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Mapa avalia que foco da doença está controlado no Rio Grande do Sul

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou nesta sexta-feira (24) que há indícios consistentes de que o foco de gripe aviária detectado em uma granja comercial em Montenegro (RS) está controlado. Desde a confirmação do caso, no dia 15 de maio, não foram registradas novas mortes de aves na propriedade ou em estabelecimentos próximos.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, a ausência de novas ocorrências reforça a hipótese de que o vírus H5N1 não se espalhou. “Nenhuma outra ave morreu. Isso é um forte indício de que o caso está contido”, afirmou.

O Brasil iniciou nesta semana o período de vazio sanitário, que dura 28 dias e é necessário para que o país recupere o status de livre da doença. A contagem teve início após a desinfecção da granja afetada. Se não houver novos registros até o fim desse prazo, o caso será oficialmente encerrado.

Com a confirmação do foco, três novos países — Albânia, Namíbia e Índia — suspenderam as importações de carne de aves de todo o território nacional. Outros, como Angola, restringiram as compras apenas ao estado do Rio Grande do Sul. No total, mais de 40 mercados adotaram algum tipo de limitação temporária.

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Entre os principais importadores com restrições totais estão China, União Europeia, México, Coreia do Sul e Filipinas. Emirados Árabes Unidos e Japão restringiram as compras apenas ao município de Montenegro.

O governo federal segue em contato com as autoridades sanitárias dos países afetados para prestar esclarecimentos técnicos e tentar reverter as suspensões.

Atualmente, o Mapa acompanha 17 suspeitas de gripe aviária no país, segundo a plataforma oficial da pasta. Duas envolvem estabelecimentos comerciais: uma granja de pintinhos em Ipumirim (SC) e um frigorífico em Aguiarnópolis (TO). Os casos ainda não têm resultado laboratorial conclusivo.

Sobre a suspeita em Santa Catarina, o ministro afirmou que há fortes indícios de que o resultado será negativo. “Os animais que conviveram com os supostamente contaminados não adoeceram. Isso aponta para um desfecho negativo”, disse.

Até o momento, o Brasil registrou um total de 168 ocorrências da doença: 164 em animais silvestres, três em criações domésticas e apenas um em produção comercial — o foco de Montenegro.

O Ministério da Agricultura reforça que o consumo de carne de aves e ovos segue seguro e não oferece risco à saúde humana.

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Fonte: Pensar Agro

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Tecnologia social apoiada pelo MMA é uma das vencedoras do 13º Prêmio da Fundação BB

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O “Projeto Fitoterápicos: Uso Sustentável e Inovador de Recursos da Biodiversidade” foi um dos grandes vencedores do 13º Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A cerimônia de premiação ocorreu na última sexta-feira (29/05), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Apoiada e coordenada tecnicamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a iniciativa foi reconhecida por seu alto impacto socioambiental e garantiu um prêmio de R$ 200 mil para investimento na tecnologia social.

Desenvolvido pela organização Humana Brasil no bioma Mata Atlântica entre 2022 e 2024, o projeto foi viabilizado a partir de um edital lançado pelo MMA, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O projeto espelha a estratégia nacional de transição ecológica, articulando conservação ambiental, geração de renda e valorização de saberes tradicionais. As ações incluíram desde assistência técnica até a implantação de quintais produtivos e sistemas agroflorestais com espécies nativas da Mata Atlântica e plantas medicinais.

A Secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, explica que o reconhecimento reforça a missão de saúde e bem-estar do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia e mostra que o caminho para uma bioeconomia forte e soberana no Brasil passa obrigatoriamente pela valorização das comunidades tradicionais e da agricultura familiar.

“Esta tecnologia social prova que a conservação ambiental e a geração de renda não são excludentes, mas sim interdependentes. Por exemplo, os fitoterápicos estão no PNDBIO como forma de promover saúde por meio da inovação e da valorização do patrimônio genético brasileiro O papel do MMA é justamente induzir e apoiar esses modelos replicáveis, que mantêm a floresta em pé e transformam a sociobiodiversidade em soluções sustentáveis de desenvolvimento para o país”, declarou Carina.

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O trabalho atendeu e fortaleceu organizações comunitárias em quatro estados: a Associação Comunitária dos Agricultores Familiares Quilombolas de Cangula (Bahia), a Cooperativa de Produção e Comercialização de Plantas Medicinais (Cooplantas), de São Paulo, a Associação de Agricultura Orgânica do Paraná (AOPA) e a Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense (APACO), de Santa Catarina.

O projeto investiu em equipamentos, infraestrutura, capacitação técnica e fortalecimento organizacional, além da criação de redes de colaboração entre produtores.

A premiação coroa uma metodologia com alto potencial de replicação no país. Isso ocorre porque o projeto sistematizou um modelo flexível e adaptável a diferentes biomas: a iniciativa une o conhecimento tradicional das comunidades à assistência técnica especializada para o plantio sustentável. Ao criar um passo a passo claro — que vai desde a implantação de quintais produtivos até a organização comunitária para a geração de renda a partir da produção de fitoterápicos —, o formato torna-se uma solução modelo para ser aplicada em outros territórios brasileiros que buscam fortalecer a economia da sociobiodiversidade.

As iniciativas implementadas pelo projeto integram conservação ambiental, saúde e geração de renda, reconhecendo o papel central dos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.

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A 13ª edição do Prêmio da Fundação Banco do Brasil contou com mais de mil inscrições e etapas rigorosas de avaliação, que incluíram defesa técnica perante jurados e votação popular. O prêmio é considerado a principal vitrine do país para a identificação e certificação de soluções inovadoras que representam efetivas alternativas para a transformação social no Brasil.

Sobre o Projeto Fitorerápicos

O “Projeto Fitoterápicos: Uso Sustentável e Inovador de Recursos da Biodiversidade” é uma iniciativa coordenada tecnicamente pela Secretaria Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). Seu objetivo é ampliar os benefícios da biodiversidade brasileira a partir do uso sustentável, acessível e inovador de plantas medicinais, fortalecendo cadeias de valor de fitoterápicos com base no conhecimento tradicional de povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. O projeto atua em conformidade com o regime de Acesso e Repartição de Benefícios (ARB) e com critérios de sustentabilidade ecológica, conectando conservação ambiental, geração de renda e valorização de saberes tradicionais em diferentes biomas do país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
imprensa@mma.gov.br

(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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