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Ministério de Portos e Aeroportos defende cabotagem aérea para reduzir preço das passagens na região Norte

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A cabotagem aérea — possibilidade de companhias estrangeiras operarem trechos domésticos no Brasil em continuidade a voos internacionais — foi apresentada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) como alternativa para ampliar a concorrência e reduzir os preços das passagens, especialmente na Amazônia Legal, onde há menos conectividade entre cidades. A proposta foi discutida pelo ministro Silvio Costa Filho em reunião com a bancada de parlamentares do Norte como medida para aumentar a oferta de voos para os estados da região.

Costa Filho lembrou que, ao contrário de países como Estados Unidos, Alemanha, França e Portugal, que destinaram bilhões de dólares às companhias aéreas durante a pandemia, o Brasil não aportou recursos diretos ao setor. Para enfrentar os desafios atuais, anunciou a criação de uma linha de crédito para as empresas aéreas, via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), para compra de aeronaves e motores, beneficiando também a aviação regional.

“Na pandemia, outros países colocaram bilhões para salvar suas companhias aéreas. Aqui, nada foi feito. Agora estamos criando uma linha de crédito e defendendo a cabotagem para que o setor tenha condições de crescer e, principalmente, para que o povo do Norte tenha acesso a passagens mais baratas e maior oferta de voos”, afirmou.

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Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a regulamentação da cabotagem exigirá mudanças legais e normativas específicas. “A abertura na Amazônia Legal pode atrair oferta e reduzir preços onde o mercado é mais frágil, desde que venha acompanhada de regras claras de segurança, custos operacionais viáveis e estabilidade regulatória. Para o restante do país, reciprocidade é condição para uma abertura responsável”, destacou.

A deputada Cristiane Lopes (RO) ressaltou a urgência da pauta e informou que já protocolou requerimento de urgência para votação até o fim de outubro. “Esse é um projeto de lei do Norte, mas também do Brasil. A população não pode mais esperar diante de tarifas tão altas e da diminuição constante da malha aérea”, afirmou.

Silvia fez um apelo para ampliação de voos por meio da cabotagem com intuito de trazer mais opções e redução da tarifa aos passageiros do transporte aéreo. “O rondoniense ainda está alheado. Mesmo com o aeroporto da capital modernizado, a população continua sem alternativa. A cabotagem é a esperança de solução”, disse.

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O deputado Stélio Dener (AM) também destacou que há municípios na Amazônia com mais de 1.000 km de distância sem alternativa de transporte. “A população está ilhada. Só a integração aérea pode devolver dignidade a esses municípios”, afirmou.

O ministro concluiu que a tarifa média nacional caiu nos últimos anos, mas afirmou que os picos de preço e a falta de conectividade no Norte exigem ações específicas. “Não se trata de uma medida isolada. O que estamos construindo é um conjunto de soluções que incluem crédito, investimentos em aeroportos e marcos regulatórios, com a cabotagem aérea como peça central para abrir o mercado onde ele é mais frágil”, disse.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Capacitação da Força Nacional ultrapassa 18 mil profissionais em três anos

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Brasília, 22/5/26 – Nos últimos três anos, a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), em parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), intensificou os investimentos em qualificação profissional.

O número de profissionais capacitados cresce ano após ano. Em 2023, foram formados 4.070 agentes; em 2024, 6.229; e, em 2025, 7.257. Em 2026, já foram registrados 772 profissionais capacitados, totalizando 18.328 formações no período.

Para o chefe do Centro de Treinamento e Capacitação da Força Nacional, tenente-coronel Kisler Marcos Souza Rodrigues, esses números traduzem um compromisso concreto com a qualidade do serviço prestado à população.

“Capacitar bem significa atuar melhor. Quando o profissional chega preparado ao campo, seja para uma ocorrência de emergência, uma operação em terra indígena ou uma ação de combate ao crime, a população recebe um serviço mais seguro e eficiente. É isso que buscamos com cada curso e com cada turma formada”, afirmou.

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Assuntos abordados

As qualificações abrangem um conjunto de disciplinas técnicas e operacionais, refletindo a complexidade das missões desempenhadas pela Força Nacional em todo o território brasileiro.

Entre os conteúdos ministrados, destacam-se Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático), Direitos Humanos, Uso Progressivo da Força, Instrumentos e Técnicas de Menor Potencial Ofensivo, Proteção de Terras Indígenas e Combate a Crimes Ambientais, temáticas que refletem o equilíbrio entre eficiência operacional, legalidade e respeito aos direitos fundamentais.

O período também foi marcado por investimentos em modernização e incorporação de novas tecnologias ao aparato operacional, aliados à aquisição de equipamentos, embarcações e viaturas modernas, o que ampliou a capacidade de resposta da Força Nacional em cenários de alta complexidade.

Cadastro de veteranos

A Força Nacional está com vagas abertas para o cadastro de profissionais veteranos, como policiais, bombeiros e peritos, que estejam inativos há menos de cinco anos.

Os voluntários com inscrições aprovadas poderão ser mobilizados conforme a necessidade, oportunidade e conveniência da Força, com possibilidade de permanência por até dois anos, prorrogáveis.

Para se inscrever, acesse o site oficial: https://intranet.dfnsp.mj.gov.br/cadastrodeveterano/?b=1.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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