portugal. A construção chama atenção pela influência neoclássica, com o teto em abóbada, e pelos altares entalhados. Rua Monsenhor Gustavo, 61. De segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h, e aos domingos, 9h30 às 11h.

3. Igreja de São Francisco de Assis
O projeto da portada de pedra-sabão é atribuído a Aleijadinho, mas teria sido modificado e executado por Francisco de Lima Cerqueira, outro grande artista da época. O interior é rico em detalhes barrocos e rococós, como o lustre de cristais Baccarat no altar-mor e as colunas curvilíneas que adornam os oratórios e púlpitos laterais. No cemitério da igreja, ao fundo, fica o túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, nascido em São João del Rei. Praça Frei Orlando. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h; aos sábados, das 8h30 às 16h; e aos domingos, das 8h30 às 14h.

4. Igreja Nossa Senhora do Carmo
A construção apresenta características de várias fases do barroco. Da última, o interior todo branco e as cores que aparecem apenas nos detalhes de ouro e nas imagens dos santos. Na lateral da nave há uma escultura inacabada de Cristo sem os braços, de autor desconhecido. Praça Carlos Gomes. De terça a quinta-feira, das 8h às 17h, e aos domingos, das 6h às 17h.

5. Museu Regional de São João del Rei
Depois de uma série de reformas, o Museu Regional de São João del Rei reabriu em março de 2024. O prédio restaurado de 1859 abriga peças como móveis, obras sacras e utensílios que registram os modos de vida de mineiros dos séculos 18 e 19. A entrada é gratuita. Rua Mal. Deodoro, 12. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h; aos sábados, das 13h às 17h; e aos domingos, das 9h às 13h.

6. Memorial Tancredo Neves
Fotos, documentos, cartas, jornais e painéis explicativos traçam um panorama cronológico da vida do político Tancredo Neves, de sua infância em São João del Rei ao ingresso na vida pública. O ponto alto da visita é o ambiente que exibe a máscara mortuária e capas de jornais anunciando a morte do então presidente eleito do Brasil. Infelizmente, o Memorial Tancredo Neves está temporariamente fechado para restauração no prédio e só é possível ver a estátua em homenagem ao político na frente da construção. R. Padre José Maria Xavier, 7. Sexta-feira, das 13h às 17h; e aos sábados e domingos, das 9h às 17h.
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Fonte: Turismo
Turismo
Ministério do Turismo e UNESCO listam os destinos inteligentes e criativos do Brasil
Publicado
21 de maio de 2026, 17:30
O futuro do turismo global passa por inovação, sustentabilidade e criatividade, e o Ministério do Turismo (MTur) atua para que o Brasil opere efetivamente essa verdadeira transformação. Por meio da Estratégia Nacional de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), a pasta apoia localidades de norte a sul do país a adotarem ações nesse sentido, envolvendo eixos como governança, segurança, acessibilidade e mobilidade.
O trabalho inclui a disponibilização de revistas eletrônicas, elaboradas em parceria com a Unesco, que apresentam os atrativos e as iniciativas desenvolvidas pelas cidades contempladas.
O Brasil, inclusive, é a primeira nação da América Latina a criar uma metodologia própria de DTIs, inspirada no modelo da Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e das Tecnologias Turísticas (SEGITTUR), empresa pública da Espanha, que é pioneira na área.
Além disso, o modelo brasileiro de Destinos Turísticos Inteligentes trabalha um pilar muito especial e específico da metodologia do país: a criatividade. Com isso, é dado destaque ao potencial de cada município em utilizar a economia criativa como diferencial na experiência dos visitantes, ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho local e melhora o sentimento de pertencimento dos habitantes. Esse pilar conversa diretamente com as cidades criativas da Rede Unesco, da qual fazem parte vários dos destinos inteligentes em transformação.
