Ilhabela: roteiro de 5 dias com praias, cachoeiras e relax
Ilhabela , localizada no litoral norte de São Paulo, é uma das maiores ilhas do Brasil – e o único município-arquipélago marinho do país. Com paisagens naturais, praias preservadas e trilhas que passam por trechos da Mata Atlântica, a cidade atrai visitantes em busca de ecoturismo, esportes aquáticos e descanso.
A região também é uma das escolhidas pelas baleias-jubarte que, anualmente, migram das águas geladas da Antártica em direção às regiões tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico para reprodução.
O clima da região é predominantemente quente e úmido, com temperaturas que podem atingir até 38ºC no verão. Na metade do ano, o tempo fica mais ameno, mas os dias realmente frios continuam raros.
As principais atrações de Ilhabela são as praias, com mais de 40 opções espalhadas ao longo de 130km. Três dias é o mínimo para curtir o destino, mas o ideal são pelo menos cinco. O roteiro a seguir foi pensado para quem viaja de carro.
Como chegar
O acesso à ilha é feito a partir da cidade de São Sebastião, de onde saem balsas que fazem a travessia do canal. Elas operam diariamente com horários regulares, permitindo a travessia de carros, ônibus e pedestres. O percurso dura em média de 20 minutos, com saídas a cada 30 minutos, entre 5h30 e 23h30. Após esse horário, o embarque é realizado a cada uma hora. Para evitar filas, você pode reservar a travessia. Consulte aqui as tarifas do transporte.
Ter um carro facilita a locomoção pela ilha, permitindo acesso mais fácil às praias distantes. Também há serviços de táxi e transporte público, embora a frequência dos ônibus seja limitada a determinados horários e locais. E a ilha tem o seu próprio aplicativo de Uber, o Fast Go Drive.
Para quem vai de ônibus saindo do Tietê, em São Paulo, compre a passagem na Pássaro Marrompara São Sebastião via Rodovia dos Tamoios e, ao chegar, caminhe até a balsa, que é gratuita para pedestres. A Vila, que é polo comercial e de serviços da ilha, fica a 6 km ao norte do ponto de chegada da balsa.
Comece o dia pela Praia Grande, a cerca de 12 km do centro da cidade, na região sul da ilha. O acesso é rápido e pode ser feito pela estrada principal (SP-131). Com uma orla de aproximadamente 600 metros de extensão, a praia tem boa estrutura: banheiros, duchas e estacionamento público.
Nela, são encontrados quiosques e restaurantes à beira-mar, que servem pratos, porções e bebidas em mesas distribuídas pelo lado esquerdo da praia, como o Quiosque do Camarão. Neste mesmo canto, há um rio que deságua na praia, ao lado de um píer de madeira que dá suporte às embarcações, sendo atrativo aos pescadores ou para um mergulho nos dias de calor.
Depois, siga para Cachoeira da Toca , a 10 km da Praia Grande, no caminho para Castelhanos. Aberta à visitação desde 1967, a cachoeira está situada dentro da Fazenda da Toca, uma das últimas propriedades agrícolas de Ilhabela, em uma área preservada de Mata Atlântica. O acesso é por estrada de terra. A infraestrutura disponível inclui estacionamento, áreas de descanso e locais para piquenique. É cobrado uma taxa de entrada, saiba mais .
Na chegada, a recompensa: uma praia com quase 2 km de extensão com areias claras e mar aberto com ondas, onde é possível surfar. Para obter o ângulo mais fotogênico, da baía em formato de coração, é preciso ir até um mirante no canto da praia.
Trilhas do Parque Estadual Ilhabela também fazem sucesso entre visitantes Maristela Colucci – MTUR/Flickr
Em seguida, uma pedida é conhecer a Cachoeira do Gato, que fica a cerca de 40 minutos só de ida a partir de Castelhanos por uma trilha fácil. O percurso é sinalizado, com pontes e corrimões para auxiliar na caminhada.
Ao final, a cachoeira impressiona pela queda d’água de aproximadamente 80 metros de altura. É possível tomar banho em poços formados ao pé da queda, mas é importante ter cautela, pois algumas partes têm correntes fortes.
No terceiro dia, visite a Praia do Jabaquara, a 13 km ao norte da Vila. A praia é cortada por dois riachos, um em cada extremidade, que completam o cenário paradisíaco. O rio que deságua no lado direito forma uma lagoa de água doce, separada do oceano pela faixa de areia e por rochas, entre as quais o riacho passa antes de chegar ao mar. Dá até pra tomar um banho de água doce para tirar o sal.
As águas são calmas e cristalinas, atraindo tartarugas marinhas – e também passeios de escuna. Para quem deseja almoçar no local, o Espaço Tangaráserve pratos à base de pescados, servidos em mesas na faixa da areia.
Belezas da praia do Jabaquara Maristela Colucci – MTUR/Flickr
E se a ideia for continuar conhecendo mais praias da região, a próxima parada será na praia da Armação, localizada a 8 km da praia de Jabaquara, cerca de 20 minutos de carro. Com 650 metros de extensão, o local é uma das melhores opções para a prática de windsurfe e kitesurfe, pois é onde o efeito de canalização dos ventos, no canal de São Sebastião, atinge o ápice.
