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Operação Silêncio Digital: Polícia Civil de Pernambuco deflagra ação contra extorsão e lavagem de dinheiro

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Brasília, 13/08/2025 – A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quarta-feira (13), a 46ª Operação de Repressão Qualificada de 2025, denominada Silêncio Digital, para desarticular uma organização criminosa envolvida em extorsão mediante sequestro, lavagem de dinheiro e crimes correlatos, como associação criminosa e uso indevido de ativos virtuais para ocultação de valores ilícitos.

A investigação, iniciada em março, resultou na expedição de quatro mandados de prisão, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, autorizadas pela 2ª Vara Criminal do Recife (PE).

Ao todo, 45 agentes de segurança pública participaram da operação, que contou com o suporte técnico da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel), do Laboratório de Inteligência Cibernética do estado (Ciber-PE) e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O Ciberlab, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, atuou por meio do seu Núcleo de Operações em Criptoativos e foi responsável por fornecer suporte técnico especializado para a localização e o rastreamento dos valores em ativos virtuais movimentados pela organização criminosa. A atuação do núcleo permitiu mapear fluxos financeiros e identificar endereços de carteiras digitais usados na ocultação de recursos ilícitos.

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O secretário da Senasp, Mario Sarrubbo, explica que a atuação do Ciberlab foi muito importante, visto que o laboratório deu todo o suporte no campo digital, em especial na localização de ativos e de carteiras de criptoativos, e que isso foi determinante para o sucesso da operação. “Esse é o espírito do nosso laboratório cibernético, no Ministério da Justiça e Segurança Pública. É o espírito colaborativo, sempre buscando integração e aprimoramento das operações no campo digital.”

A ação também contou com o apoio da Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização e da Polícia Civil do Rio Grande do Norte.

Legislação

Segundo a legislação brasileira, os crimes praticados são: extorsão mediante sequestro (Art. 159 do Código Penal); associação criminosa (Art. 288 do Código Penal); e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98). Em caso de condenação, o máximo de pena por todos os crimes e de forma cumulativa, pode ultrapassar 28 anos de reclusão.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Lei fortalece rede de proteção às mulheres e amplia ações de prevenção ao feminicídio

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Brasília, 11/5/2026 – O Governo Federal reforçou as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher com a ampliação da rede de acolhimento, assistência e acesso à Justiça em todo o País, por meio da Lei nº 15.398, que institui o programa Antes que Aconteça. O texto, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (4), prevê ações de capacitação, atendimento especializado e uso de ferramentas tecnológicas e inteligência artificial para prevenir situações de risco.

O Antes que Aconteça é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), para assegurar suporte jurídico, social e psicológico às vítimas de violência doméstica, além de fortalecer a autonomia financeira das mulheres por meio de qualificação profissional.

O programa reúne iniciativas para levar o conhecimento sobre direitos às mulheres em regiões periféricas do País, como o Defensoras Populares. Somente nos meses de março e abril deste ano, a ação formou 600 mulheres para atuação em suas comunidades e prevê capacitar outras 600 em dez estados até junho, totalizando 1,2 mil mulheres alcançadas. O total investido nas ações do Antes que Aconteça ultrapassa R$ 70 milhões.

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As Salas Lilás também integram a iniciativa. Os espaços unem estrutura física e atendimento jurídico e social em áreas de vulnerabilidade. Atualmente, conta com 50 unidades — 48 na Paraíba (PB) e duas no Rio de Janeiro (RJ) — além de vans, carretas e micro-ônibus destinados ao atendimento itinerante, o que amplia a cobertura dos serviços e garante suporte a mulheres em situação de risco.

Como a iniciativa atua na prevenção da violência

A proposta busca garantir que mulheres em situação de vulnerabilidade tenham meios efetivos para acionar o sistema de Justiça. Integrada ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, a política pública também fortalece a articulação entre União, estados e municípios no enfrentamento à violência de gênero.

O projeto também aposta no uso de tecnologia para antecipar situações de risco, com recursos como monitoramento por inteligência artificial, alertas de aproximação do agressor e mapeamento de risco.

Para a secretária da Saju, Sheila de Carvalho, a sanção garante maior eficácia jurídica à proteção feminina. “Nossa prioridade é assegurar que as ferramentas previstas na nova lei, como o atendimento móvel e a capacitação comunitária, cheguem efetivamente à ponta, fortalecendo a rede de apoio e garantindo que nenhuma mulher enfrente o ciclo da violência sem o devido amparo institucional”, ressalta.

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Estrutura da política pública

O Antes que Aconteça está estruturado em quatro pilares fundamentais:
* acolhimento, apoio e atendimento especializado às mulheres e meninas em situação de violência;
* educação, formação e capacitação;
* prevenção, combate e reparação à violência contra a mulher;
* governança e cooperação, com produção de dados, monitoramento e avaliação das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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