Mato Grosso

Servidores da Sedec vão a campo para cadastrar atividades de mineração de MT

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Os 33 novos servidores da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) vão a campo para fazer o cadastro das atividades minerais no Estado para conhecer a realidade deste setor econômico em Mato Grosso. A proposta do Governo é de construir políticas públicas, incentivar o empreendedorismo e a produção sustentável.

Na segunda-feira (17.2), eles começaram um treinamento de 30 dias, com foco em legislação, metodologias e práticas de monitoramento. A Sedec firmou acordo de cooperação com a Agência Nacional de Mineração (ANM) para que as ações de acompanhamento das atividades minerárias no Estado sejam realizadas em conjunto entre Estado e União. A previsão é que as atividades iniciem em abril.

Mestra em Geociências, com MBA em Perícia Ambiental, a geóloga Gleice dos Santos Reis está entusiasmada com o trabalho que será desenvolvido pela Sedec na área de mineração. Ela é uma das integrantes da recém-criada Secretaria Adjunta de Mineração.

“Esse trabalho que a Sedec vai desenvolver será pioneiro, com o objetivo de conhecer e acompanhar todas as pesquisas e atividades de mineração no Estado, identificando o que há no subsolo. Acredito que será uma nova oportunidade para Mato Grosso desenvolver ainda mais o setor mineral, que, muitas vezes, deixa a desejar em termos de desenvolvimento e pesquisa. É um Estado muito grande e ainda há muito a ser descoberto”, comentou.

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A Secretaria Adjunta de Mineração terá o papel de evidenciar a realidade do setor e fomentar seu crescimento. Apesar de a extração autorizada de ouro ser uma das principais atividades, há outras frentes com potencial de desenvolvimento, como as rochas ornamentais e fosfáticas, que podem ser utilizadas na fabricação de fertilizantes para a agricultura.

O secretário adjunto de Mineração, Paulo Leite, ressaltou que o Estado tem competência constitucional para acompanhar as outorgas, tanto de alvarás de pesquisa, quanto de portarias de lavra. Por isso, os servidores da pasta terão a responsabilidade de cadastrar todos os mineradores e áreas de pesquisa, além de apoiar e fomentar o setor mineral.

“É um grande trabalho que precisa ser feito, especialmente a pesquisa mineral. Este é apenas o começo, com a chegada da primeira equipe, que será a base técnica para nossas ações. Essa equipe mostrará o que temos no subsolo de Mato Grosso. O primeiro passo será cadastrar todos os envolvidos na mineração no Estado e conhecer a realidade para, assim, definir as prioridades”, explicou.

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O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou o potencial econômico do setor. Segundo ele, em 15 anos, a mineração tem capacidade para se tornar tão relevante quanto o agronegócio para Mato Grosso, tanto em participação no PIB quanto na movimentação da cadeia de comércio e serviços.

“O setor mineral tem muito a mostrar, mas ainda há pouca pesquisa. Precisamos apoiar a pesquisa mineral, pois existem dezenas de outros minérios com potencial de exploração dentro do Estado. O mais importante é que a atual gestão garantiu segurança jurídica para atrair investimentos em todos os setores. Com a criação da Adjunta de Mineração, Mato Grosso deve transformar seu potencial mineral em um motor de desenvolvimento econômico e social. Quem quiser investir, encontrará regras claras e estabilidade”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais nesta segunda-feira (12)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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