Nacional

Tráfego no viaduto de acesso a São Lourenço do Sul, na BR-116/RS, é liberado

Publicado

A partir desta quarta-feira (13), os motoristas que circulam pela BR-116/RS já podem utilizar o viaduto de acesso a São Lourenço do Sul e ao distrito de Boqueirão, no Rio Grande do Sul. Com a liberação, os usuários deixam de percorrer cinco quilômetros extras para fazer retornos, trajeto usado há mais de um ano por conta de intervenções no local.

A nova estrutura reduzirá pontos de conflito no trânsito, diminuindo o risco de acidentes para motoristas e pedestres que circulam pela principal ligação entre o sul do estado e os portos da região.

A obra foi executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e integra o Novo PAC, com investimento de R$43 milhões. O viaduto em formato de trevo possui um elevado de 70 metros, pista dupla e alças que facilitam o acesso entre as vias.

Rumo ao Sul

Além de mais segurança para os cidadãos gaúchos, a expectativa é de que o novo acesso contribua para o turismo local. Conhecida como “Pérola da Lagoa”, São Lourenço do Sul é um dos principais destinos de visitantes da região. Durante o verão, a população chega a triplicar, passando de cerca de 50 mil para 150 mil habitantes, atraídos pelas praias ao longo da orla na Lagoa dos Patos e pelas opções de lazer na cidade.

Leia mais:  Ministério dos Transportes autoriza serviços e aviso de licitação para obras estratégicas nas BRs-319 e 174 no Amazonas

O município também é destaque pelo roteiro rural Caminho Pomerano. O percurso reúne gastronomia típica, artesanato, ervas medicinais, prédios históricos e propriedades familiares que preservam a tradição dos imigrantes pomeranos, usando da história e cultura local para atrair cada vez mais pessoas.

Obra na pista

O novo viaduto faz parte da duplicação da BR-116/RS entre Guaíba e Pelotas. O projeto atenderá diretamente 12 municípios da região, por onde circulam diariamente, em média, 3,8 mil caminhões de carga e mais de 2,2 mil veículos de passeio.

Entre os serviços previstos, estão travessias urbanas, ruas laterais, retornos operacionais, pontes, viadutos e passarelas.

A BR-116 é a maior rodovia do país e, no Rio Grande do Sul, é a principal via de acesso ao sul do estado e ao Porto de Rio Grande, sendo também um importante corredor de escoamento da produção entre o Brasil e o Mercosul.

Além de São Lourenço do Sul, outros três viadutos já foram inaugurados no estado, em Barra do Ribeiro, Turuçu e Arroio do Padre. Também já estão em operação 180 dos 211,2 quilômetros de novas pistas, totalizando 85,9% das obras de duplicação liberadas ao tráfego. Atualmente, estão em execução mais dois viadutos em Camaquã e uma ponte em Cristal.

Leia mais:  Operação Mulher Segura amplia combate à violência de gênero com investimento de R$ 18 milhões

Com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Integração entre União e forças de segurança amplia execução do Brasil Contra o Crime Organizado

Publicado

Brasília, 14/6/2026 – O avanço do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em 12 de maio, tem sido marcado pela atuação conjunta entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), forças federais e instituições estaduais de segurança pública. Desde o lançamento da iniciativa, o Governo Federal tem ampliado o diálogo com os órgãos responsáveis pela execução das políticas de segurança nos estados, buscando alinhar estratégias, compartilhar informações e fortalecer a capacidade operacional das equipes que atuam no enfrentamento ao crime organizado.

A integração entre União e estados é um dos pilares do programa, que reúne ações voltadas à descapitalização das facções criminosas, ao combate ao tráfico de drogas e armas, ao fortalecimento do sistema prisional, ao aprimoramento da investigação criminal e à ampliação da inteligência policial.