Para o visitante, os Destinos Turísticos Inteligentes proporcionam melhores sistemas de transportes, informações digitais precisas e serviços integrados. Já para a população local, a Estratégia DTI promove o desenvolvimento econômico sustentável e a preservação dos patrimônios cultural e ambiental locais, além da geração de novas oportunidades de emprego, renda e inclusão social.
Clique AQUI para acessar as revistas.
Confira abaixo algumas das cidades brasileiras que participam da iniciativa do Ministério do Turismo e que avançam na adaptação do setor a uma nova realidade:
Angra dos Reis (RJ): com 365 ilhas, praias e Mata Atlântica, a cidade investe em gestão integrada e qualificação para equilibrar conservação e desenvolvimento. Com monitoramento por câmeras, Wi-Fi público e o portal “Visite Angra”, o destino proporciona segurança e conectividade. O município abriga ainda o Parque Tecnológico do Mar, ecossistema que acelera startups de turismo náutico e de energia, tornando a região um laboratório vivo.
Belém (PA): conhecida como a “metrópole da Amazônia”, a cidade é cenário de ícones como o Mercado Ver-o-Peso e investe na requalificação de espaços públicos, valorizando acessibilidade e conforto. Por meio de uma governança que une o poder público às comunidades ribeirinhas, Belém promove um turismo que respeita a biodiversidade e as raízes ancestrais. A economia criativa gira em torno de ingredientes amazônicos e saberes tradicionais, gerando renda e inclusão.
Belo Horizonte (MG): na capital mineira, a governança do DTI inclui a Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte) no ecossistema de inovação, focando em acessibilidade e mobilidade. O turista conta com portais integrados e infraestrutura que facilita o trânsito entre o clássico e o contemporâneo, apoiado por monitoramento inteligente e sustentabilidade. Por outro lado, BH faz da cozinha seu maior ativo, com a economia criativa girando em torno do “comer bem”.
Bonito (MS): referência em ecoturismo no Brasil, a cidade equilibra tecnologia e preservação. O coração dessa gestão é o Voucher Único Digital, sistema pioneiro, que monitora a capacidade de carga dos atrativos, garantindo a segurança do visitante e a integridade dos ecossistemas. Essa governança integrada entre os setores público e privado assegura padrões rigorosos de qualidade, acessibilidade e conectividade em expansão.
Brasília (DF): a capital federal é um marco do urbanismo moderno e utiliza sua arquitetura icônica como base para a inovação. A governança local foca na integração tecnológica para melhorar a mobilidade e a acessibilidade em seu traçado único, facilitando a experiência do visitante entre os monumentos e as áreas verdes. Com portais de dados e infraestrutura digital, a cidade busca otimizar a gestão urbana e garantir um turismo seguro e eficiente
Campina Grande (PB): conhecida pelo “Maior São João do Mundo”, a cidade usa inteligência de dados para gerenciar grandes fluxos de pessoas, garantindo segurança e eficiência durante festivais. O município oferece uma rede de serviços modernos, com foco em conectividade e soluções digitais. A inovação manifesta-se no design, nas artes visuais e na modernização das festas populares, criando um ecossistema de colaboração entre startups e produtores culturais.
Campo Grande (MS): reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do mundo, Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, une a logística eficiente e uma política de gestão e preservação do verde urbano. Principal portão de entrada do Pantanal, o município usa a tecnologia para monitorar fluxos de visitantes, otimizar a segurança e garantir conectividade em parques e centros de eventos, preservando corredores biológicos urbanos.
Curitiba (PR): referência mundial em planejamento urbano, a capital do Paraná prioriza mobilidade e sustentabilidade. Com uma rede de transporte eficiente e parques que servem como “pulmões”, a cidade oferece uma experiência urbana organizada e acessível. A governança DTI foca na integração de dados para otimizar serviços públicos e a segurança do visitante, usando a tecnologia na preservação de seus patrimônios, como o Portal do Turismo Inteligente (POTI).
