Tribunal de Justiça de MT

Fonaje faz homenagem a “fonajeanos” pela dedicação aos Juizados Especiais

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A 54ª edição do Fórum Nacional dos Juizados Especiais (Fonaje), que está sendo realizada na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) até sexta-feira (29 de novembro), homenageou juízes e desembargadores, além de um policial militar, por suas contribuições, ao longo de suas carreiras, aos Juizados Especiais. O evento é realizado pelo Poder Judiciário Estadual, por meio do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais e da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
Aos magistrados do TJMT, o reconhecimento foi conferido por sua dedicação profissional ao longo de suas carreiras aos Juizados Especiais do Estado, para que pudessem ter uma sede ampla, com estrutura confortável, que além de valorizar os servidores e magistrados do Estado, entrega o melhor atendimento à população.
 
Receberam a homenagem as desembargadoras Maria Aparecida Ribeiro e Serly Marcondes Alves; os desembargadores Sebastião Barbosa Farias; Sebastião de Arruda Almeida; o presidente eleito do TJMT, para o biênio 2025-2026, desembargador José Zuquim Nogueira; desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJMT e o desembargador Rodrigo Roberto Curvo.
 
A desembargadora Serly Marcondes relembrou sua trajetória e contou que quando chegou a Cuiabá, a Lei nº 9099/95 “estava fazendo sucesso” e a missão dos juízes da época era de “instalar a lei na rotina da sociedade”. À época, eram julgadas muitas ações não típicas da jurisdição dos Juizados Especiais.
 
“Estou muito contente (com a homenagem), porque é um segmento que eu realmente fiz uma diferença. Nós, juízes da época (1995), julgávamos muitas coisas que não eram típicas da jurisdição dos Juizados Especiais, no entanto, fazíamos com amor e queríamos que a lei pegasse. E depois de muitos anos fui lembrada por uma homenagem que me deixa muito feliz, que é um segmento que eu continuo apaixonada, que é o Juizado de Pequenas Causas, que é um valor democrático, é realmente o resultado da luta do povo brasileiro”, afirmou a desembargadora, que foi presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no biênio 2021/2022.
 
O juiz de Direito aposentado do TJMT, Nelson Dorigatti também foi lembrado por seu trabalho nos Juizados Especiais. E o juiz de Direito do TJMT, Adauto dos Santos Reis, recebeu homenagem póstuma, que foi entregue à viúva do magistrado, Elza Olinda Neris dos Santos.
 
Homenagem Especial
 
O Fonaje, por meio de sua diretoria, fez uma homenagem especial ao juiz de Direito aposentado do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), Manuel Aureliano Ferreira Neto, que dedicou 25 dos 32 anos de sua carreira jurídica aos Juizados Especiais, tanto como magistrado de Primeiro Grau, quanto como membro da Turma Recursal, entre 1997 e 2022.
 
Além da carreira jurídica, o juiz Manuel Aureliano desenvolveu atividades acadêmicas e é autor de várias obras jurídicas publicadas. O magistrado, que é integrante da Academia de Letras do Maranhão, veio à Cuiabá acompanhado da esposa e de um dos três filhos. Ele participou de todas as edições do Fonaje, desde o primeiro, realizado em Maceió (AL), em 1997.
 
“Eu me sinto muito feliz em receber essa homenagem, porque participo desde o primeiro Fonaje, em 1997, em Alagoas. De lá pra cá eu participei sequencialmente. Por isso procurei ter uma participação muito ativa, porque encontrei companheiros e companheiras, pessoas muito dedicadas ao Juizado, à defesa, à construção de uma Justiça que atendesse a cidadania brasileira. Acho que temos conseguido isso. Seria importante fazer com que o Judiciário, através dos Juizados Especiais, se faça presente na construção de uma sociedade mais fraterna. Me sinto feliz demais” frisou Manuel Aureliano.
 
O sargento da PM-MT, João Batista Primo, recebeu a homenagem por sua trajetória de dedicação, empenho e compromisso com a preservação ambiental e bem-estar coletivo no Juizado Volante Ambiental (Juvam), onde atua desde 2009. Sua atuação foi descrita como marcada pela ética e por seu trabalho incansável em fiscalizações e projetos educativos, que engrandece a missão do Juvam e inspira a todos.
 
54º Fonaje – Edição Mato Grosso
 
A realização do evento é do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais de Mato Grosso e da Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso (Esmagis-MT), e conta com o apoio do Governo de Mato Grosso, Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Associação Mato-Grossense dos Magistrados e Escola Superior da Advocacia/OAB-MT.
 
