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Produtos do agronegócio atingem quase R$ 80 bilhões em setembro

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No mês de setembro, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram cifra recorde, totalizando R$ 79,58 bilhões em vendas externas, um aumento de 3,6% em comparação ao mesmo período de 2023. Esse resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado.

Nos últimos doze meses, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a cifra de R$ 929,51 bilhões, o que significou elevação de 1,8% em comparação aos R$ 915,08 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), os principais setores exportadores foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações, além do café. Esses seis setores representaram 84,6% da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Na tarde desta quinta-feira (10), o secretário Luis Rua destacou que o valor recorde de setembro também é resultado da abertura de mercados realizada nos últimos meses para produtos agropecuários brasileiros. “Quando abrimos mercados para uma cadeia produtiva que eventualmente não exporta muito, criamos novas oportunidades e, assim, impulsionamos outros mercados,” afirmou o secretário, durante entrevista para jornalistas na sede do Mapa.

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As exportações de carnes tiveram grande destaque, com o setor bovino registrando o maior valor exportado pelo Brasil. Em setembro de 2024, as vendas externas de carne bovina alcançaram R$ 7 bilhões, um aumento de 29,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As exportações de carne bovina in natura também atingiram um recorde histórico de volume embarcado, com 251,76 mil toneladas (+29,1%). A China manteve-se como o principal mercado comprador da carne brasileira.

O complexo sucroalcooleiro exportou R$ 10,75 bilhões em setembro de 2024 (+6,4%). O principal produto desse setor foi o açúcar, responsável por quase 95% das vendas externas do complexo. Em setembro de 2024, os embarques de açúcar de cana em bruto atingiram um volume recorde de 3,47 milhões de toneladas (+25,9%) para os meses de setembro.

Os produtos florestais, que incluem celulose, papel, e madeiras e suas obras, também registraram forte desempenho. A celulose foi o único produto do setor a atingir a marca de R$ 5,83 bilhões em vendas, estabelecendo um novo recorde para os meses de setembro. Os mercados mais industrializados foram os principais importadores de celulose.

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Outro destaque foi o café verde, com vendas externas que subiram de R$ 3,21 bilhões em setembro de 2023 para R$ 6,01 bilhões em setembro de 2024 (+86,6%), cifra recorde para os meses de setembro. O volume embarcado também foi recorde, atingindo 243,1 mil toneladas comercializadas.

Fonte: Pensar Agro

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MMA promove 1º diálogo internacional sobre pagamentos por serviços ambientais em Brasília

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A Assessoria Especial de Meio Ambiente e Economia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu o 1º Diálogo Internacional sobre Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), em Brasília (DF), entre os dias 19 e 21 de maio.

O evento inaugura uma série de quatro Diálogos Internacionais, concebidos como uma plataforma de intercâmbio técnico entre pares sobre os desafios estruturais e operacionais de programas de PSA.

“O Brasil, por sua megadiversidade e pela ampla experiência acumulada em projetos de Pagamento por Serviços Ambientais, já se consolida como uma referência internacional na promoção da troca de experiências e do intercâmbio global. Esse protagonismo é fundamental para construirmos caminhos voltados ao financiamento sustentável e permanente, capazes de garantir a conservação dos ecossistemas e valorizar, por meio de mecanismos de incentivos, àqueles que mantêm a floresta em pé”, avaliou a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Franco.

Durante os três dias de programação, representantes de mais de vinte países do sul global participaram de atividades voltadas à aprendizagem e à troca de experiências, com abordagem orientada aos desafios operacionais enfrentados pelos países. A programação teve foco na prática antes da teoria, priorizando evidências de implementação, arranjos institucionais, fluxos financeiros e mecanismos operacionais.

Política Nacional de PSA

Em 2021, o Governo do Brasil instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, estabelecendo o arcabouço jurídico necessário para avançar na agenda da sustentabilidade no país. A política reconhece e valoriza atividades humanas que contribuem para a conservação e a recuperação dos recursos naturais, gerando benefícios ambientais e impulsionando o ganho de escala da restauração florestal no Brasil.

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Atualmente, diversas iniciativas locais promovem a proteção e a restauração de florestas por meio de mecanismos de PSA.

Cooperação 

Cada evento irá explorar um tema específico e, no Brasil, o foco esteve em mecanismos de financiamento de PSA. Para Simone Bauch, chefe da ASECON, os programas de Pagamento por Serviços Ambientais dependem de financiamento previsível e de longo prazo para alcançar os resultados esperados. “No contexto geopolítico atual, marcado pela redução da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA), é imprescindível ampliar o debate sobre soluções financeiras inovadoras para viabilizar e sustentar programas de PSA em escala”, destacou.

Segundo Simone, discutir as experiências de financiamento de PSA entre diferentes países foi o principal objetivo desta primeira edição do Diálogo Internacional em Brasília. Ao longo dos três dias, os participantes compartilharam diferentes arranjos institucionais, fontes de financiamento e modelos operacionais, promovendo um intenso intercâmbio entre governos, parceiros de desenvolvimento, financiadores e organizações internacionais.

O encontro também abriu espaço para o fortalecimento de conexões entre os participantes e para o início da construção de uma Comunidade Global de Prática sobre PSA, concebida como um espaço contínuo de troca entre pares para acelerar aprendizagem, aproximar experiências e apoiar o avanço da implementação de programas em diferentes contextos.

Este evento contou com a parceria de mais de 12 organizações que juntas construíram o ambiente de cooperação radical entre instituições e países que marcou o diálogo. Estes incluem o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), através do projeto Floresta+, a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, com implementação da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, o World Bank Group através do projeto NBS Invest, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco de Desenvolvimento Alemão – Kreditanstalt für Wiederaufbau(KfW), Instituto Mundial de Recursos (World Resources Institute – WRI), Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Fund for Nature – WWF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA / United Nations Environment Programme – UNEP), Iniciativa para as Florestas da África Central (Central African Forest Initiative – CAFI) e Instituto Clima e Sociedade (iCS – Institute for Climate and Society) e a Embaixada de Portugal/Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que também apoiaram a realização da iniciativa. Cada um destes parceiros contribuiu com as iniciativas em implementação para somar na construção do diálogo e da comunidade de prática.

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Próximos passos

Em outubro, a Costa Rica sediará o 2º Diálogo Internacional, que terá como tema a governança e normativas para programas de PSA.

“Participar deste primeiro diálogo nos deu a oportunidade de compartilhar experiências e os avanços que já temos em nossa região. Esse espaço permitiu criar uma verdadeira comunidade que contribuirá para o fortalecimento das iniciativas de PSA em diferentes níveis. Nosso próximo encontro, em outubro, será uma continuidade desse processo, com foco na governança e na experiência dos produtores rurais nos territórios”, destacou Gilmar Navarrete Chacon, representante do Fundo Nacional de Financiamento Florestal (FONAFIFO) da Costa Rica.

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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