Florianópolis (SC): a “Ilha da Magia” integra suas belezas naturais a um dos ecossistemas tecnológicos mais vibrantes do país. A cidade investe em uma governança que prioriza a sustentabilidade e a acessibilidade, usando soluções digitais para monitorar o fluxo turístico e melhorar a experiência nas praias e trilhas. Por meio de aplicativos de mobilidade e portais integrados, o visitante navega com facilidade entre o centro histórico e polos de inovação.
Fortaleza (CE): a capital cearense une suas paisagens litorâneas a uma gestão urbana focada em tecnologia e sustentabilidade. A cidade usa monitoramento inteligente e soluções de conectividade para elevar a qualidade da experiência turística. A governança DTI garante que a infraestrutura moderna beneficie tanto visitantes quanto moradores. O fomento a hubs de inovação e distritos criativos impulsiona startups e talentos locais, valorizando a identidade cearense.
Foz do Iguaçu (PR): a cidade consolidou-se como um laboratório internacional para a implementação de DTIs. Localizada na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), a cidade usa tecnologia para otimizar processos migratórios e a mobilidade entre grandes atrativos. Com sistemas avançados de monitoramento e prioridade em acessibilidade nas Cataratas, a cidade une eficiência tecnológica a uma hospitalidade multicultural.
Goiânia (GO): a capital de Goiás usa a tecnologia para otimizar a segurança, o tráfego e a experiência do visitante. Reconhecida por suas vastas áreas verdes, a cidade equilibra a força do agronegócio com uma gestão urbana voltada à acessibilidade e à preservação do patrimônio histórico. Por meio de incentivos à cultura e à digitalização de serviços, Goiânia fortalece o turismo de negócios e a governança local, unindo tradição e modernidade.
Gramado (RS): ícone em hospitalidade no Brasil, a cidade é um “DTI em Transformação” de referência, integrando sustentabilidade à gestão de dados. A tecnologia brilha no programa “Conecta Gramado”, que oferece Wi-Fi gratuito em pontos estratégicos como a Rua Coberta, garantindo a jornada digital para os turistas e moradores. Das fábricas de chocolate artesanal ao design de mobiliário de alto padrão, a criatividade local gera milhares de empregos qualificados.
João Pessoa (PB): a capital paraibana investe em tecnologias de monitoramento para preservar orlas e áreas verdes, oferecendo uma experiência turística segura e equilibrada. A gestão foca na acessibilidade urbana e na digitalização de serviços, facilitando o acesso ao rico patrimônio histórico e natural. A economia criativa promove a inclusão social e a geração de renda, transformando a identidade paraibana em um produto de alto valor agregado.
Rio de Janeiro (RJ): principal cartão-postal do Brasil, a cidade, por meio do Centro de Operações Rio, usa tecnologia para monitorar o tráfego e a segurança, garantindo fluidez em eventos como Réveillon e Carnaval. A acessibilidade em pontos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar é referência mundial. A capital fluminense incentiva o empreendedorismo cultural em comunidades e investe na economia do Carnaval, que gera milhares de empregos.
Apoio à implementação de DTIs
A jornada para se tornar um DTI reconhecido pelo Ministério do Turismo é organizada em cinco etapas. O processo começa com um diagnóstico da pasta, que avalia a maturidade atual do destino com base em requisitos ligados a cada um dos pilares da estratégia, seguido da elaboração de um Plano de Transformação, onde são definidas as ações prioritárias para potencializar suas virtudes.
Durante a execução desse plano, o município recebe o selo “DTI em Transformação”, um reconhecimento ao seu compromisso com a mudança. A etapa final envolve a realização de uma auditoria oficial, que, caso seja aprovada, confere ao destino o título “DTI Brasil”, validando internacionalmente a qualidade de sua gestão e infraestrutura.
O MTur oferece não apenas a metodologia, mas também fornece capacitações e ferramentas práticas a gestores, a exemplo de suporte à comercialização dos destinos participantes do projeto. O órgão incentiva ainda a troca de experiências entre as localidades, por meio da Rede Brasileira de DTIs, criada com o apoio da pasta e que conecta os municípios contemplados.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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