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Fraudes digitais no Brasil geram perdas bilionárias e preocupam produtores rurais

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Perdas bilionárias e dados preocupantes

O avanço das fraudes digitais no Brasil tem causado impactos significativos na economia e representa um desafio crescente para consumidores e empresas. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas em 2024 os golpes virtuais provocaram perdas de R$ 71 bilhões.

O estudo aponta ainda que 42% da população adulta já sofreu ou foi alvo de tentativa de fraude. Já o Instituto DataSenado revela que 1 em cada 4 brasileiros acima de 16 anos foi vítima de golpe digital nos últimos 12 meses, representando cerca de 24% da população.

Vulnerabilidade no meio rural

No meio rural, a situação é ainda mais delicada. Produtores enfrentam não apenas riscos climáticos e de mercado, mas também desafios como acesso limitado à internet, confiança excessiva em contatos recebidos e uso indevido de dados pessoais para abertura de dívidas ou movimentações fraudulentas.

Parceria para proteção digital

Para combater esse cenário, a Plantae Agrocrédito, instituição financeira voltada ao setor agrícola, firmou uma parceria com a plataforma Davi, especializada em segurança digital.

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A iniciativa oferece gratuitamente aos clientes ferramentas de monitoramento com inteligência artificial, incluindo:

Blindagem de CPF;

  • Emissão de alertas em caso de vazamento de dados;
  • Acompanhamento em tempo real de movimentações financeiras suspeitas.

Os recursos funcionam de forma integrada, com relatórios, diagnósticos e monitoramento contínuo.

Segurança digital como prioridade

Segundo Wolney Arruda, presidente da Plantae Agrocrédito:

“Produzir e empreender no campo já envolve inúmeros desafios. Não podemos permitir que fraudes e golpes digitais se tornem mais um obstáculo para quem movimenta a economia e alimenta o país.”

Do lado da Davi, a plataforma vem se consolidando como referência nacional no combate a fraudes digitais. Com a maior biblioteca do país sobre o tema, a empresa reúne mais de 700 mil depoimentos de vítimas, organizados em 400 tipologias de golpes. Atualmente, a Davi monitora mais de 2 milhões de CPFs e protege milhões de brasileiros contra crimes virtuais.

Crescimento das fraudes exige soluções inovadoras

Especialistas alertam que as tentativas de fraude digital estão em crescimento, exigindo soluções que combinem tecnologia, prevenção e educação digital. Iniciativas como a da Plantae mostram como empresas podem reduzir vulnerabilidades e oferecer maior tranquilidade aos clientes, mesmo em um cenário de riscos crescentes.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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