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Avicultura brasileira já exportou mais de US$ 5,4 bilhões em 2025

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A avicultura é um dos pilares do agronegócio brasileiro e para celebrar a importância deste setor que é responsável por grande parte da produção animal, nesta quinta-feira (28) é o Dia da Avicultura.

Segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), somente de janeiro a julho deste ano, as exportações de carnes de frango e miudezas ultrapassaram US$ 5,47 bilhões, somando mais de 2,9 milhões de toneladas exportadas. Já as exportações de ovos, alcançaram o valor de mais de US$ 123,78 milhões.

“A avicultura é motivo de orgulho para o Brasil. Esse setor gera milhões de empregos, garante alimento de qualidade para os brasileiros e conquista mercados em todo o mundo”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Os principais destinos das carnes de frango brasileira são: Arábia Saudita, China, Emirados Árabes, Japão, México e Filipinas. Já das miudezas de frango são: China, Hong Kong, Gana e Arábia Saudita.

Conforme a Companhia de Abastecimento Nacional (Conab), para 2025 estima-se que a produção de carne de frango atinja um novo recorde, com projeção de 15,48 milhões de toneladas, um aumento de 1,5% em comparação a 2024.

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Neste ano, a avicultura brasileira também demonstrou a força do sistema de defesa agropecuária. Diante do primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em plantel comercial, em maio, no munícipio de Montenegro no estado do Rio Grande do Sul, o Mapa atuou em prontidão deste o primeiro momento com medidas de contenção com controle sanitário e comunicação aos organismos internacionais. Após o cumprimento do vazio sanitário de 28 dias, o Brasil notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e em junho se autodeclarou novamente livre da doença. Nesta semana, mais quatro países retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil.

“Respondemos com agilidade a gripe aviária, com base em ciência, tecnologia com um controle sanitário rigoroso. Esse compromisso é o que nos permite ampliar mercados, garantir segurança alimentar e fortalecer ainda mais a confiança na avicultura brasileira”, ressaltou o ministro Fávaro.

Assim, além de conquistar novos recordes de produção e exportação, o setor reafirma sua posição de referência mundial em sanidade e segurança alimentar.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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