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Plano Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais é o “diagnóstico do futuro”, diz secretária do MMA

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) iniciou, na última quarta-feira (13/08), em Brasília, a segunda oficina de construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. O evento vai durar três dias e será encerrado no final da tarde desta sexta-feira (15/8).

O plano tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável e a valorização dos modos de vida e dos direitos dos povos e comunidades tradicionais (PCTs), reconhecendo sua importância para a identidade, diversidade e cultura da nação brasileira.

Na avaliação da secretária Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT) do MMA, Edel Moraes, ao reunir as demandas dos 28 segmentos de PCTs existentes no país, a oficina elabora o “diagnóstico do futuro”. “É aqui que reafirmamos nossa dignidade como força. Se no primeiro encontro, o passo foi dizer quem somos, hoje nós damos mais um passo para dizer o que queremos e para construir juntos o nosso caminho”.

Durante o encontro, a secretária destacou a importância do protagonismo dos povos e comunidades na conservação ambiental. “A inspiração que me move neste momento é uma frase que carrego comigo: na floresta tem gente. A frase rompe com a falsa ideia de que a conservação e o desenvolvimento sustentável afastam as pessoas da natureza”, afirmou.

Ao contrário, prosseguiu a secretária, é a presença dos povos e comunidades tradicionais que mantém o que há de floresta viva e em pé em várias partes do país. “É hora de reconhecer de forma inequívoca que esses povos não são um obstáculo para nada, são trabalhadores, são produtores da sociobiodiversidade brasileira”, reforçou.

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Ela fez menção ao legado do primeiro encontro de povos e comunidades tradicionais, realizado em 2005, vinte anos atrás, na cidade de Luziânia (GO). “De lá para cá, avançamos, sim. O Decreto 6.040/2007 [que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais] foi um grande passo, ganhamos reconhecimento, criamos leis, consolidamos espaços de participação. É por isso que estamos aqui hoje”, disse.

Apesar dos avanços, segundo Edel, ainda há muito a ser conquistado, como regularização fundiária, fundamental para a autonomia das comunidades, respeito à organização própria de cada povo, fim da violência e transversalidade nas políticas públicas, com mais saúde, educação, cultura e conservação do meio ambiente para as pessoas que vivem nos territórios tradicionais.

Por isso, garantiu, o governo federal está empenhado em elaborar o plano. “Isso é para que nunca mais o Estado brasileiro diga que não sabe o que os povos e comunidades tradicionais querem”.

Participaram, ainda, da solenidade a diretora do Departamento de Gestão Socioambiental e Povos e Comunidades Tradicionais da SNPCT/MMA, Cláudia Pinho; o presidente do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), Samuel Caetano; o secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Edmilton Cerqueira; e a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg.

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O Ministério da Pesca e Aquicultura foi representado pelo diretor substituto do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal, Quêner Chaves dos Santos, e o Ministério da Igualdade Racial pela coordenadora-geral de Políticas para os Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e Matriz Africana, Eloá Moraes. 

Oficina
A segunda oficina reúne cerca de 150 representantes de comunidades tradicionais de diversas localidades do País, além de especialistas da sociedade civil convidados pelo MMA. A iniciativa conta com o apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).

Durante os três dias, eles vão avaliar, ponto a ponto, itens do texto inicial produzido na primeira oficina, que ocorreu no primeiro semestre.

O encontro é uma das etapas finais de elaboração do plano. Até sexta-feira, os participantes deverão aprovar as propostas do plano, contendo as propostas de eixos e ações que deverão contemplar os 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais, entre eles, pescadores, quilombolas, pantaneiros, quebradeiras de coco babaçu, extrativistas, geraizeiros, ciganos, pomeranos, comunidades de terreiro e faxinalenses.

Posteriormente, o documento será submetido à consulta pública. A previsão é que a versão final do esteja pronta e seja lançada em novembro, durante a COP 30, em Belém (PA).

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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