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SEJA PRO+ Trabalho e Emprego é lançado no Pará com 2.400 vagas gratuitas de EJA profissionalizante

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O SEJA PRO+ Trabalho e Emprego foi lançado no dia 28 de agosto no Pará, com a oferta de 2.400 vagas gratuitas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) Profissionalizante. Inicialmente, a ação será implementada em 12 municípios: Ananindeua, Altamira, Belém, Barcarena, Bragança, Castanhal, Icoaraci, Marabá, Paragominas, Santarém e Santa Izabel.

O evento de lançamento, realizado em Belém, reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e da educação, além de jovens interessados em retomar os estudos e ampliar suas oportunidades profissionais.

A iniciativa é uma parceria entre o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI), o Departamento Nacional do SESI (DN-SESI), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o SENAI, com apoio do Sistema FIEPA, por meio do SESI e SENAI Pará. As inscrições estão previstas para a primeira quinzena de setembro.

Para o presidente do Sistema FIEPA, Alex Carvalho, oportunizar a educação é a única forma de transformar a realidade do estado. “É um orgulho reafirmar, neste momento, nossa responsabilidade de reunir esforços no lançamento do programa SEJA PRO+, pois nossa atuação na educação sempre teve como tônica o amor, o zelo, a esperança e o compromisso de transformar realidades e futuros.”

Ele destacou que a iniciativa simboliza engajamento, senso coletivo e a importância de expandir parcerias. “A EJA é um dos programas mais importantes que temos, principalmente diante da realidade que o Pará vive, pois une a formação profissional a um potente impacto social. Com a EJA, enfrentamos desigualdades profundas e esperamos preencher todas as vagas abertas pelo programa, transformando-as em oportunidades reais de mudança e justiça social”, afirmou Carvalho.

Os cursos oferecidos abrangem áreas estratégicas como almoxarife, assistente de gestão ambiental, assistente de logística, controlador e programador de produção, eletricista predial, eletricista industrial, instalador hidráulico, mecânico de manutenção em motocicletas, mecânico de refrigeração residencial e mecânico de manutenção de máquinas industriais, variando conforme a demanda local. Com duração de 14 meses, o programa também prevê bolsa auxílio aos estudantes.

O secretário Nacional da Juventude, Ronald Sorriso, reforçou que o país passa por uma inversão da pirâmide etária, o que aumenta a necessidade de investir nos jovens. 

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“Atualmente, temos mais de 9 milhões de jovens que não concluíram os estudos. A missão, tanto do poder público quanto do poder empresarial, é não deixar ninguém para trás. O lançamento do SEJA PRO+ em mais um estado busca alcançar esse objetivo. Estamos em um momento de transformação tecnológica e transição energética, e essa realidade só será construída a partir da qualificação profissional dos nossos jovens”, disse Sorriso.

Voltado a jovens entre 18 e 29 anos que precisaram interromper os estudos, o programa une educação básica e formação profissional, oferecendo oportunidade única para conclusão do ensino fundamental e médio junto à qualificação técnica do SENAI, ampliando o acesso a empregos mais qualificados e estáveis.

“Nosso objetivo não são somente os 2.400 alunos de EJA. Queremos 2.400 jovens empregados, preferencialmente na indústria. Esse é o nosso objetivo no Pará”, afirmou o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Júnior. “Precisamos trazer os jovens para a indústria, tirar essa juventude do mercado informal e levá-la ao trabalho formal, com melhor remuneração e qualidade de vida. O SESI pode contribuir para a efetivação dos direitos sociais no país.”

O diretor superintendente do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mól, destacou a reestruturação da Nova EJA, que possibilitou a criação de programas como o SEJA PRO+. 

“Sabemos que os alunos da EJA muitas vezes são invisíveis na sociedade, e nosso propósito é acabar com essa marginalização. Há 10 anos, reestruturamos a Nova EJA, reduzindo a evasão de 90% para 13%. O SEJA PRO+ reforça nosso compromisso em devolver a oportunidade para que essas pessoas continuem a construir suas vidas”, afirmou Mól.

O superintendente do SESI Pará e diretor regional do SENAI, Dário Lemos, comemorou a chegada do programa ao estado. “A EJA é um dos mais belos programas do SESI, de transformação e resgate da cidadania por meio da educação. Temos mais de 6 mil alunos matriculados na EJA e, com esse programa, temos certeza de que o trabalho se fortalecerá cada vez mais.”

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O ex-aluno da EJA, Rodrigo Pereira, contou como o programa trouxe esperança para sua trajetória. “Há três anos, uma diretora me chamou para voltar a estudar, depois de 17 anos. Hoje tenho curso de almoxarife pelo SENAI e mais seis profissões pelo EJA. Sou grato ao SESI pela qualidade dos professores, que nos escutam e entendem. Espero que este projeto incentive outras pessoas, pois mudou minha vida. A EJA me tornou quem sou hoje”, afirmou Pereira.

O assessor do MTE, Marcelo Benedito, falou sobre as rápidas mudanças no mercado de trabalho, que geram desafios para a inserção produtiva da população jovem.

Segundo ele, jovens entre 15 e 29 anos são os mais afetados, enfrentando altas taxas de desemprego, baixos salários e incertezas quanto ao futuro. Além disso, desigualdades de raça, cor, gênero e renda aprofundam a falta de oportunidades. “No Pará, cerca de 2,4 milhões de jovens estão nessa faixa etária. Destes, aproximadamente 44% vivem abaixo da linha da pobreza e 603 mil não estudam nem trabalham. É esse público que queremos alcançar com o SEJA PRO+.”

Reconhecimento de saberes e inscrições

A Nova EJA do SESI se destaca pela abordagem inovadora, que articula educação básica e qualificação profissional, reconhecendo os saberes prévios dos estudantes. O diferencial está na contextualização dos conteúdos educacionais do SESI e na formação técnica voltada às necessidades da indústria, com mais de 80% dos cursos alinhados às demandas do setor produtivo local oferecidos pelo SENAI.

Após o lançamento do SEJA PRO+, o SESI Pará divulgará, nas primeiras semanas de setembro, o processo de inscrição e os locais disponíveis em seu portal. Os alunos receberão bolsa auxílio durante os 14 meses do programa e sairão com formação técnica ao concluí-lo.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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