Tribunal de Justiça de MT

Centro de Solução de Conflitos de Chapada realiza Círculo de Paz com convocados para as eleições

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Fortalecer as equipes que vão trabalhar nas eleições municipais de 6 de outubro. Este foi o objetivo do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Chapada dos Guimarães ao realizar dois Círculos de Construção de Paz com coordenadores e mesários convocados pela Justiça Eleitoral para auxiliar nas seções da 34ª Zona Eleitoral de Chapada dos Guimarães. O tema do Círculo foi “Diálogo e trabalho em equipe” e a atividade foi realizada no recém inaugurado Fórum, nesta terça-feira (24 de setembro).
 
De acordo com o coordenador do Cejusc, juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, a atividade foi proveitosa porque reuniu pessoas que já têm experiência em eleições anteriores e outras convocadas pela primeira vez, causa de alguma ansiedade. Com a troca de experiências, todas saíram mais tranquilas e mais pertencentes à equipe.
 
 “Tivemos uma troca de experiências muito boa e diálogos sobre a democracia e a importância de vivermos em uma, a importância da Justiça Eleitoral e dos colaboradores para o sucesso das eleições. Também falamos sobre o que o colaborador espera da equipe e o que pode oferecer ao grupo. A intenção foi trazer o sentimento de pertencimento para a pessoa que vai trabalhar nas eleições”, explicou o magistrado.
 
A chefe do Cartório Eleitoral da 34ª Zona Eleitoral de Chapada dos Guimarães, Helma Martins da Cunha Bazan, que também é facilitadora dos Círculos, explicou que solicitou a realização do Círculo de Paz ao Cejusc para que os colaboradores (as) se sentissem mais acolhidos (as), já que o formato reforça a horizontalidade das relações dentro do processo, em que todos importam e são valorizados.
 
“A própria ferramenta oferece o acolhimento porque cria um espaço seguro e propício para a reflexão e troca de experiências, pois o formato do treinamento (em círculos) permite que os participantes se enxerguem e também sejam vistos igualmente. O treinamento flui melhor com essa abordagem mais suave e intuitiva”, explicou ela.
 
A Chrystianne Moura Santos Fonseca, tabeliã do Cartório do Distrito Água Fria, de Chapada dos Guimarães, foi convocada pela segunda vez para ser coordenadora de local de seções. Ela trabalhou nos dois turnos da eleição passada (2022), mas pela primeira vez participou de um Círculo de Paz.
 
“Foi uma experiência bastante emocionante, além de ter sido tranquilizadora. Acho que aprendendo da forma como o Círculo de Paz propõe a resolução das questões em equipe, valorizando o outro, cuidando do outro, temos a possiblidade de levar essa tranquilidade para o dia do pleito eleitoral e fazer com que tenhamos eleições altamente tranquilas e de paz”, afirmou a tabeliã, completando que espera que, em todo o país, os juízes (as) eleitorais e coordenadores (as) possam ter a visão de que a eleição é um momento único e que possa ser feita com muita paz.   
 
A comarca de Chapada dos Guimarães é composta por 64 seções eleitorais e 19 locais de votação. Os coordenadores (as) são designados para comandar os locais de votação e os trabalhos nas seções. Foram convocados para as eleições municipais deste ano, 19 coordenadores (as) de locais e quatro coordenadores (as) de acessibilidade.
 
Os facilitadores do Círculo foram o juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior, juiz diretor do Foro de Chapada; Márcio Lima Pereira, gestor do Fórum; Benjamim Duarte Monteiro Neto, servidor do TJMT; e Helma Martins da Cunha Bazán, chefe do Cartório Eleitoral.
 
Círculo de Construção de Paz (CCP) – é uma ferramenta da Justiça Restaurativa e consiste na criação de um espaço seguro para reflexão e troca de experiências que, de forma orientada, permite a construção de relacionamentos, a tomada de decisões e a resolução de conflitos de forma eficiente.
 
O Poder Judiciário de Mato Grosso disponibiliza para toda a população a realização de Círculos de Construção de Paz, de forma gratuita e que pode ser solicitada, de forma fácil, pelo portal do Tribunal de Justiça (TJMT) www.tjmt.jus.br 
 
Os círculos de construção de paz são realizados em todas as comarcas de Mato Grosso, seja diretamente pela equipe do NugJur ou, no caso do interior, por meio dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). Se você é líder de um grupo de qualquer segmento, como professor, coordenador escolar, gerente de uma empresa, presidente de associação de moradores, entre outros, considere a oportunidade de levar essa experiência para sua comunidade!
 
Para saber mais sobre os Círculos de Construção de Paz e o trabalho desenvolvido pelo Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do TJMT, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3617 ou (65) 9 9222-9757 (WhatsApp)
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida do grupo de pessoas que participou do Círculo. Eles estão no Plenário do Fórum, alguns em pé e outros ajoelhados à frente. Atrás do grupo está uma parede de madeira e as três bandeiras (Brasil, Mato Grosso e Judiciário). À frente no grupo, no chão, está o círculo composto por palavras escritas em papeletas coloridas, uma boneca e uma pasta marrom da Justiça Eleitoral, simbolizando o tema do Círculo. Imagem 2: mostra o círculo descrito anteriormente de mais perto. 
 
Marcia Marafon 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Plano deve pagar congelamento de óvulos para evitar infertilidade

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Plano de saúde deverá custear congelamento de óvulos para evitar infertilidade causada por tratamento médico, mas não pagará despesas futuras.

  • A decisão diferenciou prevenção de infertilidade de reprodução assistida.

Uma operadora de plano de saúde deverá custear parte do procedimento de congelamento de óvulos de uma paciente diagnosticada com endometriose profunda, diante do risco de infertilidade decorrente de tratamento cirúrgico. A decisão, porém, limitou a cobertura apenas às etapas iniciais do procedimento, excluindo despesas futuras.

O caso foi analisado pela Quarta Câmara de Direito Privado, sob relatoria do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho. A paciente relatou que precisava passar por cirurgia para tratar a doença e que, por orientação médica, deveria realizar a criopreservação de óvulos como forma de preservar a fertilidade.

A operadora negou o custeio sob o argumento de que o procedimento estaria relacionado à reprodução assistida, o que não é de cobertura obrigatória. No entanto, ao julgar o recurso, o relator destacou que a situação não se confunde com fertilização in vitro, mas sim com uma medida preventiva para evitar um dano decorrente do próprio tratamento de saúde.

Segundo o entendimento adotado, quando o plano cobre a doença, também deve arcar com medidas necessárias para evitar efeitos colaterais previsíveis, como a infertilidade. O magistrado ressaltou que a criopreservação, nesse contexto, tem caráter preventivo e está ligada diretamente ao tratamento médico indicado.

Por outro lado, a decisão estabeleceu limites para essa obrigação. Ficou definido que a operadora deve custear apenas as fases iniciais do procedimento, como a estimulação ovariana, a coleta e o congelamento dos óvulos.

Já os custos posteriores, como taxas de armazenamento do material genético e eventual utilização futura em fertilização assistida, não deverão ser arcados pelo plano, por se tratarem de medidas relacionadas ao planejamento familiar.

Processo nº 1004443-86.2026.8.11.0000

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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