Acessibilidade – Os eventos do TJMT seguem a Instrução Normativa nº 103, de 20 de agosto de 2024, que institui o Programa de Acessibilidade e Inclusão do Conselho Nacional de Justiça. O Fonaje é inclusivo, pois conta com a tradução em Libras, Língua Brasileira de Sinais, com audiodescrição e com a Linguagem Simples.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: A imagem colorida mostra todos os homenageados, além da vice-presidente do TJMT e do presidente do Fonaje. Eles estão em pé, perfilados, olhando para a câmera e seguram a placa da homenagem. Atrás aparece o telão com a identidade visual do evento onde se lê Fonaje em vermelho. Foto 2: Três pessoas aparecem na foto. A vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides está à esquerda do juiz homenageado, Manuel Aureliano, que segura a placa da homenagem. À sua direita está o desembargador Marcos Machado. A desembargadora é uma mulher branca, de cabelos brancos e presos e usa terno branco. O juiz é um senhor branco, de olhos azuis e cabelos brancos, usa óculos de grau. Ele está vestido com terno azul marinho. O desembargador é um homem alto, cabelos grisalhos e usa óculos de grau. Ele veste um terno cinza, camisa branca e gravata cinza. Atrás está o telão colorido.
 
Todas as fotos da solenidade de abertura do 54º Fonaje podem ser acessadas no Flickr oficial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
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Marcia Marafon/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Policial civil Mário Wilson Gonçalves é condenado a dois anos de detenção por homicídio culposo

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Foto horizontal colorida em plano médio que mostra o policial civil Mário Wilson sentado no banco dos réus no Tribunal do Júri. Ele é um homem pardo, alto, de cabelos e barba grisalhos, usando jaqueta bege.O policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado pelo Tribunal do Júri por homicídio culposo cometido contra o policial militar Thiago de Souza Ruiz, com pena determinada em dois anos de detenção, em regime inicialmente aberto, substituída por duas medidas restritivas de direitos. Além disso, foram retiradas medidas cautelares que ele vinha cumprindo, como o uso de tornozeleira eletrônica. O réu também foi condenado ao pagamento de custas. A sentença foi lida por volta das 22h20 dessa quinta-feira (14), após três dias de julgamento.

O réu era acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, o que acabou sendo desclassificado pelos jurados. No cálculo da pena, o juiz Marcos Faleiros da Silva entendeu que “no que diz respeito à culpabilidade, verifica-se maior grau de reprovabilidade da conduta em razão da culpabilidade exacerbada do réu, que agiu de forma muito negligente ao discutir anteriormente com a vítima, antes de ingressarem na conveniência”.

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Na leitura da sentença, o magistrado seguiu: “Já no interior do estabelecimento, após a controvérsia acerca da vítima ser ou não ser policial militar, circunstância corroborada pelas imagens exibidas durante os debates, a vítima ainda tentou cumprimentar o réu, que se recusou a retribuir o cumprimento. Além do mais, depoimentos das requeridas testemunhas evidenciam que o réu permaneceu alimentando a animosidade anteriormente instaurada, mesmo após tomar conhecimento de que a vítima seria policial militar”.

Na dosimetria da pena, o juiz também destacou que “o réu encontrava-se armado e fazia uso de bebida alcoólica, circunstância também comprovada pelos depoimentos prestados em sessão plenária do júri e confirmada pelo próprio réu em juízo, momentos antes de ele desarmar a vítima. Fato que deu origem ao conflito, posteriormente culminou nos disparos de arma de fogo responsáveis pela morte da vítima, conforme laudo de necropsia. Dessa forma, ante a culpabilidade exacerbada, há de ser majorada a pena”. Por outro lado, também foi considerado que o réu é primário.

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Logo após a leitura da sentença pelo magistrado, o promotor de justiça Vinícius Gahyva Martins afirmou que entrará com recurso de apelação. O recurso foi recebido imediatamente pelo magistrado, que determinou a remessa dos autos para as razões e, em seguida, para as contrarrazões.

Por sua vez, o advogado de defesa Renan Canto afirmou que, dentro do prazo legal de cinco dias, analisará a sentença e decidirá se irá ou não recorrer. A defesa pediu que seja considerada a detração da pena, “tendo em vista que ele já ficou preso em regime fechado por cinco meses e também que seja considerado os horários de finais de semana e os horários noturnos, onde o acusado teve a sua liberdade reclusa”, disse Renan Canto.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro e Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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