Política Nacional

Audiência pública na CEsp debaterá 10 anos da Lei Profut

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A Comissão de Esporte (CEsp) aprovou, nesta quarta-feira (27), a realização de audiência pública para marcar os dez anos da sanção da Lei 13.155, de 2015, conhecida como Lei Profut, que criou o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro. A data da audiência ainda será definida pelo colegiado. 

Marco para o futebol 

A iniciativa partiu do senador Romário (PL-RJ), autor do requerimento (REQ 36/2025 – CEsp). Ele destacou que a legislação foi um marco na reestruturação financeira dos clubes, ao incentivar a gestão mais transparente, eficiente e responsável. 

O programa também estimulou a adoção de práticas de governança, equilíbrio fiscal e profissionalização no setor, com reflexos na valorização do futebol nacional. 

Objetivo 

Segundo Romário, a audiência vai reconhecer os avanços promovidos pela lei e permitir um a realização de balanço sobre os impactos e desafios atuais. 

Ele ressaltou que a proposta também reforça o papel do Parlamento na valorização da memória legislativa, no fortalecimento da governança esportiva e no compromisso com o desenvolvimento sustentável do futebol brasileiro. 

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Convidados 

Para o debate, foram sugeridos nomes ligados à formulação e à execução da lei, além de representantes de órgãos de controle e do setor esportivo. Entre eles estão: 

  • ministro do Esporte, André Fufuca; 
  • advogado e ex-deputado federal, relator da medida provisória que deu origem ao Profut, Otávio Leite; 
  • presidente da Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut), Washington Coração Valente; 
  • ex-presidente da Apfut, Luiz Mello; 
  • secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinha; 
  • Representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e
  • Presidentes dos clubes da Série A e da Série B do Campeonato Brasileiro. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF

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A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.

A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.

A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Mundial do Livro. Dep. Pedro Uczai (PT-SC)
Pedro Uczai, líder do PT

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O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.

Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.

Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.

Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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