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Câmaras consultivas do CIM realizam primeira reunião presencial em Brasília

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A primeira reunião presencial das câmaras consultivas do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), realizada na última quinta-feira (11/9), marcou o início de uma governança climática com maior articulação e colaboração intersetorial para enfrentar os complexos desafios das emergências climáticas. O encontro foi promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Realizado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) com representantes das Câmaras de Participação Social (CPS), de Assessoramento Científico (CAC) e de Articulação Interfederativa (CAI), a reunião teve como objetivo proporcionar um diálogo conjunto entre as diferentes representações temáticas, permitindo que cada grupo compreenda o contexto atual da elaboração do Plano Clima e entendam seu protagonismo como membros das Câmaras.

Na parte da manhã, durante a reunião conjunta das Câmaras, o secretário nacional de Mudança do Clima do MMA, Aloisio Melo, detalhou a estrutura, os objetivos e a importância do CIM, do Plano Clima e das Câmaras. Ele esteve acompanhado do representante da Casa Civil, Rafael Martins, e dos coordenadores das três câmaras – Moacyr Araújo (CAC), Sérgio Xavier (CPS) e Robson Monteiro (CAI).

“Já tínhamos um comitê interministerial constituído. A partir disso, foi todo um trabalho para definir primeiro quais seriam esses três espaços de consulta, definir a composição de cada um, todo um processo de inscrições, proposta de composição, seleção, até poder chegar a essa fase em que se construiu um espaço para a comunidade acadêmica, um espaço para o diálogo entre governo federal, estados e municípios e outro que é com sociedade civil, setor privado, trazendo seus temas e suas preocupações”, detalhou Aloisio Melo.

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A instalação das Câmaras consultivas do CIM representa para Melo a concretização de uma governança climática mais inclusiva e adaptativa. “Um modelo no qual as políticas climáticas sejam mais robustas, sensíveis às realidades locais e capazes de gerar os consensos e a mobilização necessários para enfrentar um dos maiores desafios da atualidade”, disse.

O evento contou ainda com uma palestra especial do professor e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fernando Abrucio, que apresentou uma exposição sobre a governança climática colaborativa. O pesquisador salientou a importância crítica da coordenação entre diferentes níveis de governo (União, estados e municípios) e a construção de arranjos institucionais sólidos para a efetiva implementação das políticas públicas. Abrucio também reforçou o papel central das câmaras consultivas como espaços de pactuação e inovação, fundamentais para articular ações conjuntas e superar os complexos desafios da agenda climática no Brasil.

As câmaras foram instaladas formalmente na quarta-feira (10/9), durante a abertura do seminário “A governança climática que o Brasil Precisa”, que também recepcionou o 2º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes. O ato contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

A diretora do Departamento de Governança Climática e Articulação da Secretaria Nacional de Mudança do Clima do MMA, Ana Paula Machado, destacou a importância do diálogo entre os diferentes setores que constituem os organismos.

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“É um momento histórico porque estamos reunindo muitos mundos dentro de uma mesma sala. A gente tem diferentes visões de ciência, temos representantes de diferentes grupos sociais, políticos, econômicos e todos muito atuantes nesse processo de mudança do clima”, afirmou. Segundo ela, as câmaras terão não apenas a tarefa de acompanhar o processo de implementação do Plano Clima, como também de mobilizar os diferentes atores sociais para fazer essa implementação.

Além disso, as câmaras terão a função de propor soluções e trazer à tona questões invisibilizadas, garantindo que as políticas públicas sejam abrangentes. “Essa implementação vai demandar um mutirão de todas as organizações e pessoas aqui representadas, mas sobretudo propor questões que estão sendo negligenciadas, que precisam ser incluídas nos processos de política pública. Então, é só o começo de um grande trabalho que vai durar anos”, acrescentou Machado.

O encontro conjunto das câmaras representou ainda a oportunidade para um diálogo entre elas, permitindo a estruturação de suas agendas de trabalho, cronogramas e prioridades de forma conjunta e articulada. A diretora enfatizou que a governança climática no Brasil entra agora em um novo momento.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Agro local deve gerar R$ 206 bilhões em 2026: 15% de toda a riqueza produzida no País

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Mato Grosso deve ampliar ainda mais sua liderança no agronegócio nacional em 2026. Estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária  (Mspa), compiladas pelo DataHub,  núcleo de dados econômicos ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apontam que o estado deverá alcançar Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões neste ano.

O montante representa cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro, cuja estimativa nacional chega a R$ 1,38 trilhão. O Valor Bruto da Produção mede o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro da porteira, considerando volume produzido e preços de mercado, antes do processamento industrial.

Com esse desempenho, Mato Grosso mantém ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores. Minas Gerais aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 167 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 157 bilhões), Paraná (R$ 150 bilhões) e Goiás (R$ 117 bilhões).

A liderança mato-grossense está diretamente ligada à escala produtiva e à força de suas principais cadeias agropecuárias. A soja continua sendo o principal motor do agro estadual, respondendo sozinha por 43% do VBP. Na sequência aparecem o milho, com 21,67%, e a bovinocultura, com 17,96%.

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Além da liderança em soja e milho, o estado também ocupa posição de destaque nacional na produção de algodão e bovinos, consolidando-se como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas.

O avanço econômico do setor também se reflete no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, o agro mato-grossense registrou saldo positivo de 9.066 empregos formais, reforçando o peso da atividade sobre a renda e a dinâmica econômica regional.

O desempenho confirma uma transformação estrutural observada nos últimos anos: Mato Grosso deixou de ser apenas uma fronteira agrícola de expansão para se consolidar como um dos principais centros produtivos e logísticos do agronegócio mundial.

O crescimento da produção, aliado à ampliação da capacidade de armazenagem, ao avanço da agroindústria e aos investimentos em infraestrutura, fortalece a posição estratégica do estado em cadeias globais de commodities agrícolas.

Boa parte do saldo comercial brasileiro ligado ao agro passa hoje por Mato Grosso. Soja, milho, algodão e carne bovina produzidos no estado sustentam não apenas a balança comercial, mas também parte relevante da geração de divisas do país.

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Os números também evidenciam o peso crescente do Centro-Oeste na economia brasileira. Há duas décadas, a liderança do agro nacional estava mais concentrada no Sul e Sudeste. Hoje, Mato Grosso se consolidou como principal eixo de crescimento da produção agropecuária brasileira, impulsionado por escala, tecnologia e expansão logística.

Fonte: Pensar Agro

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