A ceramista Beatryz dos Santos viu, aos poucos, sua paixão por trabalhos manuais se transformar em uma verdadeira jornada empreendedora. Moradora de Sinop (a 500 km de Cuiabá), ela enfrentava um desafio comum a muitos artesãos do interior: a falta de infraestrutura especializada.
Beatryz enfrentava um desafio comum entre artesãs da cerâmica e precisava enviar suas peças secas para serem queimadas e esmaltadas em Cuiabá, um processo caro, demorado e arriscado, já que muitas obras acabavam se quebrando no transporte.
Para superar essa dificuldade, ela recorreu à Desenvolve MT, Agência de Fomento do Estado, e contratou a linha de crédito Mulher Empreendedora para investir na compra do próprio forno de queima das peças, garantindo mais autonomia e qualidade ao seu trabalho.
Ao lado da sócia e amiga Janaína, Beatryz adquiriu um forno de cerâmica e deu um passo decisivo rumo à profissionalização. Com as queimas sendo realizadas em Sinop, onde vivem, a produção ganhou agilidade e segurança.
“Com o crédito adquirido, conseguimos dar uma virada do hobby para o empreendedorismo. Hoje conseguimos aceitar encomendas personalizadas, atender melhor os clientes e, o mais importante, sem o risco de perder peças no transporte”, conta a empreendedora.
Além de atender encomendas, o novo equipamento também abriu portas para que, no próximo mês, as ceramistas ofereçam cursos e oficinas de cerâmica artesanal para a comunidade.
O interesse pelo artesanato, que surgiu ainda na adolescência como um hobby, logo se transformou em presentes feitos à mão para amigos e familiares. Com o tempo, ganhou força e visibilidade por meio de um catálogo virtual, que teve todos os itens esgotados em poucos dias. Embora o primeiro contato com a cerâmica tenha ocorrido há apenas dois anos, foi o suficiente para despertar uma nova paixão.
Encantada com a arte de transformar argila em peças únicas, ela mergulhou de cabeça, passou a assistir vídeos, buscar referências e até se matriculou em cursos presenciais.
“Aquilo me chamou atenção. Pensei que, além de ser um hobby, poderia ser um negócio”, conta.
Além de artesã, Beatryz também nutre seu amor pelas plantas exercendo sua profissão como engenheira agrônoma e, hoje em dia, vê como possibilidade para da aposentadoria a cerâmica ser a sua principal fonte de renda.
“Hoje penso na cerâmica como uma transição de carreira. Quando me aposentar, posso continuar só sendo ceramista”, afirma.
Apaixonada pela manualidade, Beatryz conta que foi através do artesanato que encontrou o próprio caminho de cura, após enfrentar um período difícil em sua vida pessoal.
Para outras mulheres que também sonham em empreender fazendo o que amam, ela deixa um recado cheio de incentivo. “Além de proporcionar bem-estar e realização pessoal, ainda pode se tornar uma fonte de renda extra. Por isso, vale a pena acreditar e investir no próprio sonho.”
Crédito
A linha Mulher Empreendedora é voltada exclusivamente para mulheres que estão à frente do próprio negócio.
Com crédito de até R$15 mil, a linha oferece condições facilitadas, como taxa de juros a partir de 0,50% ao mês, prazos de até 42 meses, carência de até seis meses e bônus de adimplência de 20% para pagamento em dia. É possível financiar uma ampla variedade de itens, desde móveis, insumos, equipamentos até softwares e soluções tecnológicas.
A Desenvolve MT já liberou para a linha Mulher Empreendedora, até maio de 2025, mais de R$1 milhão. Para saber mais sobre as demais linhas de crédito acesse o site desenvolve.mt.gov.br ou pelo WhatsApp (65) 3613-7900.
Produções fotográficas e audiovisuais da cultiva cigana são apresentadas na Mostra Calon Lachon e na Exposição Diquela, no Centro de Cuiabá, durante o VI Encontro de Cultura Cigana de Mato Grosso, contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), no edital Pontos de Cultura – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). Com entrada gratuita, a programação ocorre às sextas-feiras de maio (15, 22 e 29), das 16h às 21h, no Ateliê Kaiardon.
A programação reúne a Mostra Calon Lachon, com exibição de curtas e longas-metragens produzidos por povos ciganos, além da Exposição Diquela, formada por registros fotográficos de comunidades ciganas do Brasil, especialmente ligadas ao tronco étnico Calon.
Esta é a quarta edição do projeto, que surgiu para registrar, por meio de vídeos, fotografias, áudios e documentos escritos, histórias e tradições das comunidades ciganas, contadas por elas mesmas, além de ampliar a circulação das produções audiovisuais.
Já a Exposição Diquela apresenta obras produzidas pelas fotógrafas Karen Ferreira, Maria Clara Aquino e Ju Queiroz. As imagens retratam elementos culturais e o cotidiano de comunidades ciganas brasileiras, especialmente do povo Calon. O nome da exposição vem da língua Chibe e pode ser traduzido como “Veja”.
“A escolha por este nome para representar a exposição se deu justamente para que quem não é cigano ‘veja’ que existem pessoas e comunidades ciganas circulando e vivendo em Mato Grosso há quase 100 anos”, explica o curador da exposição, Aluízio de Azevedo.
Além de Cuiabá, a Exposição Diquela também pode ser visitada em Tangará da Serra, no Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, das 8h às 17h.
Confira abaixo todos os detalhes da programação completa:
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