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Projeto Cibus encerra 1ª etapa com impacto positivo em 32 escolas de MT

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O projeto “Cibus – Você tem fome de quê?”, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), concluiu com êxito suas atividades, beneficiando diretamente 32 escolas públicas em 10 municípios com altos índices de insegurança alimentar. A iniciativa teve como foco a implantação e manutenção de hortas escolares, promovendo educação ambiental, alimentação saudável e segurança alimentar para estudantes da rede pública. As atividades do projeto foram oficialmente encerradas no fim de junho. Atualmente, está em andamento apenas a nova etapa, intitulada “Cibus – Segurança Alimentar”.Lançado em fevereiro de 2022, o projeto integrou o ciclo anterior do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do MPMT como uma das ações prioritárias. Entre seus principais eixos estiveram a criação de hortas escolares, o fornecimento de alimentos para a merenda, a mobilização para aprovação da política estadual de segurança alimentar e a capacitação de pequenos produtores rurais e comunidades tradicionais em práticas sustentáveis.Em julho de 2023, o projeto celebrou o encerramento da fase de implantação com o lançamento de uma revista especial. A publicação traçou uma linha do tempo da iniciativa, desde os motivos que impulsionaram sua criação, como os alarmantes 33 milhões de brasileiros em situação de fome, até a escolha dos municípios beneficiados, a articulação com o Governo do Estado para a criação do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, e a efetiva implementação das hortas escolares. Acesse aqui (https://transparencia.mpmt.mp.br/uploads/201/360/revista_cibus_2023_19.06_versao_web_digital.pdf). Ao longo dos anos de 2023 e 2024, as escolas continuaram a receber kits completos com sementes, adubo orgânico, calcário, substrato, ferramentas de jardinagem e bandejas de germinação, possibilitando o cultivo de hortaliças como alface, beterraba, cenoura, rúcula, couve e tomate cereja. Os alimentos produzidos foram incorporados à merenda escolar, reforçando a segurança alimentar dos estudantes.Além da entrega dos insumos, o projeto contou com acompanhamento técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT) e com visitas de orientação do engenheiro agrônomo Rodrigo Dondé, do Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) Ambiental, que reforçaram a importância do uso de práticas sustentáveis e orgânicas nas hortas escolares.“As atividades envolveram professores, alunos e comunidades escolares, promovendo aprendizado prático, consciência ambiental e valorização da agricultura familiar. Mais do que plantar alimentos, o MPMT plantou conhecimento, autonomia e esperança nas comunidades escolares”, destacou o coordenador do projeto, promotor de Justiça Henrique Schneider Neto.Cibus II – Diante do sucesso da primeira etapa, o projeto Cibus foi aprovado para uma nova fase, com atividades e objetivos ampliados. O “Cibus – Segurança Alimentar” também integra o Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do MPMT, agora no ciclo 2024/2031, com execução prevista para o biênio 2024/2025. A nova etapa dá continuidade à iniciativa anterior, com foco na implementação de ações ampliadas e articulação política voltada à segurança alimentar, conforme os desafios identificados na etapa inicial.Segundo o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, um dos principais objetivos do projeto é identificar a cifra oculta de famílias em situação de vulnerabilidade que ainda não estão contempladas em políticas públicas.“Na execução do Cibus – Segurança Alimentar, os promotores de Justiça atuam para identificar a chamada ‘cifra oculta’, famílias em situação de vulnerabilidade que ainda não constam nos cadastros oficiais, garantindo que nenhuma delas fique fora dos programas do Governo Federal. Além disso, trabalham ativamente pela aprovação e implementação da legislação municipal de segurança alimentar. O objetivo é assegurar que todos os municípios mato-grossenses tenham, de forma efetiva, um Conselho e Política de Segurança Alimentar”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Moradores do Serra Dourada cobram rede de esgoto durante ação do MPMT

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Durante a realização da Ouvidoria Itinerante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no bairro Serra Dourada, em Cuiabá, no sábado (08), uma das principais demandas apresentadas pela comunidade foi a ausência da rede de esgoto e asfalto, problemas que têm gerado riscos à saúde e dificuldades no dia a dia dos moradores.A ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, destacou que a instituição irá atuar para buscar soluções junto aos órgãos competentes. “O Ministério Público pode contribuir e vai contribuir junto a Águas Cuiabá, porque a reivindicação do presidente do bairro é exatamente que a rede de esgoto antecipe a pavimentação das ruas, porque, rua não existe mais, na verdade nós estamos andando e nos desviando dos buracos e das ruas alagadas. Os moradores estão vivendo uma situação de risco à saúde”, afirmou.O presidente do bairro Serra Dourada, Antônio Lemes de Paula, apresentou a situação enfrentada pelos moradores e cobrou providências. “Nessa rua aqui, exatamente na Rua Azaléias, a erosão deixa os moradores totalmente sem acesso às suas residências, e a gente busca aí com o poder público que resolva essa questão fazendo a rede de esgoto e também o asfaltamento”, explicou.Ele destacou ainda a preocupação com a execução das obras sem a infraestrutura adequada. “O projeto de pavimentação chegou na comunidade agora, mas a Águas Cuiabá não veio implantar a rede de esgoto e vai continuar na mesma. Depois vai danificar o asfalto, portanto a gente está pedindo à ouvidoria, através do Ministério Público, que nos ajude”, disse.De acordo com o presidente, todas as ruas do bairro enfrentam o mesmo problema. “Nós temos 16 ruas aqui e as 16 não têm a rede de esgoto e vai fazer a pavimentação agora. É necessário que a rede de esgoto seja implantada”, destacou o presidente.Segundo a ouvidora do MPMT, a situação exige atuação conjunta do poder público e da concessionária responsável. “Nós vamos então, junto ao prefeito e a Águas Cuiabá, pedir que juntos, os dois órgãos façam por este bairro o que estes moradores efetivamente necessitam, porque é um risco à saúde deles. Eles estão correndo risco”, acrescentou.A procuradora de Justiça também chamou a atenção para a necessidade de planejamento adequado das obras. “Se deixar como está, com certeza a pavimentação será feita e, posteriormente, como é de praxe, o asfalto será quebrado para que a rede de esgoto seja feita”, alertou.A ouvidora-geral esteve no bairro Morada da Serra durante a Ouvidoria Itinerante realizada na Associação de Moradores, durante toda a manhã do sábado foram realizados 113 atendimentos. A ação reuniu atendimentos da ouvidoria, orientação jurídica, serviços de saúde, vacinação e oportunidades de emprego, aproximando o ministério público da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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