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Tribunal de Justiça de Mato Grosso autoriza nomeações de 214 servidores aprovados em concurso

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A imagem mostra um edifício com as palavras "PALÁCIO DA JUSTIÇA" e "DES. EDALMO LAMEIRA DE SOUZA" em sua fachada. O edifício tem um design moderno com grandes janelas. Em primeiro plano, há densos arbustos verdes e árvores. O céu é claro e azul, visível acima do prédio.O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, autorizou a nomeação de 214 novos servidores, aprovados e classificados no concurso público nº 01/2024, que tem como objetivo prover cargos efetivos de técnico judiciário, analista judiciário e oficial de justiça, no âmbito do Poder Judiciário estadual. Em decisão proferida nesta terça-feira (2 de setembro), cuja publicação se dará na próxima edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJE), o presidente determina à Coordenadoria de Gestão de Pessoas que providencie os atos de nomeação.

Com base em estudos técnicos realizados pelas áreas de planejamento e gestão do TJMT, após a homologação do concurso, ficou estabelecido que os 214 cargos devem ser providos em todo o Judiciário estadual, distribuídos na primeira e na segunda instâncias, em diferentes classes de servidores.

A distribuição se dará da seguinte forma: 80 analistas judiciários, 20 analistas de Tecnologia da Informação no Tribunal de Justiça, 42 técnicos judiciários, 50 oficiais de justiça e 20 oficiais de justiça adicionais por conta da finalização futura do contrato temporário.

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As vagas de analista judiciário a serem providas deverão ser distribuídas da seguinte forma:

– 6 analistas com especialidade em Contabilidade nos setores de Coordenadoria Financeira (2 vagas), Departamento do Foro Extrajudicial (2 vagas), Departamento da Secretaria Auxiliar da Presidência (1 vaga) e Coordenadoria de Gestão de Pessoas (1 vaga).

– 4 analistas com especialidade em Direito.

Na comarca de Cuiabá, devem ser providos cargos de analistas judiciários, da seguinte forma:

– 10 analistas na Secretaria do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias

– 15 analistas na Central de Processamento Eletrônico (CPE)

– 12 analistas na Comarca de Cuiabá

Para garantir o percentual das vagas reservadas às cotas (PcD, negros e indígenas), dentre as 22 vagas autorizadas para o cargo de oficial de justiça no edital do concurso, foi realizado sorteio, cujo resultado foi tornado público durante o andamento do certame. Dessa forma, as demais vagas deverão respeitar o histórico, observando o quadro pré-estabelecido no anexo (confira aqui).

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As vagas autorizadas foram definidas a partir de indicadores como a quantidade de unidades na comarca, média de casos novos no triênio 2022-2024, variação da taxa de congestionamento entre 2022 e 2024, processos pendentes em 2025, quantidade de vagas, quantidade de pessoas lotadas, além de indicadores específicos de cada cargo.

Também foi realizado estudo orçamentário pela Coordenadoria de Planejamento do Tribunal, que aponta a existência de recursos orçamentários e financeiros para o provimento de 214 vagas na forma deliberada.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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