Turismo

Grandes shows e festivais movimentam setor de turismo no Brasil

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Sim, ela vem! Madonna estará no Brasil. Após muita especulação a cantora confirmou sua vinda ao país para realizar um show na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). Esse é apenas um dos grandes eventos que prometem movimentar o setor de turismo do Brasil neste primeiro semestre do ano.

Antes mesmo do anúncio oficial, a procura por hospedagens na cidade já havia crescido 30%, segundo um levantamento realizado pelo HotéisRIO. É o caso do bancário Bruno Cardoso, que mora em Brasília, e preferiu garantir sua ida ao Rio de Janeiro. “Eu sou muito fã da Madonna, então assim que o show foi anunciado, ainda quando era um boato, eu não pensei duas vezes e comprei as passagens aéreas e fiz a reserva de hotel ali próximo da região”, contou.

Segundo o site Booking.com, o Rio de Janeiro já é o destino doméstico mais buscado por brasileiros na plataforma entre 3 e 5 de maio, e a quinta cidade mais buscada por viajantes globais nas Américas, atrás apenas de Nova York, Las Vegas, Orlando e Cancún. Tudo isso aponta um reflexo na movimentação turística na cidade.

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LOLLAPALOOZA – Mas não é apenas o show da “Rainha do Pop” que deve aquecer a movimentação turística pelo país. O festival Lollapalooza que abre as portas oficialmente a partir desta sexta-feira (22.03) e segue até domingo (24.03), em São Paulo, deve atrair um público de aproximadamente 241 mil pessoas, segundo as expectativas da organização do evento.

De acordo com uma pesquisa feita há dois meses pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP), a estimativa de taxa de ocupação dos hotéis da cidade já era de 65% para este fim de semana.

Segundo dados do Observatório de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo (OTE), o Lollapalooza movimentou cerca de R$931,3 milhões, de forma direta e indireta, em 2023. A pesquisa mostrou ainda que cada turista gastou em média R$3.499,02 na cidade durante o festival.

“Isso mostra o impacto positivo do setor de eventos dentro da cadeia produtiva do turismo, que beneficia desde o grande empresário, setor aéreo, comércio local, até o vendedor ambulante. Atrair cada vez mais esses grandes shows e festivais para o Brasil significa movimentar nossa economia e gerar renda e produtividade em escala no país”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

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CONHEÇA O BRASIL: VOANDO – Lançado pelo Ministério do Turismo e o Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a ABEAR e as empresas aéreas, o programa tem o objetivo de impulsionar o setor de viagens no país por meio de ações e medidas que serão desenvolvidas pelos envolvidos.

O programa une esforços do governo federal e da iniciativa privada para que mais brasileiros voem e conheçam o Brasil, com a adoção de benefícios como o Stopover. A modalidade, já oferecida pela Gol e a Latam em Brasília (DF) e São Paulo (SP), permite que, com apenas uma passagem aérea, clientes conheçam uma localidade intermediária antes de seguir viagem até o destino final.

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Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Muito além das paisagens: identidade é a nova aliada dos estados para impulsionar o turismo e atrair investimentos

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A força de uma marca que comunica valores, estilo de vida e cultura de uma região tornou-se um ativo estratégico para os estados brasileiros no mercado turístico. Para além de praias e monumentos, a busca por uma identidade clara e autêntica (“branding”) foi o tema central no último dia da programação do Salão do Turismo, que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

“O Ministério do Turismo reúne aqui todas as regiões do país para esse diálogo mais amplo, para essa troca de experiências. As marcas, hoje, comunicam valores, estilo de vida, cultura e diferenciais capazes de influenciar a decisão de viagem dos turistas. Então essa troca é muito valiosa para todo o setor”, destacou, na abertura do seminário, o coordenador-geral de Marketing do Ministério do Turismo, Fábio Simonetti.

Ana Claudia Rego, da Secretaria de Turismo do Amazonas, apresentou a marca da Amazônia, criada em conjunto com os outros estados da região Norte do país. A ideia, segundo ela, é a Amazônia como destino turístico internacional, focando na preservação ambiental, no desenvolvimento sustentável e na valorização dos povos locais. “A gente criou uma identidade. Posicionou a Amazônia como destino sustentável, polo de negócios verdes, uma referência de biodiversidade e cultura. Todo destino tem uma referência. Na promoção turística, nós vamos utilizar a marca em todas as nossas peças promocionais”, disse.

Já Daniella Barbosa, da Secretaria de Turismo de Goiás, destacou que a marca que representa o estado levou em conta o retorno das pessoas do estado. “Trabalhamos em uma expressão que pega. O ‘Bora’ é uma expressão muito goiana. A gente quer levar a nossa ‘goianidade’ para o mundo. E obviamente que vamos adaptando essa expressão, desdobrando em vários nichos: bora pescar, bora trilhar”, explicou.

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Guilherme Lourenço, que representou o estado de Minas Gerais, explicou a força do encontro em Belo Horizonte, seja na gastronomia ou na cultura, para a criação da marca para a cidade. Segundo Lourenço, a ideia é fazer desse encontro uma memória afetiva. “A gente acredita que destinos fortes constroem narrativas fortes. A marca de Belo Horizonte surge para fortalecer o posicionamento da nossa cidade, para criar um fortalecimento nacional e internacional. Também acreditamos que a marca é feita de escuta, então fizemos esse processo para conectar as pessoas da cidade”, disse. “As pessoas falam ‘BH’ e acabam se conectando de forma afetiva com a cidade”, concluiu Lourenço.

A força da tradição de uma marca foi o ponto principal da apresentação de Álvaro Machado, servidor da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul há mais de 30 anos. Segundo ele, para se criar uma nova marca é preciso ter em mente o real motivo para isso. 

“Estamos usando uma marca principal há quase 15 anos. Na identidade visual, por exemplo, temos a cuia de chimarrão, que tanto identifica o gaúcho. Então se um posicionamento está dando certo, não há necessidade de mudança. Não vamos gastar recurso para fazer algo que já fizemos e que está funcionando”, destacou Álvaro.

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Por fim, Thiago Marques, da Secretaria do Turismo do Ceará, estado anfitrião do Salão do Turismo, reforçou a necessidade de responsabilidade com a marca e como essa marca se posiciona e representa um determinado local. “A marca representa o nosso estado e é a porta de entrada para quem quer conhecer o Ceará. O melhor impulso que temos na promoção turística, inclusive internacional, é a nossa marca. Então temos uma responsabilidade muito grande com a marca. A questão gráfica e visual é muito importante, pois está todo mundo concorrendo, em um evento, para sua marca se destacar”, frisou.

SALÃO DO TURISMO – Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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