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Setor de Fertilizantes Espera Crescimento em Meio a Desafios Globais

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De janeiro a agosto de 2025, o Brasil registrou um aumento de 10% na entrada de fertilizantes, segundo estimativa do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado do Paraná (Sindiadubos), em comparação com o mesmo período de 2024. No entanto, em termos de nutrientes, o volume permanece próximo ao do ano passado, indicando uma redução na concentração dos produtos importados.

“Esse cenário é influenciado principalmente pela produção chinesa de sulfato de amônia, super simples e fertilizantes que contêm nitrogênio e fósforo”, explicou Aluísio Schwartz Teixeira, diretor-presidente do Sindiadubos.

Preços e Impactos Geopolíticos

A projeção de crescimento acompanha os dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre janeiro e junho, as entregas de fertilizantes aumentaram 10,5%, parcialmente devido à diminuição da concentração dos produtos. Paralelamente, o preço médio por mil toneladas subiu 3% em relação ao mesmo período de 2024.

O setor também enfrenta impactos do conflito entre Ucrânia e Rússia e suas repercussões no comércio internacional. Apesar disso, Teixeira afirma que “o segmento tem buscado soluções para garantir o abastecimento do mercado, diante da expectativa de uma supersafra de grãos”.

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19ª Edição do Simpósio NPK 2025

Para discutir as tendências do setor e os efeitos das mudanças econômicas nacionais e internacionais, o Sindiadubos promoverá a 19ª edição do Simpósio NPK 2025, no dia 30 de outubro, em Curitiba (PR). O evento reunirá todos os players da cadeia produtiva, desde produtores nacionais e internacionais de fertilizantes até consumidores finais.

“Devido à força econômica do setor e à sua relação direta com a produtividade agrícola, é essencial promover eventos voltados à discussão das principais tendências do mercado de fertilizantes”, afirma Teixeira. Ele ressalta que o uso de fertilizantes é fundamental para a produção agrícola brasileira e destaca a importância do encontro para troca de informações, experiências e networking.

Programação e Palestrantes

O simpósio contará com três palestras principais, abordando:

  • Performance e Perspectivas do Setor em 2025 e 2026
  • Cenário Nacional e Internacional do Agronegócio
  • Projeções de Custo e Rentabilidade da Safra 2025/2026
  • Entre os palestrantes confirmados estão:
  • Aluísio Schwartz Teixeira, diretor-presidente do Sindiadubos
  • Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agroinvest
  • Kellen Severo, especialista em agronegócio, jornalista e apresentadora
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O evento promete ser um espaço estratégico para atualização sobre o mercado de fertilizantes e o planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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