Cuiabá

Uma vida de compromisso com a saúde pública em Cuiabá

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Conhecida carinhosamente por Babi, a servidora Nilva Maria Fernandes de Campos é uma dedicada servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá há 28 anos. Sua jornada no serviço público é marcada por resiliência, aprendizado contínuo e profundo comprometimento com o bem-estar da população.

Com uma rica bagagem profissional, adquirida em empresas como Sadia, Coca-Cola e SESC, Babi chegou à Secretaria Municipal de Saúde com 15 anos de experiência. Apesar de nunca ter imaginado ser servidora pública, sua paixão por defender os direitos das classes menos favorecidas acabou moldando seu caminho para o concurso público. “Sempre me envolvia em greves e movimentos, o que me levou a ser demitida de várias empresas. Foi então que decidi prestar concurso público”, conta ela.

Classificada em segundo lugar no concurso da prefeitura de Cuiabá, Babi iniciou sua trajetória como assistente social em maio de 1995, época em que a Secretaria de Saúde ainda era a Fundação de Saúde de Cuiabá (FUSC), e a realidade dos servidores era marcada por salários atrasados e incertezas. “Quando comecei, o salário estava atrasado e era uma fase bem crítica”, relembra. Quando assumiu sua vaga conquistada por meio de concurso público, foi alocada no setor de Recursos Humanos, uma área equivalente à atual Educação Permanente, onde desenvolvia tarefas administrativas que não aproveitavam totalmente suas habilidades de assistente social.

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Após algum tempo, ela começou a atuar em áreas relacionadas à qualidade de vida e acabou envolvendo-se em planejamento e capacitações. Com a recém criada Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), Babi foi convidada a trabalhar com a assistência social no Estado. Isso lhe abriu portas para atuar em projetos estratégicos, contribuindo para o desenvolvimento de importantes políticas públicas. “Passei oito anos nessa área, colaborando em projetos estratégicos, e quando voltei para a Secretaria Municipal de Saúde, me envolvi novamente com o planejamento”, revela.

Ao longo de sua trajetória, Babi acumulou uma vasta experiência em planejamento estratégico na área da saúde, colaborando em diversas consultorias, conferências e programas de capacitação. Seu sonho de ser professora foi parcialmente realizado, uma vez que atuou como preceptora e consultora em cursos ligados ao Programa de Qualidade na Gestão Pública, do Ministério do Planejamento.

Com 62 anos e prestes a se aposentar, Babi olha para sua carreira com gratidão e orgulho. “Ser servidora pública é um papel sagrado, especialmente quando pensamos na população que depende tanto dos serviços que oferecemos. O serviço público, especialmente na área da saúde, exige comprometimento, atualização constante e uma visão estratégica para superar os desafios diários”, reflete.

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Nos últimos anos, Babi testemunhou avanços significativos na gestão pública, especialmente na administração do prefeito Emanuel Pinheiro. “Ele teve um olhar estratégico para a cidade e se dedicou muito a estruturá-la”, destaca. Ela relembra com admiração a liderança de Pinheiro durante a pandemia, reconhecendo seu compromisso com a população e com os servidores.

Hoje, após quase três décadas de serviço público, Babi sente orgulho de tudo o que construiu. Sua história é um exemplo inspirador para todos os servidores que, diariamente, dedicam suas vidas a melhorar a vida da população. “Minha trajetória foi marcada por desafios, mas também por grande crescimento pessoal e profissional”, conclui.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Assistência Social de Cuiabá apresenta diagnóstico e articula com TCE ampliação da rede de acolhimento

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A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela, apresentou nesta quinta-feira (11) ao conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Guilherme Antônio Maluf, um diagnóstico detalhado sobre a situação de três públicos considerados prioritários na política de assistência social: idosos, crianças acolhidas e população em situação de rua.

O levantamento reúne dados sobre a capacidade da rede de acolhimento do município e aponta a necessidade de ampliar estruturas e equipamentos públicos para atender à crescente demanda social.

Segundo Hélida, o município enfrenta desafios significativos, entre eles a fila de idosos que aguardam acolhimento em instituições de longa permanência, a superlotação das casas destinadas ao acolhimento de crianças e adolescentes e o aumento do número de pessoas em situação de rua. Atualmente, Cuiabá conta com 14 unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). No entanto, diante da demanda existente, o ideal seria ampliar esse número para pelo menos 20 unidades.

“Estamos apresentando relatórios relacionados às vulnerabilidades dos idosos, da população em situação de rua e das crianças acolhidas, além de questões estruturais da rede. O que buscamos são soluções permanentes que garantam segurança e estabilidade para que o município consiga atender a essas demandas ao longo do tempo”, afirmou Hélida.

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A secretária também destacou a importância da atuação integrada dos órgãos públicos para enfrentar os desafios sociais. “Tenho certeza de que o Tribunal de Contas atuará de forma articulada com todos os entes envolvidos para construirmos soluções efetivas, respeitando a responsabilidade compartilhada entre União, Estado e municípios na execução das políticas públicas”, acrescentou.

Na oportunidade, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf informou que pretende apresentar ao presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, a proposta de criação de uma mesa técnica interinstitucional para discutir e encaminhar soluções para a região metropolitana. Segundo Maluf, a iniciativa prevê a participação do Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública, Governo do Estado e das prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.

“Recebemos um diagnóstico extremamente importante da Assistência Social de Cuiabá. Hoje, existem cerca de 90 idosos aguardando acolhimento em instituições de longa permanência. Também temos aproximadamente 200 crianças acolhidas em casas que já operam acima da capacidade ideal. Em relação à população em situação de rua, os números apontam cerca de 1.800 pessoas, mas acreditamos que esse total possa ser ainda maior”, afirmou Maluf.

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Para o conselheiro, a ampliação da rede de proteção social deve ser tratada como prioridade para evitar o agravamento de problemas sociais e de segurança pública. “Precisamos discutir desde a necessidade de novos equipamentos públicos até a reorganização da rede de assistência social. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), por exemplo, precisam ser ampliados. Se não enfrentarmos as causas das vulnerabilidades sociais, continuaremos lidando apenas com as consequências”, observou.

Também participaram da reunião o assessor técnico da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Luciano Jóia; a secretária-adjunta, Vilmara da Silva Vidica; a diretora de Políticas Sociais, Onilce Helena; e a assessora Emanuely Gomes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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