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Batalhão de Trânsito registra 1.972 infrações e conduz 34 pessoas durante feriado prolongado

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O Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar (BPMTran) registrou 1.972 Autos de Infrações de Trânsito (AIT) durante a Operação Corpus Christi, realizada entre os dias 19 e 22 de junho, nas principais rodovias estaduais de Mato Grosso. No período, 34 pessoas foram conduzidas pelas equipes policiais.

Durante a operação, os policiais militares do Batalhão abordaram 1.275 veículos e aplicaram 211 testes de etilômetros, que resultou em 26 autuações por alcoolemia e seis prisões por embriaguez ao volante.

Entre as principais infrações aplicadas, 500 foram pelo não uso de cinto de segurança (Art. 167); 398 por conduzir veículo sem licenciamento (Art. 230-V); 152 por falta de Carteira Nacional de Habilitação (Art. 152); e 114 por uso de celular ao volante (Art. 252).

Também foram registradas infrações por transporte irregular de crianças, ultrapassagens em locais proibidos, uso de som automotivo, escapamento irregular, falta de itens obrigatórios de segurança, entre outros. Nessas ações, 24 veículos foram removidos.

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A operação foi realizada nas rodovias: MT-010 (que liga Cuiabá à Acorizal), MT-040 (entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger), MT-251 (que liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães), além das principais vias urbanas de toda a Região Metropolitana da Capital. E contou com reforço de 80 policiais militares durante os quatro dias.

Os policiais realizaram trabalho preventivo e ostensivo, com 56 pontos de barreira e 46 pontos demonstrativos, com a realização de abordagens, buscas, checagens, testes de etilômetro e orientação aos condutores.

Também durante a operação, nas rodovias fiscalizadas pelo Batalhão de Trânsito, apenas um acidente foi registrado, causando apenas danos materiais e sem nenhuma vítima ferida.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

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Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

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O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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