Ação integrada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Polícia Federal resultou na apreensão de 483 quilos de substância análoga à cocaína, na noite desta quarta-feira (10.10), na BR-364, em Rondonópolis. Um homem de 70 anos foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.
A apreensão foi realizada após trabalhos conjuntos de investigação das equipes policiais, que identificaram um grande carregamento de drogas vinda de uma propriedade rural em Santo Antônio de Leverger.
De acordo com as informações, as drogas estavam dentro de um caminhão e seriam destinadas para a cidade de Rondonópolis.
Diante da situação, as equipes do Bope e da Polícia Federal iniciaram diligências pela rodovia BR-364 e conseguiram abordar um caminhão baú com as características suspeitas. O veículo era conduzido por um homem, que não carregava nada de ilícito com ele.
Já em verificação minuciosa no baú do caminhão, os policiais identificaram fortes odores de produtos químicos e localizaram um fundo falso nas laterais dos compartimentos de carga do veículo.
Com a retirada do material, os policiais encontraram diversos tabletes de drogas, que totalizaram 483 quilos, causando prejuízo estimado em R$ 53 milhões ao crime organizado.
Em situação de flagrante, o condutor do caminhão recebeu voz de prisão. O caminhão e as drogas apreendidas foram encaminhados para a sede da Polícia Federal em Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Unidade referência no tratamento da hemofilia no Estado, o MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, atende atualmente 254 pacientes hemofílicos em sua sede em Cuiabá.
Aline Evelly da Cruz levou um choque ao descobrir que o filho Daniel Lima, 7 anos, era portador de hemofilia A, pois não conhecia a doença.
“A descoberta foi quando ele ainda engatinhava e ficava com muitos hematomas. Daí levamos no médico para fazer acompanhamento e a médica disse que poderia ser a doença e encaminhou ele para fazer os exames no MT Hemocentro. Pra nós, foi um choque porque eu nunca tinha ouvido falar sobre e, depois de muitas pesquisas, eu consegui entender o que os médicos falavam e o porquê de ele ter a doença”, relatou.
Nesta sexta-feira (17.4), é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia com o objetivo de conscientizar a população sobre a hemofilia.
Aline disse ainda que o tratamento do MT Hemocentro é essencial para o filho ter qualidade de vida.
“O acompanhamento dos médicos é ótimo, agradeço pela paciência e pela ajuda. Agradeço pela equipe do ambulatório também que tem todo cuidado com ele quando precisa tirar sangue. Hoje ele faz um tratamento de 15 em 15 dias, ele joga bola e anda de bicicleta e tá tudo bem.”
Moradora de Mirassol d’Oeste, Alessandra Souza Dias, tia de Anderson dos Santos, 9 anos, e de Lucas André dos Santos, 5 anos, ambos com hemofilia A, também elogiou o atendimento recebido em Cuiabá.
“Quando descobrimos que eles tinham a falta desse fator no organismo, a gente entrou em desespero. Mas a gente conseguiu ajuda e fomos no Hemocentro e, desde o primeiro momento, fomos bem recebidos. Toda dúvida que a gente tem eles respondem e as enfermeiras e os médicos são muito atenciosos. A gente agradece muito todo apoio e cuidado, sempre que precisamos eles estão prontos para ajudar.”
O diretor da unidade, Fernando Henrique Modolo, destacou que o MT Hemocentro é referência para o tratamento de pacientes hemofílicos em Mato Grosso.
“A unidade possui uma equipe multidisciplinar com diversas especialidades médicas para garantir o tratamento especializado e humanizado para esses pacientes. Na sede, os pacientes podem fazer todos os exames necessários e realizar o tratamento de acordo com a sua necessidade sem precisar de mais deslocamentos”, destacou.
Atualmente, a unidade possui uma equipe composta por 38 servidores, entre eles: médicos (hematologista, cardiologista, ortopedista, clínico geral e médico da dor), enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogo, assistente social, fisioterapeutas e nutricionista.
A hemofilia é uma doença genética, que não tem cura e está ligada ao cromossomo X. Ela tem dois fatores, que são o da hemofilia A, em que o paciente apresenta deficiência do fator VIII, e hemofilia B, em que o paciente apresenta deficiência do fator IX.
Quando alguém sofre um corte e ocorre perda de sangue, substâncias do organismo atuam para interromper o fluxo, em um mecanismo conhecido como coagulação. No entanto, indivíduos com hemofilia não possuem esses elementos essenciais, o que faz com que o sangramento seja mais intenso e prolongado do que o habitual.
O diagnóstico pode ser realizado após o histórico de sangramento excessivo ou pequenos traumas e hematomas na pele, dor forte, aumento da temperatura e restrição de movimento, observado nos dois primeiros anos de vida, principalmente em meninos.
As articulações também podem ser prejudicadas, as mais comuns são os joelhos, tornozelos e cotovelos. Após observar sintomas como esses, é preciso direcionar a pessoa para uma unidade de saúde a fim de garantir o devido diagnóstico e tratamento.
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