Nos primeiros 30 dias de execução, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado mobilizou 9.964 profissionais de segurança pública em 11 operações integradas realizadas em todo o País. As ações resultaram em 7.961 prisões, na apreensão de 82,5 toneladas de drogas, 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, 20.686 munições e 2,5 kg de explosivos, além de prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a participação das forças estaduais e federais é essencial para que as ações tenham continuidade e alcance nacional. “A integração federativa não é apenas desejável — ela é condição para resultados duradouros. O enfrentamento ao crime organizado exige união entre instituições, compartilhamento de informações e valorização dos profissionais que estão diariamente nas ruas”, afirmou.

Aproximação com polícias estaduais
Como parte desse esforço de integração, o MJSP tem ampliado a interlocução com os colegiados que representam as forças estaduais de segurança pública.

Leia mais:  Novo marco: Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal é reconhecida como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação

O Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG) passou a integrar uma agenda permanente de diálogo com o MJSP, com o objetivo de discutir estratégias operacionais, demandas institucionais e ações de fortalecimento das polícias militares em todo o País.

A aproximação também ocorre com as polícias civis. Recentemente, foi criado o Conselho Nacional da Polícia Civil, iniciativa voltada à ampliação da articulação entre as instituições e ao fortalecimento da cooperação nacional em temas como investigação criminal, inteligência e combate às organizações criminosas.

A construção conjunta de políticas públicas busca aproximar o planejamento nacional da realidade enfrentada diariamente pelos estados, permitindo que as ações do programa sejam executadas de forma coordenada.

Fortalecimento das forças federais
No âmbito das forças vinculadas ao MJSP, a integração também avançou com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal Federal.

Na última sexta-feira (12), o ministro Wellington Lima reuniu os dirigentes das três forças federais vinculadas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para reforçar a atuação integrada no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O encontro deu continuidade a uma agenda permanente de coordenação institucional, que prevê reuniões periódicas para o alinhamento de estratégias e o aperfeiçoamento das ações conjuntas.

A Polícia Federal mantém operações contínuas contra grupos criminosos em diferentes regiões do País, enquanto a Polícia Rodoviária Federal atua no combate ao transporte de drogas, armas e outros ilícitos. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) desenvolve ações para ampliar o controle das unidades prisionais e impedir a atuação de lideranças criminosas a partir dos presídios.

Apoio e valorização dos profissionais
Além das ações operacionais, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado também prevê investimentos na estrutura e na capacitação dos profissionais que atuam na segurança pública.

Leia mais:  Prazo para envio de propostas à Enccla é ampliado para 30 de setembro

Nos últimos 30 dias, a Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (DSusp) promoveu cursos nas áreas de comparação balística, papiloscopia e cadeia de custódia, capacitando 131 profissionais de diferentes unidades da Federação. As iniciativas receberam investimento de R$ 244,3 mil.

O programa também destinou R$ 116,9 mil para a aquisição de sete freezers científicos voltados ao fortalecimento da estrutura pericial em unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Outro avanço institucional foi o reconhecimento do MJSP como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT). A medida permite ampliar parcerias, desenvolver pesquisas e transformar dados e conhecimento técnico em soluções aplicadas à segurança pública.

O reconhecimento também recebeu avaliação positiva de entidades ligadas à perícia oficial, que destacaram a importância da aproximação entre ciência, tecnologia e segurança pública para aprimorar a produção de provas e a investigação criminal.

Investimentos para ampliar capacidade operacional
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado possui previsão de R$ 11,1 bilhões em investimentos e reúne iniciativas voltadas à estruturação das forças de segurança, à modernização tecnológica, à inteligência, ao sistema prisional e à cooperação entre os entes federativos.

Entre as ações já executadas estão investimentos em capacitação, equipamentos periciais, operações integradas e apoio ao emprego da Força Nacional de Segurança Pública.

A valorização dos profissionais e o fortalecimento da cooperação institucional fazem parte da estratégia do programa para ampliar a capacidade do Estado brasileiro no enfrentamento às organizações criminosas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana