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Comissão de Infraestrutura analisa projetos em reunião na tarde desta terça-feira (10)

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A Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou nove propostas em reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (10). Seis receberam parecer favorável. Entre eles, o Projeto de Lei (PL) nº 460/2023 sobre a retirada de fios em desuso em postes de energia.

De autoria do deputado Valdir Barranco (PT), o texto também prevê o alinhamento de fios desordenados. O presidente do colegiado, deputado Valmir Moretto (Republicanos), elogiou a propositura. “Quero parabenizar o deputado Valdir Barranco por ter feito esse belíssimo projeto, que realmente nós temos uma visualização bastante poluída. A Energisa vai substituindo a rede e continuam esses cabos ali nos postes. Acredito que haja um risco também de ter um incêndio, um acidente. Então, é necessário e importante esse projeto para que a Energisa tome as providências”, declarou.

Entre os projetos aprovados pela comissão de mérito ainda estão os PLs nº 1431/2024, nº 476/2025, nº 800/2025, nº 827/2025 e nº 809/2025. O último trata da instalação de QR Code (Código QR) em locais públicos e privados da região metropolitana do estado que levem a mapas dos transportes disponíveis na região. O objetivo é facilitar o uso do transporte público pelos cidadãos. Já o primeiro projeto (1431/2024) pretende criar critérios para alteração de traçado de rodovias estaduais historicamente consolidadas, como discussão por meio de projeto de lei com a realização de audiência pública.

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Os membros da comissão também discutiram fazer visitas a algumas estradas do estado. Moretto marcou a primeira vistoria para o dia 27 de junho nas BRs 247, 246 e 339. De acordo com o parlamentar, serão enviados convites para a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra/MT) e para prefeitos da região.

“São rodovias que fazem ligação de uma cidade em outra, fazem parte da região oeste do estado de Mato Grosso e do médio-norte. São importantes rodovias que passam por Barra do Bugres e Tangará da Serra. Nós vamos finalizar essa visita lá no Hospital Regional de Tangerá da Serra”, explicou o presidente da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes.

Participaram do encontro, além de Moretto, Júlio Campos (União), vice-presidente da comissão, e Chico Guarnieri (PRD).

Fonte: ALMT – MT

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Saiba o que faz um deputado estadual

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Democracia é o regime político em que o poder é exercido pelo povo. No Brasil, a democracia representativa garante a participação dos cidadãos na vida política do país, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios por meio das eleições. Nesse modelo, os representantes eleitos tomam decisões e criam leis em nome da população. Assim, a soberania do povo é exercida pelo direito de escolher quem governa ou faz as leis.

A administração pública brasileira, separada nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é distribuída nos níveis federal, estadual e municipal. O Legislativo, por exemplo, é formado por deputados federais e senadores, que atuam no Congresso Nacional; por deputados estaduais, que compõem as assembleias legislativas; e por vereadores, nas câmaras municipais. Há ainda os deputados distritais, que representam o povo do Distrito Federal.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é composta atualmente por 24 deputados estaduais. Esse número corresponde a três vezes a quantidade de deputados federais que representam o estado na Câmara dos Deputados. São eles os representantes dos 142 municípios mato-grossenses no Poder Legislativo estadual, onde têm como principais funções legislar e fiscalizar os atos do governo durante um mandato de quatro anos.

Votar e poder ser votado são direitos fundamentais em uma democracia, mas a participação do cidadão na política não termina depois das eleições. A sociedade também tem o direito de acompanhar o trabalho de quem foi eleito, conhecer as decisões tomadas e cobrar ações. Para isso, é importante entender o que cada agente político pode e deve fazer.

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Competências de cada esfera legislativa – O secretário parlamentar da Mesa Diretora da ALMT, Eduardo Moreira Lustosa, explica que a Constituição Federal define o que é competência municipal e o que é competência federal, sendo que a estadual é residual: o que não é da competência do vereador nem do deputado federal é do deputado estadual.

“O vereador, com atuação municipal, vai discutir assuntos de interesse local. O estadual vai discutir assuntos de seu estado. E o federal vai defender interesses de sua federação, mas também discutir assuntos nacionais”, detalha.

Legislar e fiscalizar são as mais importantes funções de um deputado estadual, mas não as únicas. Entre as principais atribuições, de acordo com Lustosa, estão discutir e aprovar leis, elaborar e analisar pareceres nas comissões, debater políticas públicas e fiscalizar os atos do governador. O trabalho parlamentar ainda inclui participação em audiências públicas, câmaras temáticas e frentes parlamentares, que envolvem tanto a população em geral quanto especialistas na discussão de assuntos relevantes para a sociedade.

“A principal atribuição de um deputado estadual, a sua missão, é representar o povo. O deputado, uma vez eleito e empossado, não representa os eleitores dele, representa toda a população do estado de Mato Grosso, todas as pessoas que moram e vivem aqui”, diz o secretário.

“É um erro achar que os deputados só defendem os interesses dos eleitores deles. O voto é secreto justamente para defender o eleitor de influências, de pressão. O eleitor é livre para votar em quem quiser. A partir do momento em que acaba a eleição e que o tribunal eleitoral valida e dá posse, os deputados representam todos os cidadãos”, reforça.

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Os limites da atuação parlamentar – Devido à repartição de funções definidas pela Constituição, existem atividades, porém, que não podem ser exercidas diretamente pelo deputado estadual. Há ações que podem ser de responsabilidade do Poder Executivo (governador ou prefeito), como a execução de obras públicas, ou de vereadores, deputados federais e senadores.

“A base territorial dele [deputado estadual] é só o estado. Se for de um estado vizinho, por exemplo, mesmo sendo às vezes só uma ponte que separe, já não é atribuição. Da mesma forma, tem problemas locais que são atribuições do Poder Legislativo municipal, dos vereadores, ou do prefeito”, afirma Lustosa.

Conhecendo as funções de um deputado estadual e até onde ele pode atuar, cabe ao cidadão o papel de acompanhar cada representante. “Muitos deputados estão vindo agora à reeleição, então é uma oportunidade de avaliar a atuação do candidato. Saber como o deputado se posicionou pode definir a continuidade do apoio. O eleitor tem à disposição, no site da ALMT, a produção legislativa de cada deputado e pode verificar se ela foi relevante, não apenas em quantidade”, conclui o secretário.

Fonte: ALMT – MT

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