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Colheita da safra 2025/26 chegando ao fim; mercado reage ao tarifaço

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A colheita brasileira de café entra na fase final com um dos ritmos mais rápidos dos últimos anos. Até 6 de agosto, 94% do volume estimado para a safra 2025/26 já havia sido retirado do campo, superando os 92% do mesmo período de 2024 e a média histórica de 89%.

O conilon praticamente encerrou o ciclo, com 99% colhido, enquanto o arábica chegou a 91%, avanço de seis pontos percentuais na semana. Apesar do bom desempenho, parte dos produtores de arábica relata quebra de renda nesta reta final, reflexo de preços menos compensadores.

O Brasil segue como maior produtor e exportador mundial, tendo embarcado, em 2024, mais de 50 milhões de sacas de 60 kg — um recorde histórico. Até o primeiro semestre de 2025, os Estados Unidos se mantinham como principal destino, respondendo por cerca de 16% dos embarques nacionais, o equivalente a mais de 8 milhões de sacas. Essa relação sólida, no entanto, entrou em zona de incerteza desde a adoção, em 6 de agosto, da tarifa de 50% sobre o café brasileiro pelo governo norte-americano.

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O novo imposto criou um ambiente de tensão no mercado internacional. Até o início de agosto, Nova York (arábica) e Londres (robusta) registraram forte volatilidade, com operadores tentando mensurar os efeitos da medida e buscando alternativas de abastecimento. Entre 31 de julho e 7 de agosto, o contrato de arábica para setembro subiu 0,7%, para 297,80 centavos de dólar por libra-peso, e o robusta avançou 0,5%. No dia 8, ambas as bolsas operavam com alta próxima de 3%.

No curto prazo, a escassez de estoques certificados e a procura por outros fornecedores mantêm os preços firmes. No entanto, analistas alertam que, se o repasse ao consumidor final nos EUA for elevado, a demanda pode encolher, pressionando as cotações no médio e longo prazos. No mercado físico brasileiro, o arábica de boa bebida no Sul de Minas se manteve em R$ 1.810 a saca, enquanto o conilon tipo 7 em Vitória (ES) caiu 1,5%, para R$ 1.000. A queda de 3,2% do dólar na semana ajudou a conter altas internas.

Como contraponto à barreira tarifária, a China autorizou a entrada de 183 exportadoras brasileiras de café, movimento visto pelo setor como oportunidade para diversificar destinos e reduzir a dependência do mercado norte-americano. Embora o perfil de consumo chinês ainda seja menor que o dos EUA, a demanda tem crescido de forma consistente, especialmente por cafés especiais e robusta, o que pode amenizar parte dos impactos do tarifaço sobre as receitas brasileiras.

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Fonte: Pensar Agro

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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