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Foram divulgados os primeiros boletins informativos do monitoramento pesqueiro participativo na bacia Tocantins-Araguaia

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Foram publicados, em julho, os primeiros boletins de monitoramento pesqueiro na Bacia Tocantins-Araguaia. Essas publicações fazem parte do projeto “A bioeconomia da pesca artesanal nos estados de Tocantins e Roraima: caminhos seguros para a inclusão socioeconômica e estruturação da cadeia produtiva” (Propesca 2),  que acompanhou os desembarques da pesca artesanal em cinco municípios no Tocantins: Araguatins, Araguacema, Esperantina, Couto Magalhães e Xambioá. O projeto é executado pela Embrapa e financiado pelo MPA por meio da Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura.

A iniciativa junto ao MPA, iniciou-se no final de 2023 e se extenderá até o ano de 2026, sendo executada com a pretensão de, durante este período, gerar dados de monitoramento e estatística da atividade pesqueira artesanal, além de levantamento de dados da bioeconomia da atividade na região do tocantins-araguaia. Reafirmando o compromisso do MPA com a pesquisa e o levantamento de dados.

Para a composição dos boletins e levantamento das informações, monitores pesqueiros são encarregados de monitorar cada embarcação que chega do rio para contabilizar a quantidade de desembarques e pescadores e a quantidade de pescado obtido por quilograma, dando destaque às espécies mais capturadas de pescado em cada um dos cinco municípios. Também são contabilizados as informações de receita e despesas relacionada a quantidade total de desembarques de cada mês. Há um monitor pesqueiro disponível para cada município incluído no projeto.

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O Propesca 2 é encabeçado pelo pesquisador Adriano Prysthon, da Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió-AL), e tem o objetivo de incentivar a estruturação da cadeia produtiva da pesca artesanal no Tocantins e em Roraima por meio das informações contínuas de desembarques, ampliando a participação das comunidades tradicionais de pescadores nas tomadas de decisão. O projeto também contribui para a retomada da estatística pesqueira brasileira e para o resgate e a valorização dos conhecimentos tradicionais da pesca artesanal.

Como exemplo do monitoramento pesqueiro que ocorreu em um dos cinco municípios de Tocantins incluídos para o projeto Propesca, no boletim referente ao município de Araguatins/TO, ao todo, foram monitoradas 303 embarcações e 219 pescadores, que angariaram em torno de 16 toneladas de pescado e arrecadaram uma renda bruta de R$173.067,00. Vale ressaltar que durante o período de defeso incluso no monitoramento, também houve atividade pesqueira, porém em menor quantidade, sendo a menor produção durante todo o período. Sessenta e três (63) desembarques entraram no monitoramento, com uma produção de 213 quilos de pescado. No período de defeso, ou piracema, a pesca é permitida apenas para consumo e o monitoramento pesqueiro nesse período tem o objetivo de avaliar a importância do pescado na alimentação da população local.

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Seguem os boletins:

Boletim 39 – Clique aqui e acesse.
Boletim 40 – Clique aqui e acesse.
Boletim 41 – Clique aqui e acesse.
Boletim 42 – Clique aqui e acesse.
Boletim 43 – Clique aqui e acesse.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Exportações de café do Brasil somam 3,1 milhões de sacas em abril, mas receita cai 17,7%

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As exportações brasileiras de café totalizaram 3,122 milhões de sacas de 60 quilos em abril de 2026, registrando leve alta de 0,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar do avanço no volume embarcado, a receita cambial do setor apresentou forte retração de 17,7%, somando US$ 1,109 bilhão no período.

Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

Em abril de 2025, o Brasil havia exportado 3,105 milhões de sacas, com receita de US$ 1,347 bilhão.

Nova safra de conilon e robusta impulsiona embarques

Segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Márcio Ferreira, o crescimento nos embarques reflete principalmente a entrada dos cafés canéforas da nova safra, especialmente conilon e robusta.

“Em abril, já foi possível observar a entrada de conilon e robusta colhidos neste ano, que se somam a alguns cafés remanescentes da colheita anterior”, afirma.

Por outro lado, a redução da receita cambial foi influenciada pela queda das cotações internacionais do café em relação ao ano passado.

Exportações acumuladas seguem abaixo de 2025

No acumulado dos dez primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e abril de 2026, o Brasil exportou 32,247 milhões de sacas de café, volume 19,4% inferior ao registrado no mesmo intervalo da temporada anterior.

Apesar da retração nos embarques, a receita cambial acumulada cresceu 0,8%, alcançando US$ 12,551 bilhões.

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Já no ano civil de 2026, entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram 11,619 milhões de sacas, queda de 16,1% frente aos 13,843 milhões embarcados no primeiro quadrimestre de 2025.

A receita cambial no período chegou a US$ 4,490 bilhões, recuo de 14,4% na comparação anual.

Segundo Ferreira, o desempenho mais fraco já era esperado pelo setor devido à menor disponibilidade de café arábica remanescente da safra anterior.

Café arábica lidera exportações, mas canéforas avançam forte

O café Café Arábica segue como principal produto exportado pelo Brasil em 2026.

Entre janeiro e abril, os embarques da variedade somaram 8,984 milhões de sacas, equivalentes a 77,3% do total exportado pelo país, apesar da queda de 23,4% frente ao mesmo período do ano passado.

O segmento de café solúvel aparece na sequência, com 1,338 milhão de sacas exportadas e crescimento de 4,1%.

Já os cafés canéforas — conilon e robusta — registraram forte avanço. Os embarques atingiram 1,284 milhão de sacas, alta de 58,8% na comparação anual.

Segundo o Cecafé, apenas em abril as exportações de robusta e conilon cresceram 374% frente ao mesmo mês de 2025.

Alemanha lidera compras do café brasileiro

A Alemanha permaneceu como principal destino do café brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026.

O país importou 1,563 milhão de sacas, volume equivalente a 13,4% das exportações totais do Brasil no período.

Na sequência aparecem:

  • Estados Unidos: 1,390 milhão de sacas
  • Itália: 1,182 milhão de sacas
  • Bélgica: 713,790 mil sacas
  • Japão: 612,720 mil sacas
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Os Estados Unidos registraram a maior retração proporcional entre os principais compradores, com queda de 41,5% nos embarques.

Cafés diferenciados representam quase 18% das exportações

Os cafés diferenciados — categoria que engloba produtos especiais, sustentáveis e certificados — responderam por 17,9% das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2026.

Os embarques desse segmento totalizaram 2,076 milhões de sacas, com receita de US$ 919,888 milhões.

O preço médio dos cafés diferenciados ficou em US$ 443,03 por saca.

Mesmo com a retração nos volumes exportados, o segmento segue estratégico para agregação de valor e ampliação da competitividade do café brasileiro no mercado internacional.

Porto de Santos concentra maior parte dos embarques

O Porto de Santos permaneceu como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café no primeiro quadrimestre de 2026.

O terminal respondeu por 74,7% dos embarques totais, com movimentação de 8,678 milhões de sacas.

Na sequência aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 2,476 milhões de sacas exportadas, e o Porto de Paranaguá, responsável por 132,487 mil sacas.

O desempenho das exportações segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, especialmente diante das oscilações nas cotações internacionais e da evolução da nova safra brasileira de café.

Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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