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Exportações do agronegócio somaram R$ 37 bilhões entre janeiro e abril

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram R$ 37 bilhões entre janeiro e abril de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG). O valor representa um crescimento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado e é o melhor resultado da série histórica iniciada em 1997.

Apesar da queda de 6,2% no volume exportado — que totalizou 5 milhões de toneladas — o agro foi responsável por 46,8% de tudo que Minas vendeu ao exterior no período.

O secretário de Agricultura, Thales Fernandes, informou que a expectativa é fechar o ano com exportações entre R$ 111 bilhões e R$ 117 bilhões. “Teremos uma melhor estimativa a partir do fechamento do primeiro semestre, em julho”, afirmou em nota à imprensa. Segundo ele, o desempenho até agora é promissor, mas depende de fatores como clima, logística, preços internacionais e variações no custo dos insumos.

“Esse ponto de inflexão do calendário agrícola é decisivo para avaliar o comportamento das culturas durante a entressafra, bem como os impactos de variações climáticas extremas, logística portuária, conflitos geopolíticos e oscilações nos preços de insumos e de fretes internacionais”, explicou o secretário.

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 O café segue como carro-chefe das exportações mineiras. Foram R$ 22,2 bilhões em receita no quadrimestre, com embarque de 10 milhões de sacas. O grão representou 60% do valor total exportado pelo agro do estado. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 70% na receita, mesmo com queda de 3% no volume.

A soja — incluindo grão, farelo e óleo — gerou R$ 6,3 bilhões em exportações, com 2,9 milhões de toneladas embarcadas.

O setor de carnes também apresentou bom desempenho. Juntas, as carnes bovina, suína e de frango renderam R$ 3 bilhões, um crescimento de 21,4%. A carne bovina liderou com R$ 2,1 bilhões (78 mil toneladas), seguida por frango (R$ 730 milhões) e suína (R$ 137 milhões).

Os produtos florestais superaram o complexo sucroalcooleiro e se tornaram o quarto maior segmento do agro mineiro, com R$ 1,9 bilhão em exportações. Já o setor sucroalcooleiro teve retração de 42,5% na receita e de 38% no volume exportado.
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Minas Gerais manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro no Brasil, atrás de Mato Grosso e São Paulo. Os produtos mineiros chegaram a 160 países. Os principais destinos foram:

  • China (23% do total),
  • Estados Unidos (13%),
  • Alemanha (9%),
  • Itália (6%),
  • Japão (5%).

O desempenho reforça a força do campo mineiro no comércio internacional, mesmo em um cenário de desafios logísticos, custos elevados e incertezas climáticas. A expectativa do governo é que os números sigam positivos, impulsionados pela valorização de commodities e pela diversificação dos mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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Ministro André de Paula e governadora do RN dialogam sobre o desenvolvimento da agropecuária estadual

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta segunda-feira (27) a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, para debater pautas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária potiguar.

Entre os temas apresentados pela governadora estiveram a possibilidade de exportação de gado vivo pelo Porto de Natal, a retomada das exportações de pescado brasileiro para a União Europeia, a aquisição de tratores e implementos agrícolas e a construção de abatedouros.

Durante a reunião, o ministro André de Paula destacou a importância da atuação conjunta entre as equipes técnicas para o fortalecimento do agro local. “Foi uma oportunidade em que reunimos a minha equipe e a equipe da governadora, e tenho certeza de que daqui sairão muito boas notícias para o povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.

Fátima Bezerra também agradeceu o apoio contínuo do Governo Federal na viabilização de investimentos, no destravamento de projetos e no fortalecimento das cadeias produtivas locais. Segundo ela, as demandas apresentadas refletem não apenas desafios, mas oportunidades concretas de desenvolvimento econômico e social para o Nordeste.

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As exportações de pescado brasileiro para a União Europeia estão suspensas desde 2017. Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) mantêm diálogo permanente com a autoridade sanitária europeia.

Nesse período, já foram adotadas medidas para atender aos critérios higiênico-sanitários exigidos das embarcações pesqueiras interessadas em exportar para a União Europeia e o Reino Unido.

O Nordeste concentra a maior parte da produção nacional de camarão, com destaque para a carcinicultura (criação de camarão em cativeiro). Os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte lideram esse segmento no país.

Durante o encontro, a governadora ressaltou, ainda, o potencial produtivo da região. “O Nordeste concentra um enorme potencial produtivo, sendo responsável por mais da metade da produção alimentar do país. Somos conhecidos pelos 4 M’s: melão, melancia, manga e mamão, que se destacam nas exportações”.

Fátima Bezerra acrescentou que, no campo do desenvolvimento produtivo, as iniciativas apresentadas ao ministro são voltadas ao fortalecimento da infraestrutura rural, como a ampliação da mecanização e a perfuração de poços.

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Participaram da reunião, pelo Mapa, o secretário-executivo, Cleber Soares; o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade. Pelo governo estadual, estiveram presentes o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha; a controladora-geral do RN, Luciana Pádua; a vereadora de Natal, Samanda Alves; o vereador de Natal, Daniel Valença; e a chefe do escritório de representação, Danúbia Régia.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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