Nela, também fica a sede da Associação de Windsurf de Ilhabela, além da BL3 Escola de Iatismo , para aqueles que quiserem se aventurar na vela.
Já ao lado esquerdo da faixa de areia, há uma trilha que leva a uma calçada sobre o costão, onde o visitante caminha até a praia do Pinto, onde tem um pequeno píer que separa as duas praias – um convite para outro mergulho.
A praia do Perequê, a 3,5 km ao sul da Vila, é um dos points da ilha para a prática do kitesurf e outras modalidades de esportes aquáticos, como windsurfe, caiaque e stand-up paddle. Também é de seu píer que saem alguns dos barcos de passeios para as praias mais distantes da ilha, como Castelhanos.
Para as crianças, além de mar calmo, a praia também possui playgrounds à sombra de coqueiros e árvores em toda a orla. Já aos ciclistas, que gostam de corrida ou caminhada, a ciclovia passa por toda a faixa de areia, assim como a calçada que a acompanha. Nas areias, quadras de futebol, vôlei, futevôlei e até rugby.
É também no local que acontecem grandes eventos esportivos, como o X-Terra e o Aloha Spirit , reunindo milhares de atletas todos os anos para provas de diferentes modalidades.
O Quiosque do Pelicanoé uma alternativa com música ao vivo à beira da areia, com mesas dispostas em uma área coberta, próxima ao mar. A decoração segue um estilo praiano, com redes de pesca penduradas, troncos de madeira bruta usados como bancos, luminárias de bambu, além de pranchas de surfe.
5º Dia
Este quinto dia na verdade é um programa curinga que você fazer a qualquer momento, sobretudo se estiver hospedado na Vila, o centro de Ilhabela, que guarda ruas de paralelepípedo e construções coloniais. A Igreja Matriz de Nossa Senhora D’Ajuda, datada do século 18, é um dos pontos mais buscados.
A fachada em branco e azul é marcada por uma torre central que abriga o sino. No interior, há um altar de mármore onde encontra-se a imagem da padroeira. O teto de vigas aparentes e o piso de pedra reforçam o estilo colonial.
Além disso, há o Museu Náutico, localizado na Praça Coronel Julião, próximo à Igreja Matriz, com salas dedicadas à exibição de artefatos relacionados à história marítima da região.
Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, em Ilhabela Maristela Colucci – MTUR/Flickr
Nas vitrines de vidro estão dispostos objetos como bússolas, antigos equipamentos de navegação e restos de naufrágios encontrados nas águas ao redor de Ilhabela, como as peças do transatlântico Príncipe de Astúrias, que afundou em 5 de março de 1916 na costa da cidade. Abre todos os dias, das 9h às 22h, e tem entrada gratuita.
O passeio pelo centro pode ser feito a pé, explorando as lojas de artesanato e os restaurantes. Uma sugestão para o almoço é o restaurante Alecrim , com pratos que vão do camarão na moranga à picanha ao alho.
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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, anunciou nesta quinta-feira (14), em visita a Campina Grande (PB), a destinação de R$ 2 milhões para a festa de São João da cidade, a maior do Brasil.
A iniciativa do Ministério do Turismo fortalece a infraestrutura e a promoção do evento, que neste ano marca os 40 anos do Parque do Povo, o “Quartel General do Forró”, palco do festejo junino. Durante 33 dias (3 de junho a 5 de julho), a celebração terá nomes como Elba Ramalho, Wesley Safadão e Roberto Carlos.
O ministro Gustavo Feliciano afirmou que a destinação dos recursos busca potencializar a capacidade do São João de valorizar a identidade brasileira e de impactar positivamente a economia local, com grandes reflexos na geração de emprego, renda e inclusão social.
“Esse investimento do governo do presidente Lula é um reconhecimento à grandeza de Campina Grande e à força da cultura nordestina. Não se trata apenas de uma festa, mas de uma gigantesca indústria que proporciona diversas oportunidades de trabalho a milhares de famílias”, enfatizou Feliciano.
Em 2025, os festejos juninos de Campina Grande receberam cerca de 3,2 milhões de visitantes e movimentaram mais de R$ 740 milhões, segundo a Prefeitura Municipal. Na edição de 2026, a expectativa é de que o evento injete R$ 800 milhões na economia local, com um público de 3,5 milhões de pessoas.
“O apoio do Ministério do Turismo garante que benefícios do evento cheguem a todos: ao público, ao artesão, ao vendedor ambulante e à hotelaria, convertendo tradição em dignidade social. Estamos aqui para garantir que essa engrenagem de cultura e desenvolvimento continue com força total”, completou o ministro.
As comemorações de São João figuram entre os eventos que mais impulsionam a economia brasileira, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em movimentação financeira. No ano passado, os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, conforme projeções do Ministério do Turismo.
São João como produto turístico
O investimento integra esforços do Ministério do Turismo no sentido de divulgar as celebrações e atrair mais visitantes. No último mês de março, em parceria com a Embratur, a pasta fez uma ação inédita na capital argentina, levando a Buenos Aires grupos de Campina Grande e de outras cidades nordestinas para se apresentarem no Obelisco, um dos principais atrativos turísticos locais.
A iniciativa do Governo do Brasil busca ampliar a atração de público aos eventos e os reflexos econômicos e sociais das celebrações nas várias cidades paraibanas que os organizam.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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