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Ainda vale a pena levar cartão de crédito internacional na viagem?

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Ainda vale a pena levar cartão de crédito internacional na viagem?
Maurício Brum

Ainda vale a pena levar cartão de crédito internacional na viagem?

Se antes eles reinavam soberanos para quem queria evitar carregar muito dinheiro em espécie quando saía do país, nos últimos tempos os cartões de crédito parecem viver um limbo: com um mercado cada vez mais amplo de opções internacionais de débito, oferecendo taxas menores e praticidade na “recarga” dos valores, muita gente passou a usar o crédito tão pouco que até anda esquecendo de marcar a opção “viagem” no aplicativo do banco antes de embarcar para o exterior.

A ascensão do cartão de débito internacional tem razão de ser. Opções oferecidas por bancos digitais e fintechs como Wise, Nomad, C6 ou Inter abocanharam rapidamente o mercado graças a um IOF muito menor do que o cobrado no crédito – em 2024, a diferença é de 4,38% no crédito para 1,1% nas opções de débito. Na ponta do lápis, mesmo com o spread de conversão (que oscila de 0,99% a 2%, dependendo da empresa), em geral ainda acaba saindo mais barato do que comprar no crédito.

Essa situação tende a mudar nos próximos anos, já que o valor do IOF no crédito e em operações de câmbio (que já foi de 6,38%) vai baixar 1 ponto percentual por ano até zerar completamente em 2028 . Enquanto isso não ocorre, porém, vale entender melhor em que situações os cartões de crédito seguem oferecendo vantagens para o viajante mesmo agora.

Crédito ainda é amigo contra as cauções

Se os cartões de débito costumam render taxas mais baratas e favorecer um planejamento financeiro, será que ainda vale a pena ter um cartão de crédito em mãos? A resposta é: sim. E não só para emergências – afinal, quando o assunto é viagem internacional, sempre é bom garantir que você não vai ficar desamparado se acontecer algum imprevisto pelo caminho, tendo múltiplas formas de pagamento, do dinheiro vivo às variedades de cartões.

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Uma das principais vantagens envolvendo o cartão de crédito diz respeito aos depósitos e cauções que podem ser exigidos em alguns serviços no exterior, do aluguel de carro à hospedagem. Salvo algum acidente, esse valor é devolvido no final – mas, até lá, ele fica “bloqueado” no cartão.

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No débito, você precisa “carregar” sua conta previamente. Isso significa que o dinheiro não vai poder ser usado durante todo o período em que a caução deixá-lo bloqueado – e pode levar vários dias até ele ser restituído. Com o crédito, esse problema é menor: o bloqueio também ocorre, mas conta para uma fatura futura e costuma ser devolvido antes do vencimento, sem impactar nas finanças imediatas.

Programas de fidelidade e pagamento “para depois”

Aliás, pensando em usos no dia a dia, uma data de vencimento mais distante no calendário é outra possível vantagem do cartão de crédito: em situações nas quais você está curto de dinheiro na hora da viagem, mas tem perspectiva de receber alguma quantia mais tarde, ele permite “empurrar” a conta para a fatura seguinte. Nos cartões de débito, por outro lado, é preciso estar com o dinheiro já depositado para poder usar aqueles valores.

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Além disso, os programas de pontos e fidelidade podem conceder outras vantagens no longo prazo para quem usa o cartão de crédito, e as operadoras também costumam incluir atrativos como assistência de saúde e acesso a salas VIP em aeroportos .

O ideal, mesmo, é sempre contar com mais de uma forma de pagamento para não passar aperto , e utilizar aquela que fizer mais sentido pra as suas finanças na hora da viagem.

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Fonte: Turismo

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Turismo

Nova Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3.700 meios de hospedagem de todo o Brasil

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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).

Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.

Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.

“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.

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“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.

A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).

Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.

No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.

A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.

ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.

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A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.

Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.

A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.

A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.

ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.

O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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