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MJSP participa de debate sobre uso de inteligência artificial com perspectiva de gênero

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Brasília, 20/08/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou, na terça-feira (19), do seminário Política Externa Feminista Inclusiva: Perspectivas e Desafios para a América Latina, no Instituto Rio Branco, em Brasília (DF). O encontro foi uma iniciativa do Observatório de Política Externa Feminista Inclusiva (Opefi).

A secretária Nacional de Direitos Digitais, Lílian Cintra de Melo, representou o MJSP na mesa de debate sobre Inteligência Artificial e Política Externa Feminista: Novos Desafios e Fronteiras. Ela estava ao lado de especialistas do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), como a pesquisadora Luisa Lobato e a cientista da computação e pesquisadora Nina da Hora, além da representante da Embaixada da França Julie Maraval.

Durante o encontro, Lílian destacou que a inteligência artificial (IA) já faz parte da vida da sociedade e que seu desenvolvimento não é neutro, pois padrões tecnológicos envolvem escolhas políticas que podem reproduzir desigualdades históricas. “Uma abordagem de IA com perspectiva de gênero exige decisões conscientes para evitar vieses e conteúdos discriminatórios, garantindo que a tecnologia promova inclusão e não violência”, afirmou.

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A secretária ressaltou ainda que a Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, tem participado de fóruns multilaterais. A ideia é apresentar a perspectiva tecnológica voltada à democratização do acesso à informação, à ciência e ao desenvolvimento, assim como demonstrar os impactos sociais da IA. Ela apontou que, embora os problemas de discriminação não sejam exclusivos da tecnologia, a IA potencializa sua disseminação em grande escala, tornando urgente a criação de diretrizes claras e éticas sobre o tema.

Lílian destacou o trabalho feito pelo MJSP nos debates internacionais sobre o uso responsável da inteligência artificial, incluindo preocupações com vieses discriminatórios e reconhecimento facial, além do desenvolvimento de guias setoriais e públicos que orientam a sociedade sobre como aproveitar os benefícios da tecnologia de forma segura e inclusiva. Segundo a secretária, o MJSP busca equilibrar avanços tecnológicos com cautela regulatória, promovendo uma inteligência artificial ética e alinhada aos princípios de gênero, diversidade e sustentabilidade.

Opefi

O Observatório de Política Externa Feminista é uma iniciativa da sociedade civil brasileira para o desenvolvimento de pesquisa acadêmica e debates sobre as potenciais contribuições dos feminismos latino-americanos para a construção dos saberes sobre a agenda de Política Externa Feminista.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

MJSP transforma Defensoria em Todos os Cantos em programa nacional e premia iniciativas de acesso à Justiça

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Brasília, 20/5/2026 – No Dia do Defensor Público, celebrado na terça-feira (19), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou a entrega do prêmio Defensoria em Todos os Cantos, em solenidade no Palácio da Justiça, na capital federal.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju) e busca reconhecer, valorizar e dar visibilidade a projetos desenvolvidos por defensorias públicas que contribuam para a garantia de direitos e a redução das desigualdades, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, destacou que o edital vai além de uma premiação ao reconhecer e fortalecer experiências transformadoras desenvolvidas pelas Defensorias Públicas da União, dos estados e do Distrito Federal.

“São iniciativas que enfrentam desigualdades estruturais, promovem justiça racial, fortalecem os direitos das mulheres, ampliam o uso da tecnologia no acesso à Justiça e atuam na proteção socioambiental, no sistema prisional, nas ouvidorias externas e em tantas outras frentes essenciais para a efetivação de direitos”, afirmou o ministro.

Durante a cerimônia, Wellington Lima assinou a portaria que institui oficialmente o Defensoria em Todos os Cantos como programa nacional.

O dispositivo de honra também contou com a presença da defensora pública-geral federal, Tarcijany Machado; da presidente do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais, Luziane Castro; da presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciana Grando Bregolin; e da coordenadora da Plataforma Justa e integrante da banca de avaliação do projeto, Luciana Zafallon.

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“O trabalho de defensoras e defensores públicos precisa ser reconhecido e fortalecido. Enquanto houver pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade no Brasil, a defensoria seguirá como instituição essencial para a garantia da justiça, dos direitos e da democracia”, ressaltou a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

Defensoria em todos os cantos
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Reconhecimento nacional

Ao todo, sete projetos foram vencedores, além de uma menção honrosa em cada eixo temático, que incluiu áreas como justiça criminal e sistema prisional, justiça racial, justiça socioambiental, enfrentamento à violência e direitos das mulheres. Cada iniciativa vencedora receberá prêmio de R$ 120 mil.

Para a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, as defensorias públicas exercem papel estratégico na redução das desigualdades sociais e no fortalecimento da cidadania.

“O projeto traduz uma ideia poderosa presente na Constituição: para ser justa, a Justiça precisa alcançar todas as pessoas, realidades e territórios do Brasil, e não apenas as grandes capitais”, destacou a titular da Senajus.

As premiações foram entregues por secretários do MJSP, entre eles André Garcia (Senappen), Marta Machado (Senad), Chico Lucas (Senasp) e Ricardo Morishita (Senacon); pelo diretor de Promoção de Direitos Digitais da Sedigi, Victor Durigan; pelo deputado federal Stélio Dener; pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Caroline Dias; além de representantes das defensorias públicas.

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Confira a lista de vencedores e menções honrosas

Justiça Criminal e Sistema Prisional
* 1º lugar: Inspeções em Dias de Visita em Unidades Prisionais (SP)
* Menção honrosa: Alerta 180 (MT)

Enfrentamento às Desigualdades Estruturais
* 1º lugar: Central de Vagas em Creches da Defensoria Pública de Rondônia (RO)
* Menção honrosa: Defensorias do Araguaia – Defensoras e Defensores Públicos pelos Povos Originários do Tocantins (TO), Mato Grosso (MT) e Goiás (GO)

Inovação e Tecnologia para Ampliação do Acesso à Justiça
* 1º lugar: Na Porta da Comunidade (CE)
* Menção honrosa: Pacifica.DEF (PR)

Justiça Socioambiental, Povos e Comunidades Tradicionais
* 1º lugar: Bem Viver: atendimento intercultural em territórios indígenas (AM)
* Menção honrosa: Justiça socioambiental e climática: proteção dos territórios tradicionais, da Defensoria Pública do Estado do Pará (PA)

Justiça Racial
* 1º lugar: Ação Cidadã Infância sem Racismo: por uma Educação Antirracista (BA)
* Menção honrosa: Turma da Mel da Defensoria Pública de Rondônia (RO)

Enfrentamento à Violência e Direitos das Mulheres
* 1º lugar: DefenDelas (SC)
* Menção honrosa: Projeto RenovAÇÃO Homens (DF)

Iniciativas das Ouvidorias Externas
* 1º lugar: Projeto Educação Escolar Indígena como Direito (RS)
* Menção honrosa: Projeto Ìmọ́lẹ: o direito à energia e à dignidade nos territórios tradicionais (MA)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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