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Círculo da Saúde: encontro fortalece vínculos em prol da saúde mental em Chapada dos Guimarães

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A Comarca de Chapada dos Guimarães (68 km de Cuiabá) promoveu, na sexta-feira (13 de setembro), um momento de integração e promoção da saúde mental entre profissionais da saúde, pacientes e seus familiares. O encontro faz parte do projeto Círculos Coloridos na Saúde do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), que nessa 9ª edição levou para o centro dos debates a campanha Setembro Amarelo, mês de Prevenção ao Suicídio. A ação reuniu quase 35 pessoas no espaço Mandala dos Anjos, localizado no município de Chapada dos Guimarães.  
 
“Para este mês, escolhemos como local de realização o espaço Mandala dos Anjos, considerado uma dos maiores do mundo, para potencializar a energia vital dos participantes neste momento de celebração à vida.  Ao lado dos facilitadores, a espiritualidade de cada esteve presente no grande círculo, para emanar energias positivas de paz a todos os profissionais de saúde e pacientes dos três municípios que participaram (Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia e Planalto da Serra)”, destacou Juiz coordenador do projeto e do Cejusc de Chapada dos Guimarães, Leonísio Salles de Abreu Júnior. 
 
Enfermeira em Chapada dos Guimarães, Tamara Melo, é uma das participantes assíduas do projeto Círculos da Saúde. Para ela, o encontro reforça que a atenção aos relatos é essencial para um atendimento de qualidade.  
 
“Saímos daqui mais atentos às queixas dos pacientes, ao reforçarmos que é preciso ouvi-los com mais empatia e atenção. São nesses relatos que conseguiremos analisar e ver além do que eles nos relatam. É um jeito diferente de observar o humano, porque às vezes essa pessoa está ali querendo dizer alguma coisa, mas não expressa em palavras”.  
 
Já a psicóloga Denise Rodrigues Miranda Reis, de Planalto da Serra, ressaltou que a temática deste mês é essencial para o alinhamento dos cuidados com a saúde mental. “É primordial falarmos sobre a campanha do Setembro Amarelo, a qual é assunto de saúde pública! Precisamos valorizar mais a saúde mental e esses momentos no Círculo são únicos, onde podemos compartilhar as nossas experiências, vivências e fortalecer o quanto é importante as nossas vidas”. 
 
Mandala dos Anjos – A escolha pelo espaço Mandala dos Anjos para a realização da 9ª do projeto Círculos Coloridos partiu de uma sintonia de representatividade: são círculos de cura.  
 
“O círculo de construção de paz e a Mandala dos Anjos, na minha visão, são totalmente complementares e semelhantes. Os 72 anjos estão aqui lado a lado, formando um grande círculo de construção de paz, com o propósito de paz, união, sendo um marco de fraternidade”, compara Cristina Lang, gestora do espaço. 
 
A Mandala dos Anjos de Chapara dos Guimarães é composta por um conjunto de estátuas que representam 72 anjos, posicionados em um grande círculo. O grupo de seres celestiais tem origem na ideologia filosófica cabalística e tem a função de auxiliar a humanidade.  
 
“Dentro desse ambiente, é possibilitado jornadas de autoconhecimento, uma vivência com 72 anjos que representam justamente as virtudes perdidas da humanidade. O Círculo de Paz na Mandala dos Anjos propícia um momento de reflexão, de conexão e de sintonia, de cuidado com o outro. É um encontro com a espiritualidade de cada um, pois aqui é um espaço ecumênico, para que cada um se conecte consigo mesmo e com aquilo que acredita”, explica o coordenador do local, André Luiz Lang. 
 
Círculo da Saúde – O projeto Círculos Coloridos na Saúde foi criado em janeiro deste ano, uma iniciativa do Cejusc Chapada dos Guimarães, sob a coordenação do juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior. Os encontros promovem temáticas referentes às campanhas mensais da área da saúde, com abordagens destinadas à conscientização, prevenção e enfrentamento de doenças. Neste período, temas como o aleitamento materno, doação de sangue, autismo e obesidade foram abordados em encontros. 
 
Os Círculos de Construção de Paz são realizados por facilitadores da Comarca de Chapada dos Guimarães, todos credenciados pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur). 
 
#Paratodosverem 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: imagem 1: um grupo de pessoas está sentado em cadeiras brancas em formato de círculo. Imagem 2: mostra o juiz Leonísio, um homem branco de olhos claros. Ele veste uma camisa de mangas longas cor branca. Imagem 3: No centro da foto está a enfermeira Tamara. Ela é uma mulher jovem de cabelos longos escuros, que veste uma blusa preta de mangas longas. Imagem 4: no centro da foto está a psicóloga Denise. Uma mulher de cabelos longos e pretos. Ela veste uma blusa amarela clara. Imagem 5: Mostra uma mulher em frente a uma das imagens de anjo. Ela faz veste uma blusa degrade com branco e rosa e calça rosa. Imagem 6: foto aérea mostra a Mandala dos Anjos composta por 72 estátuas brancas em círculo. A estrutura está arrodeada por uma vegetação do cerrado.    
 
Priscilla Silva/ Fotos: Alair Ribeiro e Eduardo Guimarães 
Coordenadoria de Comunicação Social TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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