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Conferência Internacional da RTRS sobre soja destaca sustentabilidade e inovação no Brasil

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Nos dias 17 e 18 de setembro de 2025, o Expo Center Norte, em São Paulo, será palco da Conferência Internacional da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS – Round Table on Responsible Soy Association), um dos mais importantes fóruns globais dedicados à sustentabilidade da cadeia da soja.

O encontro reunirá representantes de toda a cadeia produtiva e de suprimentos para debater tendências, apresentar novas tecnologias e buscar soluções conjuntas para os desafios sociais, ambientais e econômicos do setor.

Sustentabilidade como foco central

Sob o tema “Construindo soluções para um futuro sustentável”, a edição de 2025 reforça o papel da RTRS como articuladora de iniciativas que unem inovação e responsabilidade socioambiental.

De acordo com Luiza Bruscato, diretora-executiva global da RTRS, o evento será uma oportunidade para aproximar stakeholders estratégicos e evidenciar como a sustentabilidade já se traduz em resultados concretos no campo.

Certificação e digitalização na cadeia da soja

Um dos destaques da programação será o lançamento de um sistema de Business Intelligence, que reunirá dados estratégicos para monitorar a evolução da produção de soja responsável ao longo dos últimos anos.

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Segundo Bruscato, a ferramenta ajudará empresas e organizações a acompanhar metas de sustentabilidade com base em indicadores confiáveis. Além disso, os debates vão mostrar como certificação, digitalização e inovação são pilares para fortalecer a cadeia produtiva de forma mais sustentável.

Experiência prática com visitas de campo no Paraná

Além dos debates em São Paulo, a conferência oferecerá visitas técnicas a cooperativas agrícolas no Paraná, incluindo a Castrolanda. A proposta é proporcionar aos participantes contato direto com modelos produtivos locais, práticas de certificação em lavouras e o sistema cooperativista, muito presente no Brasil e pouco comum em outros países.

Para Bruscato, essa experiência amplia a visão dos participantes:

“Será uma oportunidade única para conhecer de perto como o cooperativismo e as boas práticas de manejo fortalecem a sustentabilidade na cadeia da soja”.

Histórico da conferência no Brasil

A última edição da RTRS no Brasil ocorreu em 2023, também em São Paulo, em parceria com a Victam Latam como patrocinadora. Na ocasião, o evento reuniu autoridades políticas, grandes empresas e especialistas para discutir os rumos da soja sustentável.

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A edição de 2025 pretende repetir o sucesso, promovendo inovação, intercâmbio de experiências e integração entre diferentes elos da cadeia, com foco no desenvolvimento sustentável de longo prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

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O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

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Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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