Educação

Ministros de 40 países conhecem a alimentação escolar no Ceará

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Ministros de Estado e autoridades de cerca de 40 países vivenciaram, nesta quinta-feira, 18 de setembro, a rotina da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Johnson, em Fortaleza (CE). Durante o almoço, o ministro da Educação, Camilo Santana, apresentou a qualidade e a organização do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Ministério da Educação (MEC), à comitiva de alto nível. A atividade fez parte da 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar, que acontece em Fortaleza (CE) até esta sexta-feira (19). 

“Eles vieram conhecer o modelo de escola em tempo integral do Brasil, aqui, no Ceará, que é uma referência hoje no país. Nós vamos almoçar e conversar com os alunos para os ministros virem a qualidade da nossa alimentação escolar e a importância dela para a qualidade da aprendizagem dos nossos estudantes”, afirmou o ministro. “Espero que eles possam conhecer e vivenciar, já no primeiro dia do evento, um momento importante para fortalecer essa coalizão em defesa da luta pela garantia da alimentação escolar em toda a rede pública e privada da educação básica”. 

O Pnae garante, diariamente, refeições a cerca de 40 milhões de estudantes em mais de 150 mil escolas públicas de todo o país. São mais de 10 bilhões de refeições oferecidas anualmente, com investimento federal que ultrapassa R$ 5,5 bilhões. Após anos de estagnação, o orçamento do programa recebeu um acréscimo de R$ 1,5 bilhão por ano, reforçando a importância da política para a segurança alimentar e nutricional dos estudantes. 

Após a visita à escola, os debates seguiram no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), com diálogos entre representantes de governos e especialistas, ressaltando como evidências científicas podem ser transformadas em políticas e programas mais eficazes. A presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, participou da sessão que abriu os trabalhos da tarde, destacando que “construir e aperfeiçoar políticas públicas é um exercício diário que exige o uso de dados robustos e confiáveis”. 

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O FNDE lançou, em 2025, o Sistema de Monitoramento, Avaliação e Validação (SIMAV), ferramenta que fortalece a qualidade do gasto público e contribui para reduzir desigualdades. Com o Pnae, responsável por 50 milhões de refeições diárias para quase 40 milhões de estudantes em 150 mil escolas, o Brasil realiza parcerias com universidades brasileiras e estrangeiras que analisam a relação entre alimentação escolar e mudanças climáticas, além da atuação da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (Raes) em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

Programação – A programação do primeiro dia da 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar conta com a cerimônia de abertura, reuniões bilaterais e três sessões de debate. A primeira, “Mostrando o progresso”, destacou os avanços nos compromissos dos países desde a primeira Cúpula Global em 2023, além de novos compromissos anunciados por países — incluindo aqueles em situação de maior vulnerabilidade. Também foi lançado o relatório “O Estado da Alimentação Escolar 2024”. 

Com o tema “Aplicando o que funciona – mais evidências para os tomadores de decisão”, a segunda sessão do dia foi um diálogo entre os ministros e a rede formada pelo Consórcio de Pesquisa, destacando como informações agregam as políticas e os programas.  

As atividades do primeiro dia serão encerradas com a sessão “Combinando ambição com estratégias de financiamento sustentável”, em que ministros das finanças e instituições financeiras internacionais apresentam mecanismos de financiamento inovadores e parcerias estratégicas, entre elas a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada pelo governo brasileiro, reforçando o compromisso de garantir alimentação saudável e nutritiva a cada criança e jovem. 

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A 2ª Cúpula Global é organizada pelo Governo do Brasil, por meio do MEC e do FNDE, em parceria com o Secretariado da Coalizão, presidido pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro reúne mais de 80 países para debater avanços, compartilhar experiências e ampliar compromissos até 2030. 

Pnae – Um dos pilares do Programa Nacional de Alimentação Escolar é a compra direta da agricultura familiar, que representa pelo menos 30% dos recursos federais destinados ao programa, com prioridade para mulheres agricultoras, comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos de reforma agrária. Esse percentual deve ser ampliado para 45% em 2026. 

Os cardápios da alimentação escolar são elaborados por nutricionistas e garantem alimentos saudáveis, variados e adaptados às necessidades de cada faixa etária. Entre as diretrizes, estão a oferta de frutas, verduras e legumes, além da inclusão de alimentos ricos em ferro e vitamina A. Há ainda a meta de ampliar para 85% a presença de alimentos in natura ou minimamente processados até 2026, reduzindo os ultraprocessados para apenas 10%. 

O Pnae promove iniciativas de educação alimentar e nutricional e assegura a participação social na gestão do programa, consolidando-se como uma das maiores políticas públicas de alimentação escolar do mundo. Além do impacto no Brasil, o programa é referência internacional, apoiando projetos de alimentação escolar em 29 países da América Latina e Caribe e em 40 países africanos, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e organismos internacionais. 

Panorama Pnae (português)  

Panorama Pnae (inglês) 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Prouni: inscrições para o 2º semestre começam em 7 de julho

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 1º de julho, o Edital nº 51/2026, referente ao processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), que ocorrerá no segundo semestre de 2026. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, no período de 7 a 10 de julho.  

Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a redação do Enem. 

O edital veda a inscrição para quem declarou ter participado do Enem na condição de treineiro, ou seja, quem participou do exame visando a autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média.  

Os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições: 

  • Ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública; 
  • Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição; 
  • Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição; 
  • Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição; 
  • Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista; 
  • Ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação; 
  • Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para concorrer aos cursos de licenciatura e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica. Nesse último caso, não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos. 
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O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas à implementação de políticas afirmativas referentes às pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas. 

Além disso, é necessário que todos os inscritos se atentem aos critérios de renda exigidos para a obtenção da bolsa. Para as bolsas integrais, que cobrem 100% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, a renda familiar bruta mensal por pessoa é de até três salários mínimos. Os limites de renda não se aplicam aos professores da rede pública de educação básica, desde que concorram às bolsas ofertadas para cursos de licenciatura e pedagogia.  

Classificação – A classificação observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição. Dentro de cada modalidade, deverá ser obedecida a ordem decrescente das notas e priorizada a seguinte ordem:  

  • Professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia destinados à formação do magistério da educação básica, se for o caso e se houver inscritos nesta situação; 
  • Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em escola da rede pública; 
  • Estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição; 
  • Estudante que tenha cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista; 
  • Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição; 
  • Estudante que tenha cursado o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista. 
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Resultado – O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de julho na página do Prouni. Já a segunda chamada sairá no dia 5 de agosto. Depois disso, os selecionados na primeira chamada precisam comprovar as informações de 15 a 24 de julho. Já os da segunda chamada deverão confirmar entre os dias 5 e 14 de agosto. 

Lista de espera – Para participar da lista de espera do Prouni, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do Portal Acesso Único nos dias 26 e 27 de agosto de 2026. A lista estará disponível na página do Prouni, também no Portal Acesso Único, no dia 1º de setembro, para consulta pelas instituições de ensino superior e pelos candidatos. 

Confira o cronograma completo do Prouni 2026/2: 

  • Inscrições: 7 a 10 de julho 
  • Resultado 1ª chamada: 15 de julho 
  • Resultado 2ª chamada: 5 de agosto 
  • Lista de espera: 26 e 27 de agosto 
  • Resultado Lista de Espera: 1º de setembro 

Prouni – Criado em 2004 pela Lei nº 11.096/2005, o Programa Universidade Para Todos oferta bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas e tem como público-alvo o estudante sem diploma de curso superior. Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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