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MPA participa de evento para beneficiar a pesca artesanal em Itajaí (SC)

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Na última quinta-feira (11), o secretário nacional de Pesca Artesanal do MPA, Cristiano Ramalho, esteve em Imaruí (SC) para participar de um evento que contou com a participação de pescadores e pescadoras e outras autoridades nacionais.

O evento aconteceu no Salão Paroquial de Itajaí e a abertura foi conduzida pelo bispo da Diocese de Tubarão, Dom Adilson, acompanhado pela Pastoral dos Pescadores, reforçando a relevância social e cultural da atividade pesqueira para as comunidades tradicionais.

Durante o evento, foi formalizada a criação do Fórum Estadual dos Pescadores, espaço permanente de diálogo e organização da categoria em Santa Catarina. Outro destaque foi a assinatura do Termo de Execução Descentralizada (TED), no valor de R$150 mil, firmado entre o MPA e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

O recurso será destinado ao curso de extensão “Técnicas Tradicionais e Sustentáveis de Remo para Pescadores Artesanais”, que será ofertado pelo campus Garopaba do IFSC. A iniciativa beneficiará jovens de Imaruí, Laguna, Imbituba, Garopaba e Pescaria Brava, que receberão bolsas para participar da formação.

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Segundo Ramalho, “é importante ressaltar que todas essas ações empregam esforços do programa Povos da Pesca Artesanal e demonstram apoio à geração de renda, à preservação, e à promoção das culturas tradicionais da pesca artesanal no estado de Santa Catarina, além de anunciar o compromisso do Governo Federal com as comunidades da pesca artesanal”. O secretário ainda destacou a importância de políticas públicas estruturantes para fortalecer a pesca artesanal e garantir melhores condições de trabalho e renda às comunidades pesqueiras.

O encontro também contou com a presença de diversas autoridades, como a deputada federal Ana Paula Lima, o deputado estadual Marquito, o Bispo da Diocese de Tubarão, Dom Adilson, o Superintendente Federal do MPA em SC, Jean Ricardo Antunes, o Superintendente da Agricultura em SC, Ivanor Boing, dentre outros.

Com forte adesão popular e institucional, o encontro consolidou-se como um marco para a pesca artesanal em Santa Catarina, fortalecendo o protagonismo das comunidades pesqueiras e abrindo novos caminhos para o desenvolvimento sustentável do setor.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Colheita de café avança lentamente no Sul de Minas após chuvas e preocupa produtores com qualidade dos grãos

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A colheita de café no Sul de Minas Gerais, principal região produtora de café arábica do Brasil, segue em ritmo mais lento que o esperado devido às chuvas registradas nas últimas semanas. Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os trabalhos se aproximam de 10% da área prevista, mas devem ganhar intensidade entre esta semana e o início de junho.

O avanço mais moderado da colheita preocupa o setor cafeeiro, principalmente pelos possíveis impactos sobre a qualidade dos grãos. De acordo com o Cepea, as precipitações em pleno período de retirada do café podem provocar queda dos frutos no chão, comprometendo parte da qualidade do produto final.

Chuvas dificultam avanço da colheita

O Cepea informou que a colheita está atrasada na maior parte das regiões produtoras brasileiras, contrariando a expectativa inicial de aceleração das atividades a partir da segunda quinzena de maio.

“A colheita de café no Brasil está em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras. Esperava-se que os trabalhos se intensificassem a partir de meados de maio, mas as recentes chuvas têm atrapalhado o avanço das atividades em diversas áreas”, destacou o centro de pesquisas ligado à Esalq/USP.

Em Varginha, um dos principais polos cafeeiros do Sul de Minas, foram registrados 16,5 milímetros de chuva apenas na última semana. Além disso, a previsão meteorológica ainda indica ocorrência de pancadas em várias áreas produtoras de café arábica nos próximos dias.

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Apesar disso, os volumes previstos para Minas Gerais até a primeira semana de junho tendem a permanecer próximos da média histórica do período, tradicionalmente mais seco.

Sul de Minas lidera produção de café arábica

O Sul de Minas concentra a maior parte da produção brasileira de café arábica e possui importância estratégica para o mercado nacional e internacional da commodity.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais deverá produzir 32,8 milhões de sacas de 60 kg na safra 2026, dentro de uma projeção nacional de 45,8 milhões de sacas de café arábica.

O volume mineiro representa crescimento próximo de 30% em comparação com a temporada passada, impulsionado pela bienalidade positiva e pelas condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo.

Ritmo varia entre regiões produtoras

De acordo com os agentes consultados pelo Cepea, a colheita no Sul de Minas deve acelerar nos próximos dias, conforme as condições climáticas melhorem.

Nas Matas de Minas, outra importante região cafeeira do Estado, a colheita já varia entre 10% e 15% da área cultivada, embora os trabalhos ainda sejam considerados lentos pelos produtores.

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Já no Cerrado Mineiro, o avanço é menor e ainda gira em torno de 5% da área total.

Em São Paulo, a média da colheita do café arábica também se aproxima de 10%, mas as chuvas limitaram o avanço das operações nos últimos dias.

Colheita do café robusta avança mais rápido

Enquanto o café arábica enfrenta atrasos, a colheita do café canéfora — que engloba robusta e conilon — apresenta ritmo mais avançado em algumas regiões do país.

No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de conilon, os trabalhos já atingem entre 15% e 25% da área cultivada, segundo o Cepea.

Rondônia segue liderando nacionalmente o avanço da colheita, com entre 50% e mais de 60% das áreas já colhidas, comportamento considerado típico para o Estado, que tradicionalmente inicia e encerra os trabalhos antes das demais regiões produtoras.

Mercado acompanha clima e qualidade da safra

O mercado cafeeiro acompanha com atenção o comportamento climático nas próximas semanas, já que o avanço da colheita em condições mais secas é fundamental para preservar a qualidade do café brasileiro.

Além do impacto na qualidade dos grãos, atrasos mais prolongados também podem influenciar logística, armazenagem e ritmo das exportações brasileiras no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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